21 de maio de 2026

Entenda o escândalo que pode pôr em risco a continuidade de Zelensky na presidência da Ucrânia

Envolvimento do chefe de gabinete desvios no setor de energia é apenas um dos casos de corrupção relacionados aos aliados mais próximos do presidente ucraniano
Foto: Wikipédia

Escândalo de corrupção atinge governo de Zelensky e Trump comenta. Yermak, ex-chefe de gabinete, é investigado. Parlamentares se rebelam.

Ministro da Defesa ucraniano se demite por corrupção. Escândalo de uniformes. Kolomoisky preso por fraude e lavagem de dinheiro.

Documentos vazados revelam offshores de Zelensky e aliados. Esquema de empresas em Londres. Doações e propriedades em offshore.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O escândalo de corrupção envolvendo o alto escalão do governo de Volodymyr Zelensky chegou aos Estados Unidos. Nesta segunda-feira (1º), o presidente Norte-americano Donald Trump atribuiu a corrupção à dificuldade de avanço das negociações para por fim à guerra contra a Rússia. 

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“A Ucrânia tem alguns pequenos problemas difíceis”, disse Trump em uma coletiva de imprensa. O presidente afirmou ainda que a situação da corrupção em andamento não ajuda as tratativas pelo cessar-fogo.

Entenda o caso

O então chefe de gabinete do presidente, Andriy Yermak, foi alvo de buscas em seu gabinete na última sexta-feira (28), em ação do Escritório Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU) e da Procuradoria Especializada Anticorrupção.

Zelensky demitiu Yermak, mas enfrenta um cenário extremamente instável, tendo em vista que além do dano de imagem, que pode por em risco o apoio interno e popular, ele também está sem o “conselheiro mais confiável” de seu governo. Afinal, o ex-chefe de gabinete era visto com o homem mais poderoso da atual gestão e um dos representantes nas negociações com os EUA. 

Andriy Yermak é investigado por participar de um grupo corrupto de altos funcionários ucranianos no setor de energia, cujo prejuízo pode chegar a US$ 100 milhões.

Em resposta, os parlamentares da base de apoio do atual governo promoveram “uma rebelião em precedentes”, o que já dificultaria a permanência de Zelensky no poder. 

Histórico

Este, no entanto, não é o primeiro escândalo de corrupção envolvendo o atual governo ucraniano. Em 2023, o GGN apontou que o então ministro da Defesa da Ucrânia, Alexei Reznikov, se demitiu devido aos escândalos de corrupção em seu ministério. Embora o próprio ministro não tenha estado pessoalmente envolvido, políticos e a mídia ucraniana o responsabilizaram.

O último escândalo no Ministério da Defesa ucraniano tem a ver com uniformes: foram comprados 180 mil casacos de verão para lutar no inverno. Reznikov prometeu renunciar caso a fraude fosse comprovada.

A demissão, aliás, ocorreu dias após a prisão do bilionário Ihor Kolomoisky, padrinho político de Zelensky, acusado de fraude e lavagem de dinheiro pelas autoridades ucranianas.

Offshores

Apesar da promessa de limpar o país da corrupção, documentos vazados no caso Pandora Papers mostram que Zelensky e seus aliados foram favorecidos por um esquema de empresas offshore, que inclui empresas que possuem propriedades caras em Londres.

Segundo o site OCCRP (Organized Crime and Corruption Reporting Project), os documentos mostram que Zelensky e seus sócios na produtora de televisão Kvartal 95 montaram uma rede de empresas offshore que datam a partir de 2012.

No mesmo ano, a empresa começou a produzir conteúdo regularmente para emissoras de TV ligadas a Ihor Kolomoisky, um oligarca perseguido por alegações de fraudes multibilionárias.

As empresas offshore também foram usadas pelos associados de Zelensky para comprar e possuir três propriedades privilegiadas no centro de Londres.

Os documentos mostram que, antes da eleição de Zelensky, ele doou sua participação na offshore Maltex Multicapital Corp., registrada nas Ilhas Virgens Britânicas, para seu parceiro de negócios – e que se tornaria seu principal assessor presidencial.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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1 Comentário
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  1. jossimar

    3 de dezembro de 2025 5:01 pm

    o mandato do palhaço ladrão já acabou em maio de 2024. o rato cancelou eleições em que seria fragorosamente derrotado. está destruindo a ucrânia, que provavelmente não existirá mais como nação independente ao fim da missão especial conduzida pela rússia.
    Se conseguir sobreviver terá um seríssimo problema demográfico já que a maioria dos jovens morreu ou fugiu. Quem fugiu não voltará para um país destruído e sem futuro.

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