Por klaus larsen
Nassif,
Acho importante o seu blog lembrar a todos que, há exatos 40 anos atrás, ocorria o Massacre de Munique, onde 11 atletas de Israel foram assassinados por membros do “Setembro Negro” durante as Olimpíadas de 1972.
Par quem quiser saber mais, recomendo o documentário “Munique, 1972 – Um Dia em Setembro”, o mais completo já lançado sobre essa tragédia.
Aqui um link da FSP sobre o assunto: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1148538-vila-olimpica-invadida-por-terroristas-abriga-estudantes-e-presta-homenagens-as-vitimas.shtml
Da Folha
Vila Olímpica invadida por terroristas abriga estudantes e presta homenagens às vítimas
SANDRO MACEDO
ENVIADO ESPECIAL A MUNIQUE
Em 5 de setembro de 1972, o mundo do esporte encarou o terror de frente. E perdeu.
Há 40 anos, no meio dos Jogos Olímpicos de Munique, o grupo terrorista Setembro Negro invadiu a Vila Olímpica e fez de refém a delegação israelense (nove pessoas, após dois serem mortos ao tentar reagir). Depois de quase um dia inteiro de negociações frustradas, reféns e terroristas foram mortos numa emboscada malsucedida num aeroporto da cidade.
Apagar a lembrança do que ocorreu em Munique é difícil. Mas o governo alemão deu um jeito de driblá-la sutilmente: hoje, a Vila Olímpica é ocupada majoritariamente por universitários. Pessoas que não eram nascidas em 1972 e com uma certa distância em relação ao atentado, conhecido mundialmente como “Massacre de Munique”.
Quando a reportagem da Folha visitou o local, em maio deste ano, alguns estudantes mal sabiam onde ocorreu o ataque terrorista.
“Acho que foi por ali”, disse uma jovem apontando para o fundo do conjunto de pequenos prédios. Outros mostravam o edifício 31 da rua Connollystrasse quase com orgulho, como se fosse apenas um ponto turístico.
Cerca de 7.000 pessoas ocupam a Vila Olímpica, ao lado do Olympiapark –além de jovens estudantes, poucos idosos moram no local.
Bicicletas sem cadeados são visíveis em várias portas e são o meio mais fácil de transporte do conjunto habitacional ao metrô ali perto, que leva à universidade.
Muitos dos apartamentos são decorados com flores na janela. Não no edifício 31.
O prédio de três andares é o único com aviso na placa: “Não perturbe os hóspedes”.
Uma placa com o nome das 11 vítimas, escrita em alemão e hebreu, decora a porta principal. Cortinas escuras cobrem os cinco apartamentos ocupados pela delegação israelense em 1972. De acordo com um dos moradores, os quartos são usados pela universidade, para hospedar pesquisadores, por exemplo.
Além dos antigos prédios de 1972, mais um conjunto com pequenas casas térreas de alvenaria foi construído.
Um barranco separa o complexo do Olympiapark, parque preferido dos moradores da capital da Baviera.
Lá, a piscina na qual o americano Mark Spitz se consagrou ao conquistar sete ouros (recorde quebrado só em 2008, por Michael Phelps) está ao alcance de qualquer um, mediante uma pequena taxa.
Já o belo Estádio Olímpico abriga shows, competições de esportes radicais e até eventos de cinema ao ar livre. Em maio, recebeu o festival da Copa dos Campeões.
Ao lado da Torre Olímpica, aberta para visitação, uma loja vende souvenires do parque, muitos relacionados ao aquário que está lá. Nenhum sobre a Olimpíada de 1972.
HOMENAGEM
Os alemães farão uma cerimônia nesta quarta-feira, às 16h, no aeroporto de Fürstenfeld-bruck. Uma mostra com fotos dos 11 israelenses mortos será exposta na torre e as bandeiras serão hasteadas a meio mastro.
Nos Jogos de Londres, foram negados os pedidos constantes de familiares das vítimas por um minuto de silêncio durante a cerimônia de abertura. Enquanto isso, Israel liberou documentos da época criticando duramente o fracasso da operação alemã em 1972.

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