
Enviado pro Almeida
Do ODiario.info
por Daniel Aarão Reis
Dizem os jornais do sistema que 90% dos israelitas apoiam a acção genocida do seu governo. Até pode ser que assim seja, num Estado em cuja população é sistematicamente incutida a ideologia racista do “povo eleito” e do seu direito divino ao “Grande Israel”. E se assim é, mais um motivo para saudar fraternalmente os 10% que não apoiam tal acção criminosa. Neles reside uma pequena parte da esperança de que um dia seja encontrada uma solução justa para a causa do martirizado povo palestino. Essa causa é hoje uma prioridade para toda a humanidade progressista e amante da paz.
“Há um fosso ético entre o nome do nosso exército, Forças de Defesa de Israel, e o que fazem os soldados. Eu e meus amigos fomos mobilizados para empreender ações “preventivas” na Cisjordânia, mas o que fazíamos nada tinha de preventivo.”
Segundo Yehuda Shaul, ex-oficial do exército israelense e autor destas palavras, o chefe do estado-maior, Moshe Yaalon, exortava os soldados a “queimar a consciência palestina”.
De acordo com testemunhas, os soldados patrulham as ruas e penetram ao acaso nas casas, a qualquer hora do dia ou da noite. Revistam tudo e todos, encostam as pessoas na parede e tiram fotos. Ninguém fica de fora: homens e mulheres, velhos e crianças Detalhe: as operações não são motivadas por nenhuma solicitação dos serviços de informação. De acordo com o sargento Nadav Bigelman, é frequente que as fotos nem sequer sejam enviadas à análise. O que se deseja é inibir o protesto, amedrontar e humilhar.
Shaul e Bigelman fazem parte de uma ONG, a Breaking the silence/Quebrando o silêncio, que já reuniu cerca de 950 depoimentos de militares e de ex-militares israelenses. Para recordar os dez anos de sua existência, houve manifestação recente na praça Habima, em Tel Aviv. Durante dez horas, políticos, jornalistas e ex-militares leram relatos atestando violências cometidas nos territórios palestinos ocupados. A ocupação, raiz da revolta palestina, e inteiramente ilegal, como sublinha Shaul, “não é mais uma segunda natureza para nós, ela incorporou-se à nossa própria natureza”.
Em nenhum dos depoimentos há qualquer aprovação aos atos de terrorismo ou aos foguetes lançados contra Israel por organizações islâmicas. Considerados “horríveis” porque suscitam medo, ferem e matam, tais atos, entretanto, não justificam fazer “de todos os habitantes de Gaza alvos de uma destruição em massa”.
É disso mesmo que se trata, pois o ataque desferido pelo exército de Israel a partir do 16 de julho último está destruindo em massa a população de Gaza – um terrorismo de Estado. Fontes publicadas pelo New York Times, nove dias depois do início da ofensiva, em 23 de julho, registravam 3.209 alvos atingidos, provocando um pouco mais de 800 mortos, milhares de feridos e dezenas de milhares de refugiados entre os palestinos.
A situação torna-se desesperadora.
Em Gaza, segundo dados do Le Monde, vivem 1,8 milhão de pessoas, com média de 18,2 anos, um alto índice de desemprego, maior entre os mais jovens (50%). Comprime-se num território de 45 km de comprimento por 10 km de largura, uma das mais altas densidades populacionais do mundo: 4.505 pessoas por quilômetro quadrado.
Em 1948, quando da fundação do Estado de Israel e da partilha da Palestina, o território ficou sob jurisdição egípcia, verificando-se um grande afluxo de refugiados. Depois da guerra de 1967, passou à ocupação israelense. A partir de 1994, os acordos de Oslo atribuíram seu controle à Autoridade Nacional Palestina. Entretanto, a região continuou triplamente aferrolhada: por terra, os postos fronteiriços com Israel e Egito filtram a conta-gotas os que desejam entrar ou sair. Por ar, o espaço é vigiado pelo Estado israelense. E por mar, Israel estabeleceu um limite de apenas 6 milhas náuticas (5,5 kilômetros) para o tráfego de embarcações.
Gaza virou um imenso gueto. E os palestinos converteram-se em novos judeus, cuja consciência precisa ser “queimada”.
“Novos judeus”: foi assim que, há pouco mais de trinta anos, Helena Salem intitulou um livro sobre a tragédia dos palestinos depois da II Guerra Mundial. Judia, teve que se haver com a crítica – às vezes, insultuosa – de judeus no Brasil e no mundo. Corajosa, recusou-se à autocensura. É trágico que sejam os próprios judeus, trucidados em guetos durante a II Guerra Mundial, os responsáveis por fazer reviver, agora, a maldita experiência.
