Nem mesmo a decisão do Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) a respeito da situação na Faixa de Gaza foi suficiente para Israel cessar os ataques na região.
Em 48 horas, pelo menos 373 palestinos foram mortos e 643 feridos, segundo dados da Human Rights Watch (HRM) divulgados pelo site Mondoweiss.
O bombardeio do exército liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu agora tem como alvo a cidade de Khan Younis, na região mais ao sul da Faixa de Gaza.
Segundo a Sociedade do Crescente Vermelho Palestino (PRCS), o Hospital PRCS Al-Amal tem sido alvo de um cerco militar há vários dias, e três pessoas foram sepultadas no pátio do hospital por conta da “dificuldade de transportá-las para um cemitério oficial devido ao bloqueio imposto ao hospital”.
O Ministério da Saúde de Gaza também apontou a possibilidade de bloqueio do Hospital Al Nasser, onde resíduos diversos se acumulam “por todo o lado” – e os resíduos médicos podem inclusive ajudar a disseminar doenças dentro de um contexto de agravamento das condições de saúde pública na região sul de Gaza.
Diante da situação de calamidade, muitos palestinos estão sendo forçados a fugir de seus abrigos e casas em Khan Younis em direção a Rafah, o último lugar seguro que resta, e onde pessoas têm dormido nas ruas e em acampamentos inundados.
“Mais de meio milhão de palestinianos em Khan Younis foram instruídos pelas forças de ocupação a evacuarem as suas casas, incluindo hospitais e centros de saúde, numa cruel expansão e aprofundamento do deslocamento forçado das regiões do sul”, disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Palestina em nota oficial, ressaltando que “cenas de pessoas deslocadas à força são uma vergonha para a humanidade”.
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