21 de maio de 2026

No Mercosul, Milei defende intervenção dos EUA na Venezuela

Choque entre Brasil e Argentina expõe divisão do bloco diante do cerco militar de Trump a Caracas
Foto Governo da Argentina - Arquivo

▸ Cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu expôs conflito entre Lula e Milei sobre intervenção na Venezuela.

▸ Lula alertou para risco de guerra e catástrofe humanitária; Milei defendeu ação militar liderada por Trump.

▸ Lula planeja telefonar a Trump para buscar diálogo.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

A cúpula do Mercosul realizada neste sábado (20), em Foz do Iguaçu (PR), escancarou uma fratura geopolítica no coração do bloco. Diante do avanço da pressão dos Estados Unidos sobre o governo de Nicolás Maduro, os presidentes Lula (PT) e Javier Milei protagonizaram um choque direto de visões sobre soberania, diplomacia e o uso da força na América do Sul.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Enquanto Lula alertou para o risco concreto de uma guerra regional e classificou uma eventual intervenção armada como uma “catástrofe humanitária”, Milei defendeu abertamente uma ação militar liderada por Donald Trump, alinhando-se sem ressalvas à estratégia de Washington.

O fantasma do conflito voltou ao centro do debate quando o presidente brasileiro evocou a Guerra das Malvinas (1982) para criticar a crescente presença militar dos Estados Unidos no Caribe e no Pacífico. Para Lula, a movimentação de tropas extrarregionais recoloca o continente sob ameaça direta.

Passadas mais de quatro décadas desde a Guerra das Malvinas, o continente sul-americano volta a ser assombrado pela presença militar de uma potência extrarregional”, afirmou.

O presidente reforçou que a escalada atual testa os limites do direito internacional e pode abrir um precedente perigoso:

Os limites do direito internacional estão sendo testados. Uma intervenção armada na Venezuela seria uma catástrofe humanitária para o hemisfério e um precedente perigoso para o mundo.”

Na direção oposta, Javier Milei usou sua fala para defender o endurecimento máximo contra Caracas e cobrar uma posição ativa do Mercosul ao lado dos Estados Unidos. O argentino classificou o governo Maduro como uma “ditadura atroz e desumana” e adotou um discurso que legitima a ação militar.

A Argentina saúda a pressão dos Estados Unidos e de Donald Trump para libertar o povo venezuelano. O tempo de ter uma aproximação tímida nesta matéria se esgotou”, declarou.

Milei ainda chamou o líder venezuelano de “narcoterrorista” e afirmou que sua permanência no poder representa um risco regional: “É um perigo que acabará nos arrastando a todos.

O embate verbal ocorre em meio ao aumento das operações navais dos Estados Unidos e ao bloqueio total de navios petroleiros ligados à Venezuela. Washington afirma que a ofensiva combate o narcotráfico, mas o governo brasileiro interpreta o cerco como um passo preparatório para um conflito de maior escala.

Diante desse cenário, Lula revelou que pretende telefonar para Donald Trump antes do Natal para tentar conter a escalada militar. O brasileiro se posiciona como articulador de uma saída diplomática e insiste que o diálogo é o único caminho viável.

LEIA TAMBÉM:

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

4 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. AMBAR

    20 de dezembro de 2025 6:44 pm

    Essa foto que ilustra o artigo está tão estranha, parece que o Milei está de pó de arroz e o Trump de dentadura nova, todos os dois pouco à vontade. Do Milei, cujo anjo da guarda é um cachorro morto, não se esperaria entendimento diferente. Ele nem sabe onde está mas acredita que a Argentina faz divisa com Washington, pelo menos no mapa dele. Já o laranjão fica até sem graça com tanta vassalagem.

  2. Carlos

    21 de dezembro de 2025 7:01 am

    Para imbecis História é estória.
    Quando a Argentina balançou o rabinho e tentou tomar as Falklands tomou na cara da Inglaterra, sob olhar complacente e cúmplice dos eua. Até hoje é assim, argentino fala em Falklands, Inglaterra manda calar e eua diz “calaada”.
    Aí vem o merdinha milei, já financeiramente na mão do império, com calça arriada, defender matança?
    Então palhaço, quer sangue? Tenta Falklands de novo.

    1. m

      22 de dezembro de 2025 8:49 am

      Bem assim mesmo. A Argentina então está concordando com as Falklands e NÃO às Malvinas. Até onde vai a subserviência do destrambelhado Milei? É contra os interesses da própria Argentina. Não há limites para servidão.

  3. emerson57

    21 de dezembro de 2025 5:55 pm

    Na foto da matéria, um tutor e seu cãozinho.

Recomendados para você

Recomendados