Os palestinos não querem piedade.
Por destemidos, dela não carecem. Às vezes, como disse o Doutor Gilbert, médico norueguês, no hospital de Al-Shifa, em Gaza, “a gente só tem vontade de chorar e apertar num abraço as crianças cobertas de sangue”. Mas as lágrimas de dor, de raiva ou de medo não são bem vindas. Nem honrariam a capacidade de resistência e a resolução que, nas piores condições, demonstram os palestinos.
Eles precisam é de solidariedade ativa. Das gentes, nas ruas do mundo, manifestando apoio, obrigando os respectivos governos a agirem, através de pressões políticas e diplomáticas.
O mundo não pode assistir de braços cruzados e em silêncio ao massacre de um povo, agredido por uma força maior e mais poderosa. É preciso impedir que os judeus fabriquem novos judeus. Como disse Eric Goldstein, do Observatório dos Direitos Humanos, “Israel precisa fazer mais do que tentar explicar ataques ilegais. Precisa parar com eles”. Para o bem dos palestinos, da humanidade e dos próprios judeus.
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Esta matéria se encontra em http://www.odiario.info/?p=3358
João Maria Fernandes de Sousa
5 de agosto de 2014 11:52 amEssa ONG deve estar lotada de
Essa ONG deve estar lotada de “racistas”, racista é todo aquele que fala contra o nazi-sionismo israelense.
Patricinho
5 de agosto de 2014 1:45 pmHeróis
O nome que os sionazistas dão a esses heróis é: “judeu que odeia a si próprio”
Anarquista Lúcida
5 de agosto de 2014 3:21 pmNao. Racista é todo aquele q distila discriminaçao contra 1 povo
Antissemitas sao racistas sim. Israelenses que denunciam os abusos do exército do seu país sao heróis.
João Maria Fernandes de Sousa
5 de agosto de 2014 5:02 pmParei contigo Ana Lú
Já te defendi em querelas anteriores aqui no blog, e nem esperava por isso uma tal solidariedade incondicional; mas o que veio ontém e hoje foi simplesmente a falta de respeito e de conhecimento sobre as minhas posturas aqui no espaço e sobretudo uma acusação sem pé e sem cabeça (jogou na minha fuça o ranço odioso do racismo), e isso desde o início em que resolvi aprender a ler e comentar o que aqui se passa.
Já me chamou de racista, vítima de preconceito e preconceituoso; tá ficando igualzinho a trolls que vêm aqui distribuir polêmicas a serem alimentadas, comigo não; chamar alguém de racista, ou parecido, só pelo fato de a pessoa não concordar com o nazi-sionismo do estado judeu de Israel é, no mínimo, desonestidade intelectual e jamais anarquismo.
Backunin ou Proudon, penso que nenhum dos dois te chancelaria.
Fui!!!!
Anarquista Lúcida
5 de agosto de 2014 9:06 pmUma coisa é discordar do Estado d Israel; outra, culpar “judeus”
E neste meu comentário nem TE chamei de racista, disse apenas que racista é todo aquele que distila discriminaçao contra um povo inteiro. Se você faz isso, entao o que eu disse se aplica a você, se nao faz nao se aplica. Pelo tom geral dos seus comentários, acho que se aplica.
lfmrodrigues
5 de agosto de 2014 12:31 pmFinkelstein
Soube dessa organização pelo Norman Finkelstein – académico que dançou devido ao lobby sionista nos EUA, mais um “self hating jew”. Alertado por Chomsky quanto ao tamanho do vespeiro que ia mexer, ainda assim seguiu em frente.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=pBBBJMi59i4 align:left]
Abaixo a resposta dele a uma tentativa de vitimização: é exatamente porque seus pais foram o que restaram da sua familia no Holocausto, e o formaram como um humanista, que não aceita o que Israel inflige aos palestinos.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=HhlrGRWaxBE align:left]
ana s.
6 de agosto de 2014 2:04 ama prova
É o que eu digo: não tentem confundir Israel com o povo judeu, que tanta contribuição deu à compreensão da experiência humana sobre a Terra, no que ela tem de terrível e maravilhoso. Quem o faz é tão racista quanto Bibi Netaniahu (será que escrevi certo o nome do cara?).
leonidas
5 de agosto de 2014 12:52 pmA prova de que Israel é uma
A prova de que Israel é uma naçao anos luz à frente das demais na região é a existencia de Ongs desse tipo.
Na faixa de Gaza ninguem jamais poderia sequer citar algo assim sem que fosse sumariamente fuzilado pelo Hamas.
