A oposição armada da Síria afirma que os seus combatentes tomaram a capital, Damasco, e que o presidente Bashar al-Assad fugiu. Seu paradeiro permanece desconhecido.
O comandante do Hayat Tahrir al-Sham, Abu Mohammed al-Julani, diz que todas as instituições estatais permanecerão sob a supervisão do primeiro-ministro de al-Assad até serem entregues oficialmente.
Os anúncios surgem horas depois de os grupos de oposição tomarem várias cidades numa ofensiva relâmpago.
Catar, Arábia Saudita, Jordânia, Egito, Iraque, Irã, Turquia e Rússia emitiram uma declaração conjunta no início da noite, descrevendo a crise como um “desenvolvimento perigoso” e apelando a uma solução política.
Uma das consequências esperadas pelas autoridades é a escassez de petróleo nos próximos dias. Isso porque após a queda de al-Assad, um petroleiro iraniano que estava a caminho de cruzar o Canal de Suez para chegar à Síria fez meia-volta.
Diante deste cenário, a China pode adquirir o petróleo iraniano com desconto.
Mais cedo, os combatentes tomaram ainda o controle da passagem da fronteira de Kassab com Turkiye e decretaram toque de recolher em Damasco, entre as 16h e 5h, horário local.
Reação internacional
A Rússia confirmou a saída de al-Assad da Síria e informou que está em contato com todos os opositores para tomar medidas a fim de garantir que todos os cidadãos na Síria estejam seguros.
“Apelamos a todas as partes envolvidas com um forte apelo para que renunciem ao uso da violência e resolvam todas as questões de governação através de meios políticos”, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia.
*Em atualização.
*Com informações da Al Jazeera.
LEIA TAMBÉM:
Fábio de Oliveira Ribeiro
8 de dezembro de 2024 10:53 amA queda de Assad não deve ser comemorada, porque não fará nada para melhorar a situação do povo na Síria. É mais provável que agora Netanyahu e Erdogan dividam a Síria como Hitler e Stalin dividiram a Polônia. O petróleo sírio continuará a financiar guerras, e a opressão da população síria se intensificará. Os EUA não farão nada para salvar os sírios, assim como não fizeram nada para salvar os poloneses em 1939.
Stalingrado
8 de dezembro de 2024 12:49 pmOs serviços de inteligência russos falharam feio neste processo.
Anônimo
8 de dezembro de 2024 4:16 pmFalharam ou…
Paulo Dantas
8 de dezembro de 2024 1:41 pmTrocou um ditador sanguinário por fanáticos religiosos.
Trump falou mais ou menos que “don’t give a s#1t) não sei se é verdade.
O maior “lame duck” da história dos EUA deve ser mais pato manco ainda.
Acho que a situação ali vai piorar.
Lembro da piada do Casseya e Planeta : “o Oriente para ser ‘médio’ precisa melhorar muito”.
Rui Ribeiro
9 de dezembro de 2024 9:39 amEnquanto isso, familiares dos reféns em poder do Hamas apelam para Elon Musk pressionar todas as partes e, dessa forma, conseguir a libertação dos reféns.
A chance de tal pressão ser produtiva é mínima. Elon Musk é um agente do Governo de Usrael e tal governo é contra Gaza e o Hamas. Então porque o Hamas iria ceder, gratuitamente, à pressão de um aliado do seu inimigo?
Há pessoas muito mais capacitadas do que o Elon Musk para conseguir a libertação dos reféns. O Bob Dylan, por exemplo, que é um homem imparcial e justo. Ou o Roger Waters que há muito tempo dá sua cara a tapa ao Ocidente/Otan, cúmplices de Usrael no massacre aos habitantes de Gaza
Rui Ribeiro
9 de dezembro de 2024 9:56 amQuanto à tomada de Damasco pelos fundamentalistas islâmicos, o Trump disse que não tá nem aí. O Putin, por sua vez, exige proteção aos Civis. E Putin tem autoridade moral para fazer essa exigência, pois sempre avisa previamente quando vai atacar a infra-estrutura da Ucrânia, a fim de derrotar o neonazismo do Batalhão de Azov, o qual recebe todo apoio do Ocidente/Otan.