4 de junho de 2026

O evento paralelo à Cúpula dos BRICs e o novo banco de desenvolvimento

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Enviado por Leo V

Da Agência Pública

Um novo banco para um velho desenvolvimento?

por 

Movimentos sociais reuniram-se em evento paralelo à VI Cúpula dos BRICs em Fortaleza. Assista ao vídeo com representantes dos cinco países falando sobre riscos e oportunidades trazidos pelo novo banco

Desde o dia 15 de julho existe um novo banco na praça do sistema financeiro internacional.

O Novo Banco de Desenvolvimento, como batizado, foi criado na VI Cúpula dos BRICS, realizada em Fortaleza, no Ceará, com a presença dos presidentes dos cinco países integrantes do bloco. Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (que formam o acrônimo da sigla) oficializaram assim a até agora maior ação da coalização – que desde 2009 se articula com o objetivo de intervir no cenário político e econômico internacional.

Lançado como uma alternativa ao Fundo Monetário Internacional e ao Banco Mundial, o Novo Banco de Desenvolvimento deverá, a partir de 2015, financiar projetos de infraestrutura nos países dos BRICS e em outras nações emergentes parceiras, diminuindo assim a dependência destes às outras duas instituições financeiras, ambas criadas no pós-guerra e desde então dominadas por Europa e Estados Unidos. Atualmente os BRICS já somam 20% do PIB global.

A criação do novo banco foi saudada pelos setores econômicos dos cinco países. As organizações das sociedades civis dos BRICS, que representam 40% da população mundial, no entanto, não foram ouvidas. Durante evento paralelo à cúpula oficial, realizada em Fortaleza, ativistas, integrantes de organizações não governamentais e de comunidades afetadas por atividades econômicas como a mineração debateram os riscos e oportunidades trazidos pelo novo banco.

Nos depoimentos e avaliações de integrantes do evento paralelo, também realizado em Fortaleza, a participação social é vista como crucial para aprofundar o intercâmbio entre as sociedades e evitar que o bloco sirva apenas aos interesses econômicos, acirrando ainda mais os impactos sociais e ambientais do atual modelo de desenvolvimento econômico.

Veja o vídeo com entrevistas de representantes dos cinco países integrantes da coalização.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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7 Comentários
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  1. Motta Araujo

    1 de agosto de 2014 12:26 pm

    Vale como sinalização mas com

    Vale como sinalização mas com escasso efeito pratico porque:

    1.A montagem de um banco de fomento leva no minimo dois anos, a integralização do capital de US$50 bilhões está prevista para até 2020, já existem pelo mundo onze bancos multilaterais de fomento e não causaram nenhum impacto

    maior no sistema financeiro.

    2.Os criterios de analise de projetos, rating e controles dos bancos multilaterais são copiados do Banco Mundial e não deve ser diferente nesse caso. Bancos globalmente seguem os mesmos manuais de operação, ninguem vai dar dinheiro sem garantias e criterios de viabilidade, portanto será apenas uma fonte a mais de financiamento e não algo diferente do que já existe.

    1. Sta Catarina

      1 de agosto de 2014 4:05 pm

      Critério

      Com certeza o critério adotado pelo Banco Mundial/FMI para empréstimos aos países pobres vai muito além da mera análise econômica. Este ponto, na minha opinião, é o último cenário avaliado. A questão é: até onde poderemos deixar este ou aquele país dependente econômica e politicamente de nós?

  2. Helio J. Rocha-Pinto

    1 de agosto de 2014 2:31 pm

    “Perspectiva dos povos” ou

    “Perspectiva dos povos” ou dos grupelhos contratudistas? Arrogância pouca é bobagem… Só falta agora o #naovaiterbancoBRICS.

    1. Leo V

      1 de agosto de 2014 5:17 pm

      O Forum Social Mundial também

      O Forum Social Mundial também era uma coisa de grupelhos arrogantes. Cncordo plenamente.

      E uma pena que o PT e o Lula dava aval e até patrocinavam essas contra cúpulas de ONGs e movimentos sociais por uma globalização dos povos e não do capital.

      1. Gão

        1 de agosto de 2014 7:01 pm

        É muito bonitinho, quando vem ação concreta os infiltrados fogem

           Quando esse mesmo PT do Lula, quando toma uma ação concreta e não usa esses eventos só pra desfile os lobos em pele de cordeiro revelam, o Brics acabam de quebrar a espinha do dólar e toda a opressão aos povos pelo esquema financeiro ocidental, e esses supostos defensores desses mesmos “povos” são contra, defensor do povo mesmo foi quem tirou milhões da pobreza como Lula e o PT, o resto é esse bando de 171 que não tem nada a propor , só destruir o que já foi feito de concreto contra a pobreza.

  3. Gão

    1 de agosto de 2014 6:51 pm

    Nem precisa se dar ao trabalho de desmarcarar esse pessoal

        Eles mesmos já tiraram aquela mascara ridícula, era o que faltava, os “anticapitalistas” são anti Brics. Quando surge uma alternativa ao FMI/Banco Mundial lá vão os Posers encher o saco, não é a toa que tem gente dessa turma metida com George Soros, o maior dos capialistas, acham que enganam alguém ? cínicos ! farsantes!

  4. altamiro souza

    1 de agosto de 2014 7:01 pm

    esse tipo de discurso seria

    esse tipo de discurso seria mais condizzente se fosse feito em wal street contra ocapitalismo selvagem e não como se fosse algo a ver só com os brics….

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