O ex-presidente da Bolívia Evo Morales é acusado de envolvimento em um suposto caso de estupro e tráfico estatutário, no que seus aliados acusam ser uma campanha de lawfare para acabar com sua carreira política.
Denúncia avaliada pelo site argentino Infobae indica que Morales teria tido uma filha com uma menor de idade em 2016, que foi registrada dois anos depois em um município de fronteira com a Argentina.
Quando ocorreu a suposta gravidez, a jovem tinha 15 anos e Morales, 57. A certidão de nascimento da criança constitui uma das provas do caso.
O caso foi aberto em 2020, durante o governo interino da autoproclamada presidente Jeanine Añez, mas não teve continuidade.
Evo Morales chegou a afirmar que o caso foi encerrado por falta de provas e ele não pode mais ser julgado pelo mesmo crime, mas a questão foi avaliada por uma comissão de promotores que expediu mandado de prisão contra o ex-presidente.
O mandado de prisão foi anulado depois que um juiz de Santa Cruz concedeu uma ação de liberdade movida pelos advogados de Morales. O caso continua em andamento, e judicialmente reservado para proteção da menor.
A questão política não pode ser deixada de lado: a investigação ocorre no momento em que Morales e o atual presidente boliviano, Luis Arce, disputam o controle do partido Movimento ao Socialismo e a candidatura para as eleições presidenciais de 2025.
Pelas regras eleitorais, a titularidade partidária precisa ser definida até dezembro deste ano, e os candidatos devem ser inscritos até abril de 2025. A votação está programada para 17 de agosto do próximo ano.
Enquanto os evistas afirmam que o caso integra uma campanha para acabar com a carreira política do ex-presidente, Morales declarou a uma rádio local que o caso é uma perseguição montada pelo governo de Arce com o apoio dos Estados Unidos.
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