Ministro extremista quer anexar Cisjordânia à Israel

Tatiane Correia
Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.
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“A missão da minha vida é impedir o estabelecimento de um Estado palestino”, disse Bezalel Smotrich após alocar aliados em áreas estratégicas

Bezalel Smotrich, ministro das Finanças de Israel. Foto: Governo de Israel

O ministro das Finanças de Israel, o extremista Bezalel Smotrich, deixou claro que tem feito esforços para anexar a região da Cisjordânia a Israel depois que seus aliados ganharam poderes legais para esse fim.

“Estabeleceremos a soberania… primeiro no terreno e depois através de legislação. Pretendo legalizar os jovens assentamentos [postos ilegais]”, disse Smotrich, segundo comentários relatados ao jornal israelense Haaretz e republicado pelo jornal britânico The Guardian. “A missão da minha vida é impedir o estabelecimento de um Estado palestino”.

Sobre a obtenção de novos poderes legais, Smotrich afirmou que um sistema civil foi criado em “separado”.

Para evitar críticas internacionais, o governo israelense manteve o Ministério da Defesa dentro do processo, dando a entender que os militares são os principais intervenientes de Israel dentro da Cisjordânia. “Será mais fácil engolir no contexto internacional e jurídico”, disse ele.

Além de servir como ministro das finanças, Smotrich atua como ministro no ministério da defesa de Israel, inclusive com responsabilidade pela Administração Civil, que supervisiona a ocupação israelense da Cisjordânia.

Recentemente, os militares israelenses entregaram a responsabilidade por dezenas de estatutos da Administração Civil para funcionários pró-colonos que trabalham sob a supervisão de Smotrich no Ministério da Defesa.

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