30 de junho de 2026

EUA interceptam terceiro petroleiro em 10 dias e Maduro acusa Washington de usar “corsários”

A embarcação estaria a caminho da Venezuela para ser carregada. É o terceiro incidente do tipo em um curto intervalo desde 10 de dezembro
Crédito: X/Sec_Noem

A Guarda Costeira dos EUA interceptou o navio Bella 1, terceiro petroleiro bloqueado em menos de duas semanas.
Maduro acusa Trump de usar “corsários” para asfixiar a economia venezuelana e denuncia terrorismo psicológico.
Sanções visam bloquear exportações petrolíferas da Venezuela, afetando receita do regime e pressionando mercado global.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A tensão diplomática e militar entre Washington e Caracas atingiu um novo ápice neste domingo (21). Enquanto a Guarda Costeira dos Estados Unidos interceptava o terceiro navio petroleiro em menos de duas semanas, o presidente Nicolás Maduro subia o tom, acusando o governo de Donald Trump de utilizar métodos de “corsários” para asfixiar a economia venezuelana.

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De acordo com informações das agências Bloomberg e Reuters, o petroleiro Bella 1, de bandeira panamenha, foi interceptado hoje em águas internacionais. A embarcação estaria a caminho da Venezuela para ser carregada. É o terceiro incidente do tipo em um curto intervalo desde 10 de dezembro.

Um oficial norte-americano informou que o Bella 1 estava sob sanções econômicas e navegava com bandeira falsa. A ação faz parte do “bloqueio total” anunciado por Donald Trump na última terça-feira, que visa impedir qualquer embarcação sancionada de entrar ou sair de portos venezuelanos.

Terrorismo Psicológico

Minutos após a notícia da nova apreensão circular, Nicolás Maduro utilizou suas redes sociais para denunciar a ofensiva. Embora não tenha citado o Bella 1 nominalmente, o líder venezuelano afirmou que o país enfrenta uma “campanha de agressão de terrorismo psicológico e de corsários que assaltaram petroleiros”.

Anteriormente, o regime chavista já havia classificado o bloqueio de Trump como uma “ameaça grotesca” e prometeu que as apreensões “não ficarão impunes”.

A ofensiva de Trump tem um alvo claro: a principal fonte de receita do regime Maduro. A Venezuela detém a maior reserva comprovada de petróleo do mundo (303 bilhões de barris), mas depende de exportações para manter sua estrutura estatal.

Estrangulamento Econômico

Com as sanções de 2019, o governo Maduro passou a depender de uma “frota fantasma” de navios-tanque que ocultam localização para exportar, principalmente para a China.

Paralelamente ao bloqueio petrolífero, Trump ordenou ataques a embarcações suspeitas de contrabandear fentanil. Desde setembro, 28 ataques conhecidos resultaram em pelo menos 104 mortes.

A postura agressiva da Casa Branca foi reforçada por declarações da chefe de gabinete, Susie Wiles. Em entrevista à Vanity Fair, Wiles afirmou que o objetivo de Trump é “continuar explodindo barcos até Maduro gritar ‘tio'” (expressão americana para rendição).

Especialistas alertam que, se o embargo persistir, a retirada de quase um milhão de barris diários do mercado global pode pressionar os preços do combustível para cima, embora, por ora, o mercado internacional siga bem abastecido pela produção de outros países e estoques na China.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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1 Comentário
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  1. Fabio de Oliveira Ribeiro

    21 de dezembro de 2025 3:50 pm

    Donald Trump, o pirata que governa os EUA, já é o maior ladrão de petroleo do seculo XXI. Ele transformou os militares norte-americanos em criminosos e como criminosos eles serão tratados. Agora a questã é saber como a US Navy conseguirá proteger o tempo todo todos os barcos com bandeira dos EUA ou transportando mercadorias vendidas ou compradas por norte-americanos em todos os oceanos do planeta? No jogo da pirataria os EUA vai ganhar e perder e milhões de toneladas de barcos e cargas serão afundadas.

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