24 de junho de 2026

Morte de Sinwar traz expectativa e incerteza aos EUA

Biden acredita que morte do líder do Hamas pode ajudar a libertar reféns e acabar com guerra; pressão sobre Netanyahu pode aumentar
Presidente dos EUA, Joe Biden, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. | Foto: Haim Zach, GPO/ Via Fotos Públicas

O gabinete do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, foi tomado por uma onda inicial de otimismo por conta da morte do líder do Hamas, Yahya Sinwar, abrir a possibilidade para que seja traçado um plano para libertar os reféns e encerrar a guerra em Gaza.

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“Sua remoção do campo de batalha apresenta uma oportunidade de encontrar um caminho a seguir que leve os reféns para casa, ponha fim à guerra e nos leve a um dia depois”, disse o Conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Jake Sullivan, a bordo da aeronave presidencial, que transportava o presidente para reuniões em Berlim, segundo a CNN norte-americana.

A negociação em torno de um acordo de cessar-fogo segue sem definições, e altos funcionários do governo Biden se apegaram à possibilidade de que a morte de Sinwar pudesse abrir portas que não seriam abertas de outra forma.

Essa questão será abordada em uma próxima reunião de Biden com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu – uma vez que também existem questões a serem definidas, como fechar um acordo de reféns e cessar-fogo, e com quem, já que as autoridades tentam determinar se Sinwar tinha um sucessor no cargo.

De acordo com a publicação, a morte do líder do Hamas é o evento que muitas autoridades norte-americanas consideram como potencial divisor de águas na guerra entre Israel e o grupo palestino Hamas semanas antes da eleição presidencial norte-americana.

Vale lembrar que o próprio Netanyahu colocou algumas travas em torno de um acordo com o Hamas para que os reféns fossem libertados, chegando inclusive a declarar publicamente sua intenção em ir atrás do líder do Hamas até sua morte – agora, o premiê pode ser pressionado pelas partes interessadas a chegar a um acordo já que seu objetivo foi alcançado.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    18 de outubro de 2024 7:55 am

    A imprensa ataca diariamente a China porque os chineses subsidiam suas indústrias de veículos elétricos. E os mesmos jornalistas aplaudem sem parar os EUA, que financiam genocídios no Oriente Médio e guerras na Europa para subsidiar sua indústria de armamentos. A inversão de valores é evidente e grotesca: a mídia transforma civilização/ecologia em barbárie e barbárie militar criminosa em civilização. O que pode não dar errado?

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