O presidente russo Vladimir Putin prometeu realizar mais ataques com mísseis balísticos experimentais de alcance intermediário, medida que a Ucrânia condenou como “crime internacional” por conta da capacidade nuclear do armamento.
Em entrevista, Putin também contestou alegações feitas pelos Estados Unidos de que a Rússia possuía um “punhado” de mísseis balísticos de alta velocidade, e ressaltou que os militares tinham armamento suficiente para continuar os testes em “condições de combate”.
“O sistema Oreshnik não tem nada a ver com a modernização dos antigos sistemas soviéticos”, disse Putin, segundo a agência russa Tass.
“É óbvio que todos nós fomos criados assistindo a vários sistemas da União Soviética operando, todos nós fomos criados com o que foi feito por gerações anteriores e, até certo ponto, usamos seus resultados”, disse Putin.
“No entanto, este sistema é de fato o principal resultado do seu trabalho, o trabalho que foi feito nos tempos russos, sob as condições da nova Rússia, foi travado com base nos desenvolvimentos modernos e mais recentes”, disse Putin ao se dirigir à reunião com o conselho executivo do Ministério da Defesa, representantes do complexo militar-industrial e projetistas de armas de mísseis.
Na última terça-feira (19/11), Putin assinou um decreto aprovando os Fundamentos da Política de Estado no Campo da Dissuasão Nuclear, a doutrina nuclear atualizada do país – e o princípio fundamental da doutrina é que o uso de armas nucleares é uma medida de último recurso para proteger a soberania do país.
Como explica o jornal britânico The Guardian, a Rússia realizou o lançamento de um míssil experimental contra uma fábrica de foguetes na cidade de Dnipro, na Ucrânia.
Segundo autoridades norte-americanas, o míssil em questão foi construído com design modificado a partir do míssil balístico intercontinental russo RS-26 Rubezh de longo alcance. Tanto russos como norte-americanos destacaram que a arma pode transportar uma ogiva nuclear.
Embora tenham criticado o uso de um míssil que carrega ogiva nuclear, as autoridades norte-americanas negaram que essa medida seria um “divisor de águas” no confronto entre Rússia e Ucrânia.
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