21 de maio de 2026

EUA ampliam sanções contra colonos israelenses na Cisjordânia

Ação em ‘postos avançados’ indica que administração de Joe Biden pode tomar medidas contra apropriação de terras
Modi'in Illit, a maior colônia israelense no território ocupado da Cisjordânia - foto: Wikipedia

Os Estados Unidos ampliaram os esforços contra a violência de colonos israelenses, listando novos indivíduos e organizações em uma extensa lista de sanções, chegando inclusive a alertar os bancos para apurarem as transações ligadas aos “postos avançados” na Cisjordânia ocupada.

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De acordo com o jornal britânico The Guardian, as novas sanções englobam o grupo de extrema-direita Lehava e dois integrantes do Tsav9, um grupo de campanha que agiu para impedir a chegada de ajuda humanitária para os palestinos em Gaza.

As medidas também incluem postos avançados, em um sinal de que o governo de Joe Biden pode tomar algumas medidas para enfrentar a crescente ocupação de território na Cisjordânia pelos israelenses.

Como um dos postos avançados visados pelas autoridades foi criado por um conselho regional, isso implica que ramos do Estado de Israel não estão potencialmente fora dos limites quando se trata de sanções.

Um dos postos avançados visados ​​foi criado por um conselho regional, o que implica que ramos do Estado israelita já não estão potencialmente fora dos limites, quando se trata de sanções.

Segundo Matthew Miller, porta-voz do Departamento de Estado, os quatro postos avançados na Cisjordânia visados pelas sanções impostas “pertencem ou são controlados por indivíduos designados pelos Estados Unidos, que os transformaram em armas como bases para ações violentas para expulsar palestinos”.

“Parece que não visaram apenas colonos extremistas, mas também introduziram uma ligação à territorialidade ao citar postos avançados ilegais”, disse Aaron David Miller, antigo negociador do Departamento de Estado para o Médio Oriente e agora membro sênior do Carnegie Endowment for International Peace.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros do G7 se aliaram à ONU e à União Europeia para condenar a decisão de Israel em legalizar cinco postos avançados na Cisjordânia, considerando o plano “inconsistente com o direito internacional”.

Em maio, o ministro das Finanças de Israel, o extremista Bezalel Smotrich (que já declarou publicamente que tem como objetivo de vida “impedir o estabelecimento de um Estado palestino“) orientou os ministérios israelenses para que preparassem a mudança de mais 500 mil israelenses para a Cisjordânia e, mais recentemente, o governo aprovou a maior ocupação de territórios na região em mais de 30 anos.

Observadores destacaram que a mais nova ocupação liga os colonatos por meio um corredor adjacente à Jordânia, em uma movimentação que pode comprometer a formação de um futuro Estado palestino.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. +almeida

    12 de julho de 2024 9:56 am

    Os EUA fizeram isso?
    Mesmo?
    Kkkkkkkkkkkkkk……
    Muito boa!
    Kkkkkkkkkkkkkk……

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