O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, na madrugada desta terça-feira (14), o grupo de 32 brasileiros e palestinos parentes de brasileiros resgatados da Faixa de Gaza, no último final de semana. Após semanas de negociação, o desembarque de 15 adultos e 17 crianças e adolescentes, na Base Aérea de Brasília, foi marcado por emoção e alívio.
“A chegada desse décimo avião aqui no Brasil é o coroamento de um trabalho muito sério que a gente deve a muita gente que trabalha no governo, deve à aeronáutica Brasileira, ao ministro das Relações Exteriores, que fez um trabalho excepcional quando assumiu a presidência do Conselho de Segurança da ONU”, celebrou Lula.
Lula cumprimentou os resgatados um a um no pé da escada da aeronave VC-2, da Força Aérea Brasileira (FAB). Deles, 22 são brasileiros, sete são palestinos naturalizados brasileiros e três são palestinos parentes de brasileiros.
Na ocasião, o presidente garantiu aos repatriados que o governo continuará com os esforços em busca de resgatar todos os que quiserem sair da região do conflito entre Israel e o Hamas e voltar ao Brasil ou, no caso de estrangeiros, acompanhar os parentes brasileiros.
“A gente vai fazer todo o esforço que estiver ao alcance da diplomacia brasileira para tentar trazer todos os brasileiros que lá estão e que queiram vir para o Brasil. Inclusive, alguns companheiros que tinham parentes não brasileiros eu pedi para trazer, e a gente trataria de legalizar as pessoas aqui”, declarou Lula, diante da imprensa.
“Tem mais gente na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Enquanto tiver lista e possibilidade da gente tirar uma pessoa, mesmo que seja uma só, a gente estará à disposição para mandar buscar as pessoas. Não vamos deixar nenhum brasileiro ficar lá por falta de cuidado do governo”, acrescentou o presidente.
Além desse primeiro grupo que chegou nesta segunda ao Brasil, há um outro – de pelo 50 brasileiros – que já demonstrou interesse em retornar ao Brasil. Lula, inclusive, afirmou que determinou ao chanceler brasileiro, Mauro Vieira, que busque contato com a China para que as novas negociações possam avançar.
“Hoje, pedi ao Mauro que tentasse um telefonema com a China, pois a China preside o Conselho de Segurança [da ONU] nesse momento, para o conselho continuar cobrando dos presidentes um comportamento humanista, de afeto com crianças e mulheres”, disse.
Ao lado do presidente e Mauro Vieira, também receberam os repatriados a primeira-dama Janja da Silva, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, o ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, o ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Paulo Pimenta, o assessor especial da Presidência Celso Amorim e os comandantes das Forças Armadas.
Segundo o governo, agora o grupo de resgatados ficará hospedado por, pelo menos, dois dias em alojamento da FAB, onde receberá apoio psicológico, cuidados médicos e imunização. Depois desse período, 24 deles seguiram para São Paulo, sendo 12 para casas de parentes e 12 para abrigos de refugiados no interior do estado; um irá para Novo Hamburgo (RS), outro para Cuiabá e dois para Florianópolis. Quatro continuarão em Brasília. Todos os deslocamentos serão feitos em aviões da FAB.
Desde o início do conflito no Oriente Médio, 1.477 passageiros – 1.462 brasileiros, 11 palestinos, três bolivianas e uma jordaniana – e 53 animais domésticos foram resgatados.
Com informações da Agência Brasil.
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