Michel Nisembaum, o único brasileiro feito refém pelo Hamas, a partir do conflito contra Israel, foi encontrado morto nesta sexta-feira (24), na Faixa de Gaza, informou o Exército israelense.
O corpo de Nisembaum foi encontrado junto de outros dois corpos de reféns, durante uma operação militar das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês), na cidade de Jabalia, localizada no norte da Faixa de Gaza.
“É com pesar que compartilho que ontem à noite as forças especiais israelenses em Gaza resgataram os corpos dos nossos reféns Hanan Yablonka, Michel Nisenbaum e Orion Hernandez”, afirmou o porta-voz do Exército de Israel, Daniel Hagari, em pronunciamento na manhã de hoje.
Segundo os militares israelenses, Nisembaum foi morto no dia 7 de outubro, quando o Hamas deu início ao conflito, invadindo o sul de Israel, matando 1.200 pessoas e sequestrando outras 250.
“Michel, um cidadão israelense e brasileiro, estava a caminho para buscar sua neta de 4 anos. Ele foi assassinado por terroristas do Hamas e seu corpo foi levado para Gaza”, completou o porta-voz.
O militar ainda afirmou que a operação na qual os corpos foram recuperados contou com a agência de segurança interna de Israel. As vítimas foram identificadas por médicos do Instituto Forense Nacional de Israel e pela polícia israelense.
Logo após o anuncio, o presidente Lula (PT), lamentou a morte de Nisenbaum e disse que o Brasil seguirá lutando pela libertação dos reféns.

“Soube, com imensa tristeza, da morte de Michel Nisembaum, brasileiro mantido refém pelo Hamas. Conheci sua irmã e filha, e sei do amor imenso que sua família tinha por ele. Minha solidariedade aos familiares e amigos de Michel. O Brasil continuará lutando, e seguiremos engajados nos esforços para que todos os reféns sejam libertados, para que tenhamos um cessar-fogo e a paz para os povos de Israel e da Palestina“, escreveu o presidente brasileiro, em publicação no seu perfil no X.
Último contato de Nisembaum com a família
Nisenbaum tinha 59 anos e trabalhava com tecnologia da informação. Ele nasceu em Niterói, no Rio de Janeiro, mas tinha cidadania israelense, já que vivia no país desde os 12 anos. Ele morava em Sderot, a cerca de 1 km da Faixa de Gaza.
Até a operação desta sexta, a família de Nisembaum acreditava que ele pudesse ter sido sequestrado e estaria vivo, informou o G1. Ele deixa duas filhas e cinco netos.
No dia 7 de outubro, ele estava dirigindo enquanto fazia uma ligação para familiares, quando o sinal caiu. A família no Brasil tentou reestabelecer o contato e alguém atendeu o celular e disse duas vezes a palavra “Hamas”.
Esta era a última informação que os parentes tinham sobre o paradeiro de Michel.
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AMBAR
24 de maio de 2024 2:05 pmNesse imbrólio está 35×1. O que se sabe dos palestinos massacrados sob os escombros de Gaza, que é pra gente se compadecer com justiça pelas vidas israelenses perdidas?
IVETE MARIA CARIBE DA ROCHA
27 de maio de 2024 11:01 pmSerá que foi mesmo o Hamas que matou o brasileiro???