Em um discurso divulgado na manhã desta sexta (25), o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy afirmou que estava sendo alvo de perseguição e que “o inimigo” -a Rússia- o listou como “alvo número um”.
No vídeo divulgado nas redes sociais, o presidente ucraniano aparece dizendo que não fugiu do país e que Fake News disseminavam que ele havia deixado Kiev, a capital da Ucrânia.
“Sei que há muitas Fake News, incluindo aquelas como se eu tivesse deixado Kiev. Permaneço na capital com meu povo”, disse.
Mas tampouco sem informar a credibilidade ou fonte, Zelenskky disse que “de acordo com nossas informações, o inimigo me listou como alvo número um e minha família como alvo número dois”.
A declaração bastou para a disseminação de informações por diversos veículos, principalmente dos Estados Unidos, de que a Rússia de Vladimir Putin queria “decapitar” o presidente ucraniano.
Não há nenhuma informação confirmando as supostas intenções do governo russo nesse sentido, e o próprio Ministério de Relações Exteriores do país afirmou que tais atos estariam fora de cogitação.
Mas diversas agências internacionais de notícias, como a AFP, divulgaram que “fontes militares dos EUA” informaram a intenção da Rússia de matar Volodymyr Zelenskyy.
“O exército russo se aproximava de Kiev, a capital ucraniana, nesta quinta-feira (24) com a intenção de ‘decapitar o governo’ e substituí-lo por um pró-Rússia, segundo fontes militares dos Estados Unidos”, informava a agência.
“Basicamente, têm a intenção de decapitar o governo e instalar sua própria forma de governo, o que explicaria este avanço inicial para Kiev”, teria dito a fonte, um funcionário de inteligência ocidental.
Do lado da Rússia, o avanço das forças pela Ucrânia no segundo dia de confronto é justificado pelas fontes oficiais com o objetivo de derrubar todas as bases militares, o que não teria sido concluído ontem (25).
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