A cúpula do Mercosul realizada neste sábado (20), em Foz do Iguaçu (PR), escancarou uma fratura geopolítica no coração do bloco. Diante do avanço da pressão dos Estados Unidos sobre o governo de Nicolás Maduro, os presidentes Lula (PT) e Javier Milei protagonizaram um choque direto de visões sobre soberania, diplomacia e o uso da força na América do Sul.
Enquanto Lula alertou para o risco concreto de uma guerra regional e classificou uma eventual intervenção armada como uma “catástrofe humanitária”, Milei defendeu abertamente uma ação militar liderada por Donald Trump, alinhando-se sem ressalvas à estratégia de Washington.
O fantasma do conflito voltou ao centro do debate quando o presidente brasileiro evocou a Guerra das Malvinas (1982) para criticar a crescente presença militar dos Estados Unidos no Caribe e no Pacífico. Para Lula, a movimentação de tropas extrarregionais recoloca o continente sob ameaça direta.
“Passadas mais de quatro décadas desde a Guerra das Malvinas, o continente sul-americano volta a ser assombrado pela presença militar de uma potência extrarregional”, afirmou.
O presidente reforçou que a escalada atual testa os limites do direito internacional e pode abrir um precedente perigoso:
“Os limites do direito internacional estão sendo testados. Uma intervenção armada na Venezuela seria uma catástrofe humanitária para o hemisfério e um precedente perigoso para o mundo.”
Na direção oposta, Javier Milei usou sua fala para defender o endurecimento máximo contra Caracas e cobrar uma posição ativa do Mercosul ao lado dos Estados Unidos. O argentino classificou o governo Maduro como uma “ditadura atroz e desumana” e adotou um discurso que legitima a ação militar.
“A Argentina saúda a pressão dos Estados Unidos e de Donald Trump para libertar o povo venezuelano. O tempo de ter uma aproximação tímida nesta matéria se esgotou”, declarou.
Milei ainda chamou o líder venezuelano de “narcoterrorista” e afirmou que sua permanência no poder representa um risco regional: “É um perigo que acabará nos arrastando a todos.”
O embate verbal ocorre em meio ao aumento das operações navais dos Estados Unidos e ao bloqueio total de navios petroleiros ligados à Venezuela. Washington afirma que a ofensiva combate o narcotráfico, mas o governo brasileiro interpreta o cerco como um passo preparatório para um conflito de maior escala.
Diante desse cenário, Lula revelou que pretende telefonar para Donald Trump antes do Natal para tentar conter a escalada militar. O brasileiro se posiciona como articulador de uma saída diplomática e insiste que o diálogo é o único caminho viável.
AMBAR
20 de dezembro de 2025 6:44 pmEssa foto que ilustra o artigo está tão estranha, parece que o Milei está de pó de arroz e o Trump de dentadura nova, todos os dois pouco à vontade. Do Milei, cujo anjo da guarda é um cachorro morto, não se esperaria entendimento diferente. Ele nem sabe onde está mas acredita que a Argentina faz divisa com Washington, pelo menos no mapa dele. Já o laranjão fica até sem graça com tanta vassalagem.
Carlos
21 de dezembro de 2025 7:01 amPara imbecis História é estória.
Quando a Argentina balançou o rabinho e tentou tomar as Falklands tomou na cara da Inglaterra, sob olhar complacente e cúmplice dos eua. Até hoje é assim, argentino fala em Falklands, Inglaterra manda calar e eua diz “calaada”.
Aí vem o merdinha milei, já financeiramente na mão do império, com calça arriada, defender matança?
Então palhaço, quer sangue? Tenta Falklands de novo.
m
22 de dezembro de 2025 8:49 amBem assim mesmo. A Argentina então está concordando com as Falklands e NÃO às Malvinas. Até onde vai a subserviência do destrambelhado Milei? É contra os interesses da própria Argentina. Não há limites para servidão.
emerson57
21 de dezembro de 2025 5:55 pmNa foto da matéria, um tutor e seu cãozinho.