Uma naçao onde um militar se sente em condiçoes de denunciar abusos e saber que nao sera trucidado é algo ainda raro naquela parte do mundo…
Wanderson Brum
5 de agosto de 2014 1:25 pmConcordo. No entanto isso não
Concordo. No entanto isso não faz das vitimas do sionistas menos vitimas, nem menos mortas, ou dos sionistas menos genocidas, nem menos racistas.
Adjacy
5 de agosto de 2014 2:11 pmWhat ?
Pôxa Leônidas, finalmente encontrei alguém que também acredita em Papai Noel e em duendes.
Paulo Figueira
5 de agosto de 2014 2:29 pmPare de sofismar, Israel está
Pare de sofismar, Israel está cometendo genocídio contra o povo Palestino, matando crianças e mulheres da forma mais covarde, não há uma guerra e sim uma ação genocida de um exército poderoso, armado e financiado pelos EUA contra um povo empobrecido, dentro de seu própio território e sem capacidade de reação a altura, o número de mortos dos dois lados já evidência a desproporção de forças.
Anarquista Lúcida
5 de agosto de 2014 3:23 pmPode nao ser trucidado, mas “só” preso
Pelo menos os objetores de consciência que se recusam a servir o exército sao.
Jorge Luis
5 de agosto de 2014 12:54 pmO grande problema da
O grande problema da humanidade é que ninguém está disposto a “calçar os sapatos dos outros”. Ninguém se coloca na posição da outra pessoa. Os outros são os outros. Ninguém pensa no que você sentiria se você fosse esse “outro”.
Patricinho
5 de agosto de 2014 1:59 pmNatureza ruim?
Acho que está equivocado. O ser humano não tem natureza ruim. Isso é coisa que as religiões nos ensinam e o patriotismo nos obriga. O ser humano pode ser solidário até com seus “inimigos”. O que estraga a humanidade é o capitalismo e todas as formas de opressão decorrentes da divisão da sociedade em classes. Veja “Pipes of Peace” de Paul McCartney, só para se livrar um pouco do pessimismo. O tema é baseado em fatos.
https://www.youtube.com/watch?v=J7ErrZ-ipoE
sergio firmino silva filho
5 de agosto de 2014 12:58 pmInteligência. Presidente
Inteligência. Presidente DEPOSTO por militares no EGITO, Mohamed Morsi, é um dos grandes responsáveis pela construção dos túneis na Faixa de Gaza. Militantes da Al-quaeda executados sem dó na Somália.Não fique só com o que a imprensa diz. A irmandade Muçulmana, que tem por objetivo final a destruição de Israel, é a grande responsável pela guerra hoje na faixa de Gaza.O presidente Morsi, deposto por militares do Egito, em ação muito criticada e taxada de autoritária, foi um grande risco a manutenção da paz no Oriente Médio. A tão aclamada “primavera árabe” nada mais é do que a consecução de um grande plano para a criação de um gigantesco estado islâmico radical.
Morsi atualmente se encontra preso no Egito. Notem que a iimprensa internacional ja cessou suas críticas a ação dos militares egípcios, que tomaram a iniciativa de assumir o controle do país. o Ex´presidente Mohamed Morsi é acusado de instigar a desordem e se associar com grupos terroristas como Hezbolah e Hamas. Morsi alega que é inocente e que sua prisão é política. Nesta sexta-feira 25 de julho de 2014 um oficial do exército israelense deu a jornalistas uma turnê em um túnel usado por militantes palestinos para ataques transfronteiriços, na fronteira Israel-Gaza. Muitos analistas dizem que a rede de túneis escavados pelos terroristas palestinos da Faixa de Gaza para as comunidades israelenses perto da fronteira foram o estopim para a mais recente guerra entre o Hamas e Israel. A rede de túneis que permitem que combatentes do Hamas resistam a Operação do Exército israelense foram majoritariamente construída entre Junho de 2012 e Julho de 2013, durante a presidência de líder da Irmandade Muçulmana, Mohamed Morsi no Egito. Analistas entrevistados pelo site inteligence declararam que Morsi também permitiu que o Hamas importasse o cimento necessário para fortalecer os túneis mais profundos, inclusive uma unidade de engenharia egípcia foi enviada para Gaza por um ano para ajudar o Hamas e supervisionar a construção das redes de túneis mais complexas, diz o relatório, acrescentando que os construtores do túnel do Hamas também se beneficiaram do apoio do corpo de engenheiros do Hezbollah.Basta uma observação superficial para atestar que não são apenas “buracos” escavados artesanalmente, são obras elaboradas. O trabalho de construção de túneis como esses só pode ser realizado com a supervisão de profissionais, com logisstica, material adequado e pelo menos “vista grossa” da autoridade palestina. “Os judeus usam suas armas para proteger sua população, por outro lado os palestinos do Hamas e/ou Hezbollah usam sua população (principalmente idosos, mulheres e crianças) para protegerem suas armas”. Simples assim…
Sobrinho netto
5 de agosto de 2014 1:47 pmIsraelenses???
