O Parlamento do Irã aprovou, neste domingo (22), o fechamento do Estreito de Ormuz, em resposta aos ataques contra instalações nucleares promovidas pelo presidente norte-americano Donald Trump.
A medida, que ainda precisa da aprovação do Conselho Supremo de Segurança Nacional e do aiatolá Khamenei, interrompe o fluxo de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo.
Consequentemente, o bloqueio deve causar a elevação do preço do barril de petróleo, que já disparou 8% desde 13 de junho, dia em que Israel expandiu a guerra em Gaza para o Irã.
Analistas do JP Morgan estimam que o avanço do preço do barril, atualmente cotado entre US$ 73,88 (o WTI – referência nos EUA) e US$ 78,74 (referência global), pode chegar a US$ 130.
O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico (ao norte) com o Golfo de Omã (ao sul) e termina no Mar da Arábia, por onde passa a produção da Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque. O Catar envia a maior parte da produção de gás natural também pelo canal.
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Rui Ribeiro
23 de junho de 2025 6:41 amA população e a infraestrutura do Irã podem ser alvos de bombas sem problemas. O sangue pode jorrar, mas o petróleo não pode parar de fluir. Caso isso aconteça, mais sangue vai jorrar. Como diria Monbiot, blood is a renewable resource, oil, not.