10 de junho de 2026

Extrema-direita francesa não deve ter maioria no Parlamento

Pesquisa mostra que esforços de Macron e da esquerda para barrar partido de Marine le Pen podem ter resultado
Marine Le Pen, líder de extrema direita, vota em eleição ao Parlamento Francês Foto: RS Marine Le Pen - via fotospublicas.com

O partido Reagrupamento Nacional, liderado por Marine le Pen, não deve obter os 289 assentos necessários para deter o controle na Assembleia Nacional.

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Segundo o site Euronews, pesquisa elaborada pela Harris Interactive para a revista Challenges indica que os esforços dos centristas liderados pelo presidente Emmanuel Macron e o bloco de esquerda Nova Frente Popular (NFP) em uma chamada Frente Republicana pode se mostrar eficaz.

O levantamento mostra que a extrema-direita e seus aliados deverão obter de 190 a 220 cadeiras, enquanto os republicanos de centro-direita – aliados de Le Pen – fiquem com algo entre 30 e 50 cadeiras, o que impediria um governo minoritário de extrema direita.

A sondagem destaca que o NFP garanta entre 159 e 183 assentos, enquanto o Ensemble de Macron deverá obter de 110 a 135 assentos. Prevê-se que outros partidos conquistem entre 17 e 31 cadeiras.

A votação seguiu-se à desistência de mais de 200 candidatos que ficaram em terceiro lugar em suas áreas eleitorais, de forma a apoiar o candidato mais forte contra o partido de Le Pen no segundo turno das eleições.

Antes dessas desistências, as estimativas colocavam que a extrema-direita estava próxima de ganhar entre 250 e 300 cadeiras.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. Paulo Henrique Tavares

    5 de julho de 2024 1:30 am

    Muito superficial a análise. Primeiro, quem disse que a suposta extrema direita teria maioria? Tudo indica que as proporções se repetirão e repetindo os mesmos números do primeiro turno. Onde a RN terá por volta de 35%. De qualquer maneira, quando a extrema direita de verdade (Micron e a “esquerda”) chamou eleições antecipadas, eles já contavam com esse impasse. É possível inclusive que a “esquerda”, que teve uma votação gigante, faça coalizao com a extrema direita do Micron para evitar a suposta extrema direita.

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