Desde que Israel passou a se expandir, chamo os israelenses de judeus e deixei de ler o Antigo Testamento, que exalta tanto o povo de Israel, que, para mim, é o mais belicoso do mundo.
Anarquista Lúcida
5 de agosto de 2014 3:25 pmO q só prova q vc é antissemita, racista como os q censura
Nenhum povo, como um todo, é belicoso ou nao belicoso. Acreditar nisso é ser racista.
Pedro Luiz
5 de agosto de 2014 8:51 pmAnarquista Lucida
A história desemente sua teoria.
ana s.
6 de agosto de 2014 1:56 amracismo
Honestamente, não sei como a moderação do blog deixa passar comentários racistas como esse de ‘Sobrinho netto’. Desde o início desse massacre os meus comentários aqui têm sido firmemente contra a política de limpeza étnica perpetrada pelo estado de Israel, com o beneplácito dos EUA, nunca contra os judeus. Muitos deles colocam seus valores humanistas acima da solidariedade tribal. O post acima prova isso. A nota de associações judias do Brasil e da Argentina que li há pouco no blog de Rodrigo Vianna (O Escrevinhador) também. Os twits e posts de Glenn Greenwald também. O comentário reportado por Nassif num post recente – sobre o “filho do holocausto e pai do genocídio” – também. Os exemplos não param.
Esse tipo de comentário racista só dá munição aos pró-Israel, que atribuem todas as críticas à política de extermínio israelense ao anti-semitismo. Algumas, como as de ‘Sobrinho netto’, realmente são. Gente assim presta um desserviço à causa do povo palestino.
Anarquista Lúcida
6 de agosto de 2014 10:21 pmClap, clap, clap!!!
Falou e disse.
Fred.KG
5 de agosto de 2014 2:11 pmAniquilar Gaza
Deputado vice-presidente do Knesset: Aniquilar Gaza
O Vice-presidente do Knesset israelense, Moshe Feiglin, pediu
a “aniquilação” do território palestino da Faixa de Gaza.
05/08/2014
Feiglin, que também é membro do Likud, partido governante do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, escreveu sobre os planos em um post em sua página no Facebook no fim de semana, informou o britânico Daily Mail na segunda-feira.
O funcionário israelense também pediu “a conquista de toda a Faixa de Gaza.” Ele falou de planos para a destruição de Gaza, que incluiria expulsão dos moradores e enviá-los para todo o mundo.
Feiglin também escreveu sobre seus planos em uma carta dirigida a Netanyahu, no qual ele disse que quer que as medidas sejam aplicadas o mais rápido possível.
Na carta, Feiglin disse que quer as forças militares israelenses encontrem áreas na fronteira do Sinai para criar “acampamentos de tendas … até destinos de emigração relevantes são determinados.” Além disso, ele quer que a energia elétrica e o abastecimento de água de Gaza sejam desligados antes de bombardear a área sitiada ” com potência máxima de fogo.”
As forças israelenses, então, “exterminarão” os centros de resistência e a lei israelense seria estendida para cobrir toda a Faixa de Gaza e “a cidade de Gaza e seus subúrbios serão reconstruído como verdadeiras cidades turísticas e comerciais de Israel.”
wendel
5 de agosto de 2014 3:19 pmSó um idiota…………….
Só um idiota detalha tão minuciosamente a construção dos túneis pelos palestinos com o aval do antigo presidente do egito, Mohamed Morsi, e da Autoridade Palestina, com tantos detalhes.
Ao declarar com tanta precisão estas construções, nada mais faz que diminuir e depreciar os órgãos de inteligencias de Israel e EU, tidos como os mais eficientes do mundo, que não os havia descobertos com antecedência!
Não me faças rir!!!!!!!!!!!!!!!!!
E tem mais, repetir a cantilenga de que o Hamas usa crianças, mulheres e velhos como escudo, já está cansando. Vê se muda o disco, cara!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
mauricio moreira
5 de agosto de 2014 10:31 pmBOICOTE ISRAEL/SIONISTAS !!!!
Nazisionistas assim as redes sociais estao tratando essa raca, espero que aparecam os bons da raca, uma geracao de antisemitas esta renascendo em todo o mundo, a vida desses genocidas vai ficar dificil.