Em paralelo à III Cúpula América Latina e Caribe-Europa (Celac-UE), começa nesta segunda-feira (17) a Cúpula dos Povos, em Bruxelas, capital da Bélgica. O encontro é organizado por entidades e representantes da esquerda europeia e latino-americana como um contraponto popular à reunião de chefes de Estado.
No entanto, a participação de vários chefes de Estado que farão parte da cúpula diplomática está confirmada para a Cúpula dos Povos.
Manu Pineda, eurodeputado da Izquierda Unida e secretário de Relações Internacionais do Partido Comunista da Espanha (PCE), informou que os presidentes Gustavo Petro (Colômbia), Luis Arce (Bolívia) e Alberto Fernández (Argentina) participarão do encerramento do evento nesta terça-feira (18).
“Na terça-feira realizaremos a cerimônia de encerramento da Cúpula dos Povos de 2023 com os presidentes Gustavo Petro, Luis Arce e Alberto Fernández”, disse Pineda, no twitter, acrescentando que o líder cubano Miguel Díaz-Canel também confirmou sua presença.
Necessidades populares
Pineda sublinhou que a presença de vários dirigentes importantes para a América Latina e Caribe no evento “demonstra que existe uma preocupação real em colocar no centro do debate as necessidades das populações, a paz e o ambientalismo, e é isso que vamos promover”.
O objetivo deste fórum social é debater abertamente as mais variadas reflexões, que permitam a promoção de um modelo alternativo de desenvolvimento, cooperação e integração mais justos, solidários e sustentáveis.
Promover também relações equânimes entre os povos e governos da América Latina e do Caribe com os povos e governos da União Europeia. Isto, sob o respeito do direito internacional, não-interferência, soberania e autodeterminação.
Também busca debater questões atuais, compartilhar experiências de luta e resistência, fortalecer os laços entre movimentos populares, sindicatos, grupos de solidariedade, comunidades migrantes, associações, personalidades e forças políticas de ambos os continentes.
Combate aos embargos
Os chanceleres da Venezuela, Yván Gil, e de Cuba, Bruno Rodríguez, estiveram reunidos neste domingo (16).
Os diplomatas rejeitaram as medidas coercitivas unilaterais e o bloqueio imposto pelos Estados Unidos aos dois países.
Entendem que é preciso acabar com a hegemonia estadunidense, que quando são contrariados pela autodeterminação de outros povos lançam mão de expedientes extremamente danosos como invasões, desestabilizações, interferências e embargos. A América Latina e o Caribe precisam se unir diante disso, concluem.
As relações entre Cuba e Venezuela foram fortalecidas a partir do ano 2000, após a chegada de Hugo Chávez à Presidência, quando se aproximou e estabeleceu uma acentuada relação com o presidente Fidel Castro. Os países passaram a se apoiar mutuamente em diversas áreas.
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