21 de junho de 2026

Oposição toma Damasco, e Assad deixa a Síria

Combatentes decretaram toque de recolher na capital e assumiram o controle também de regiões de fronteira; Rússia pede a proteção dos civis
Crédito: Reprodução/ Band

A oposição armada da Síria afirma que os seus combatentes tomaram a capital, Damasco, e que o presidente Bashar al-Assad fugiu. Seu paradeiro permanece desconhecido.

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O comandante do Hayat Tahrir al-Sham, Abu Mohammed al-Julani, diz que todas as instituições estatais permanecerão sob a supervisão do primeiro-ministro de al-Assad até serem entregues oficialmente.

Os anúncios surgem horas depois de os grupos de oposição tomarem várias cidades numa ofensiva relâmpago.

Catar, Arábia Saudita, Jordânia, Egito, Iraque, Irã, Turquia e Rússia emitiram uma declaração conjunta no início da noite, descrevendo a crise como um “desenvolvimento perigoso” e apelando a uma solução política.

Uma das consequências esperadas pelas autoridades é a escassez de petróleo nos próximos dias. Isso porque após a queda de al-Assad, um petroleiro iraniano que estava a caminho de cruzar o Canal de Suez para chegar à Síria fez meia-volta.

Diante deste cenário, a China pode adquirir o petróleo iraniano com desconto. 

Mais cedo, os combatentes tomaram ainda o controle da passagem da fronteira de Kassab com Turkiye e decretaram toque de recolher em Damasco, entre as 16h e 5h, horário local.

Reação internacional

A Rússia confirmou a saída de  al-Assad da Síria e informou que está em contato com todos os opositores para tomar medidas a fim de garantir que todos os cidadãos na Síria estejam seguros.

“Apelamos a todas as partes envolvidas com um forte apelo para que renunciem ao uso da violência e resolvam todas as questões de governação através de meios políticos”, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia.

*Em atualização.

*Com informações da Al Jazeera.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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6 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    8 de dezembro de 2024 10:53 am

    A queda de Assad não deve ser comemorada, porque não fará nada para melhorar a situação do povo na Síria. É mais provável que agora Netanyahu e Erdogan dividam a Síria como Hitler e Stalin dividiram a Polônia. O petróleo sírio continuará a financiar guerras, e a opressão da população síria se intensificará. Os EUA não farão nada para salvar os sírios, assim como não fizeram nada para salvar os poloneses em 1939.

  2. Stalingrado

    8 de dezembro de 2024 12:49 pm

    Os serviços de inteligência russos falharam feio neste processo.

    1. Anônimo

      8 de dezembro de 2024 4:16 pm

      Falharam ou…

  3. Paulo Dantas

    8 de dezembro de 2024 1:41 pm

    Trocou um ditador sanguinário por fanáticos religiosos.

    Trump falou mais ou menos que “don’t give a s#1t) não sei se é verdade.

    O maior “lame duck” da história dos EUA deve ser mais pato manco ainda.

    Acho que a situação ali vai piorar.

    Lembro da piada do Casseya e Planeta : “o Oriente para ser ‘médio’ precisa melhorar muito”.

  4. Rui Ribeiro

    9 de dezembro de 2024 9:39 am

    Enquanto isso, familiares dos reféns em poder do Hamas apelam para Elon Musk pressionar todas as partes e, dessa forma, conseguir a libertação dos reféns.
    A chance de tal pressão ser produtiva é mínima. Elon Musk é um agente do Governo de Usrael e tal governo é contra Gaza e o Hamas. Então porque o Hamas iria ceder, gratuitamente, à pressão de um aliado do seu inimigo?
    Há pessoas muito mais capacitadas do que o Elon Musk para conseguir a libertação dos reféns. O Bob Dylan, por exemplo, que é um homem imparcial e justo. Ou o Roger Waters que há muito tempo dá sua cara a tapa ao Ocidente/Otan, cúmplices de Usrael no massacre aos habitantes de Gaza

  5. Rui Ribeiro

    9 de dezembro de 2024 9:56 am

    Quanto à tomada de Damasco pelos fundamentalistas islâmicos, o Trump disse que não tá nem aí. O Putin, por sua vez, exige proteção aos Civis. E Putin tem autoridade moral para fazer essa exigência, pois sempre avisa previamente quando vai atacar a infra-estrutura da Ucrânia, a fim de derrotar o neonazismo do Batalhão de Azov, o qual recebe todo apoio do Ocidente/Otan.

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