5 de junho de 2026

Centrista François Bayrou é o novo primeiro-ministro da França

Aliado de Macron, fundador do partido Movimento Democrata sucede a Michel Barnier, deposto por moção de censura na Assembleia
François Bayrou, novo primeiro-ministro da França. Foto: Wikipedia

O presidente da França Emmanuel Macron nomeou o político centrista François Bayrou para o cargo de primeiro-ministro em substituição a Michel Barnier, deposto na última semana por uma moção de censura votada na Assembleia dos Deputados.

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Fundador do partido MoDem (Movimento Democrata), Bayrou ocupava o cargo de Alto Comissário do Planejamento, sendo responsável por liderar e coordenar o trabalho de planejamento da estratégia pública, considerando os mais diversos aspectos – e, inclusive, um dos mais influentes dentro do Eliseu.

Considerado um dos políticos mais respeitados do país, Bayrou é prefeito de uma cidade nos Pirineus há dez anos. Além de ter ocupado diversos cargos na administração regional, ele exerceu diversos mandatos como deputado na Assembleia Francesa, ocupou uma cadeira no Parlamento Europeu e foi ministro da Educação e Justiça.

Segundo a Rádio França Internacional (Rfi), o novo primeiro-ministro terá a tarefa de compor um governo capaz de sobreviver a ameaças de censura em meio a uma Assembleia Nacional sem um bloco majoritário – e sob forte pressão da ala mais esquerda entre os parlamentares. Para os próximos dias, a prioridade será aprovar um orçamento para 2025.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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4 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    13 de dezembro de 2024 6:58 pm

    O pequeno ogro Emmanuel Macron se comporta no Palácio do Eliseu como se fosse o roteirista e diretor de “Emily em Paris”. Deixe-me explicar essa afirmação.
    Há pouco tempo, vi uma notícia de que a população francesa, ou pelo menos parte dela, queria que a segunda temporada dessa série da Netflix fosse cancelada porque se sentiam humilhada e vilipendiada por seu contexto cômico/dramático. A imagem da França criada em e por “Emily em Paris” não tinha ressonância com a cultura francesa, segundo seus oponentes. Nem mesmo a língua francesa recebeu muita importância na série. Não vou entrar no mérito dessas alegações, porque sou brasileiro e ri muito quando vi essa notícia.
    Então descobri que a segunda temporada de “Emily em Paris” foi filmada e começou a ser exibida no Netflix e fiquei curioso para assistir. Em um dos capítulos, o protagonista da série encontra a esposa de Macron em um café, se não me engano. Emily pede para tirar uma selfie com a primeira-dama francesa e a sorridente Brigitte Macron (ou a atriz que a interpreta, porque eu realmente não sei nada sobre a esposa do presidente francês) aceita o pedido da americana e diz que todos na França gostam muito dela. Voilà, bingo, eureka…
    Esta foi a maior manifestação de um discurso político que pode resumir a presidência de Macron. Ele gosta da França se os franceses gostam de “Emily em Paris”. Quem não gosta desta série do Netflix não pode criar o roteiro da governança francesa nem comandar o governo do país, independentemente de ter ou não direito ao voto ou de ter conquistado a maioria nas urnas. Este é o “Emily in Paris Macron Terminator democratic scenario” na França. E a UE só aplicou este precedente no caso da Romênia, um país onde o povo não pode decidir seu próprio destino porque isso é antidemocrático.
    Uma coisa é certa: nas últimas semanas Emmanuel Macron tem tido alguns acessos de Bonapartismo. Mas talvez a esposa dele não seja tão bonita quanto Joséphine Bonaparte. Quem define a agenda política francesa, Brigitte ou Macron?

  2. Paulo Dantas

    13 de dezembro de 2024 7:04 pm

    Uma conversa no Telegram.

    ___”Bayrou meu velho o que vai fazer semana que vem?”
    “Nada, pq?”
    ___”Vou te nomear PM!”
    “Tá maluco? Muita encrenca!”
    __”Relaxa vc não come panetone no Matignon! Tua moção já está escrita, ele só estão esperando o nome”
    “Blz”.

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