5 de junho de 2026

Racismo coloca direito ao voto em risco nos Estados Unidos

Atuação do Partido Republicano para aprovar supressão de votos e inércia da Suprema Corte pode comprometer economia
Edifício da Suprema Corte dos Estados Unidos. Foto: Wikipedia

O direito ao voto, um ponto fundamental para que uma democracia possa existir, tem sido alvo de ataque nos Estados Unidos, onde tanto a Suprema Corte como os parlamentares do Partido Republicano, e o resultado pode ser decisivo inclusive para a economia norte-americana.

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“Esse direito é a base da democracia, e a democracia é essencial para manter a confiança e o estado de direito dos quais a economia dos Estados Unidos depende”, diz Laura Taylor, ex-diretora do Conselho Econômico Nacional dos Estados Unidos, em artigo assinado em conjunto com Lenny Mendonca, sênior partner emérito da consultoria McKinsey, e publicado no site Project Syndicate.

Segundo Taylor e Mendonca, o atual modelo norte-americano de capitalismo de mercado tem ajudado a economia do país a se recuperar da recessão gerada pela pandemia de covid-19, mas uma nova visão da “democracia” norte-americana quer restringir a oportunidade dos cidadãos escolherem seus representantes.

A Constituição norte-americana delega aos estados a autoridade de supervisionar as eleições federais, enquanto o Congresso mantém autoridade legal sobre os direitos de voto e os tribunais possuem autoridade para garantir o respeito ao direito constitucional dos cidadãos..

“A Suprema Corte, no entanto, tem adotado cada vez mais uma abordagem desinteressada da questão, e o Congresso, devido à oposição unânime dos republicanos, não conseguiu garantir que os direitos de voto sejam adequadamente protegidos”, dizem os articulistas.

Racismo por trás da supressão de votos

Segundo os articulistas, republicanos em diversos estados aproveitaram a inércia da Suprema Corte para aprovar novas regras em torno da supressão de eleitores – e o viés de segregação racial tem sido cada vez mais claro, assim como ocorreu na era Jim Crow.

“A pressão para restringir a votação foi mais feroz nos estados com as populações minoritárias que mais crescem e nos estados que passaram para os democratas em 2020, ou que em breve o farão. Em nítido contraste, muitos estados controlados pelos democratas estão avançando para fortalecer os direitos de voto”, dizem os articulistas.

A insurreição dos apoiadores de Donald Trump no Capitólio, além dos esforços do ex-presidente republicano em derrubar a eleição de 2020, levou a Câmara dos Deputados a aprovarem projetos de lei que pudessem proteger o direito dos cidadãos ao voto, criando salvaguardas e disposições para combater a manipulação partidária.

“Embora vários estudos independentes tenham mostrado que a fraude eleitoral é um problema cada vez menor nos EUA, líderes republicanos em muitos estados, estimulados pela mentira de Trump de que a eleição de 2020 foi “roubada”, a usaram como bicho-papão para justificar restrições aos direitos de voto”, lembram os articulistas.

Contudo, diversas pesquisas de opinião também mostram que a maioria dos americanos não classifica os direitos de voto como uma prioridade, o que preocupa uma vez que a população não consegue fazer uma ligação do voto como a base da democracia – e “a saúde da economia americana depende da saúde de sua democracia”.

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1 Comentário
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  1. Isabela

    25 de fevereiro de 2022 1:08 pm

    O primeiro parágrafo da notícia está sem sentido. Parece estar faltando uma frase.

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