Irmandade Muçulmana é declarada como organização terrorista pelo governo do Egito

Sugerido por Assis Ribeiro

Da Agência Brasil

 
Da Agência Lusa
 
Cairo – O Conselho de Ministros do Egito declarou hoje (25) a Irmandade Muçulmana como “grupo e organização terrorista”, anunciou o vice-primeiro-ministro e titular da pasta do Ensino Superior, Hosam Isa, citado pela agência estatal Mena. O governo acusou o grupo, do qual faz parte o presidente destituído, Mohamed Mursi, de ser responsável pelo ataque suicida de terça-feira (24) a uma esquadra da polícia. No ataque, 15 pessoas morreram e 134 ficaram feridas na cidade de Mansura, no delta do rio Nilo.
 
O atentado, também condenado pela Irmandade Muçulmana, foi reivindicado por um grupo fundamentalista com sede no Monte Sinai e que se diz inspirado pela organização Al Qaeda.
 
Nesta quarta-feira, um dos líderes da Irmandade Muçulmana no Egito, Ibrahim Munir, disse que o movimento continuará com os protestos, mesmo após o grupo ter sido considerado “terrorista” pelo governo. Segundo Munir, que está exilado em Londres, a Irmandade Muçulmana considera ilegal a decisão do governo.
 
Primeiro presidente civil eleito no Egito, Mohamed Mursi ficou pouco menos de um ano no poder e foi destituído pelo Exército no dia 3 de julho passado.

 

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6 comentários

  1. Esse Conselho de Aloprados, ops Ministros…

    … cometeu uma besteira da qual ainda vão se arrepender, talvez já nas próximas eleições: trocaram o alvará dessa Irmandade Muçulmana, que antes era um misto de instituição religiosa, de caridade e abrigo de dissidentes, para autorizá-los a perpetrarem terrorismo !!!

    Típico de quem não é político! 

    Deram para a Irmandade uma espécie de autorização para cometerem ataques terroristas.

    E se os integrantes desta irmandade forem sábios (inteligentes eles são, pois já sobreviveram a vários governos!) eles não farão uso deste alvará novo, vão apenas seguir os preceitos da desobediência civil. E tornarão a vida bem dificil para esse Conselho … 

    Na África do Sul, nos tempos do apartheid, a camarilha branca tentou usar a força bruta contra os negros, até que um dia descobriram que estavam sozinhos contra o resto do mundo, e se viram forçados a negociar com um presidiário. O pior é que este presidiário percebeu claramente o que poderia ganhar para seu povo e cobrou isso dos cara-pálidas. 

    O script egípcio vai caminhar mais ou menos nessa direção. 

  2. A direita não tem jeito. Vem

    A direita não tem jeito. Vem com o papinho de “democracia”.

    Aí vem a democracia (que na leitura dos ricos/direita é apenas uma ditadura avergonhada), ganha um grupo que a direita entendeu como “não-agradável”. Voltam à estaca zero, ou seja, colocam de novo o fascistão deles no poder. No caso aqui colocaram os amigos do Mubarak, que por sua vez, já libertaram ele e prenderam o Mursi.

    E ainda tem gente que acredita em judeus/estadunidenses. Por isso temos que lutar pela democracia, mas a democracia verdadeira, onde, quem vence, com o voto popular, governa, sem discussão.

    • Não tem nada a ver com

      Não tem nada a ver com direita e democracia, a questão é politico-religiosa. A Irmandade é tão autoritaria quanto os militares que chegaram ao Poder em 1952 com uma agenda anti-ocidental, o Coronel Nasser que fundou o Poder Militar que até hoje é o mesmo grupo tinha uma agenda anti-ocidental e foi o maior aliado da União Sovietica no Oriente Médio.

      Querer introduzir conceitos de cartilha marxista no Oriente Medio jamais vai funcionar mas a ignorancia não tem no estoque outras ideias que não sejam a Casa Grande, o PIG, os estadunidenses. Aliás, os EUA suspenderem o auxilio militar ao atual Governo por discordarem dele.

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