15 de junho de 2026

Israel confirma erro que resultou em morte de médicos em Gaza

Militares atribuíram ataque a comboio não identificado; imagens contradizem a versão e prova que profissionais estavam adequadamente identificados
Unifil

O exército de Israel admitiu, neste domingo (6), que a morte de 15 profissionais da área da saúde que estavam em um comboio no sul de Gaza foi um erro. 

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O ataque a um comboio de ambulâncias da Sociedade do Crescente Vermelho Palestino (PRCS), um carro da ONU e um caminhão de bombeiros da Defesa Civil de Gaza foi realizado porque os carros se aproximaram de forma suspeita, sem faróis ou luzes intermitentes. 

Além disso, os militares informaram que o movimento dos veículos não foi previamente acordado com o exército e que pelo menos seis dos médicos mortos eram ligados ao Hamas, apesar de não apresentar provas em relação a esta acusação. 

As imagens de um dos paramédicos, no entanto, contradizem a versão de Israel. Nas imagens, os veículos estavam com as luzes acesas quando atenderam a um chamado para atender feridos em Rafah, no dia 23 de março. 

Os médicos estavam desarmados, e todos os veículos estavam adequadamente identificados. Os paramédicos usava, ainda, uniformes refletivos que permitiam fácil identificação.

No vídeo, que ainda circula pela internet, o paramédico Refat Radwan faz suas últimas orações enquanto os soldados israelenses se aproximam.

Após a execução, os corpos dos 15 profissionais da saúde foram enterrados na areia, a fim de protegê-los de animais selvagens.

O caso só foi descoberto uma semana depois, porque agências internacionais de ajuda humanitária e a ONU não conseguiam encontrar uma passagem segura para transitar pelo local.

Então, o celular de Radwan foi encontrado com imagens da execução. Um sobrevivente relatou que nenhum dos profissionais tinham ligação com o Hamas. 

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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3 Comentários
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  1. Lênin and The Ulianovs

    6 de abril de 2025 2:31 pm

    Não, eu não acredito que o GGN tenha coragem de repercutir um troço desses!!!!

    Erro?????????

    Eu assisti o vídeo, era um comboio de ambulâncias, todas com as identificações visuais (giroflex) ligadas.

    Erro????

    Foi intencional, totalmente intencional.

    Que isso gente?

    Não é possível que um jornalista com tanto tempo de estrada não saiba o estrago que essas nuances linguísticas fazem.

    Chamar de erro um crime brutal desses é o caminho certo para sua normalização.

    É idêntico ao padrão brasileiro na cobertura da violência policial das favelas:

    “Fulano de tal, morto hoje em “confronto” com a polícia, que informou que ele tinha “n” passagens pela polícia”…

    É, senhores, estamos de mal a pior…

  2. Anônimo

    6 de abril de 2025 6:20 pm

    Não tem mais desculpas: Israel e Estados Unidos querem acabar com o povo palestino diante do olhar indiferente da maioria dos governantes do planeta. Para isso os sionistas vêm se preparando há anos com lavagem cerebral do povo judeu em israel e nos outros países. Não cola mais argumento nenhum: de que criticar Israel é ser anti semita ou de que estão lutando contra o o terrorismo do hamas. Só há um lado terrorista nessa guerra, o estado de israel

  3. Carlos

    6 de abril de 2025 11:38 pm

    Canalhas assassinos. E o mundo se torna cúmplice com a falta de ações efetivas contra este estado genocida ávido por “assentamentos”.
    Assim que o primo forte tirar o apoio irão passar pelo mesmo sofrimento.

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