16 de junho de 2026

Trump em rota de colisão com orçamento dos EUA

Em artigo, Joseph Stiglitz lembra que “leis da aritmética não podem ser revogadas” pelo presidente eleito e seus aliados
Foto: RS/ Fotos Públicas

Muitas especulações têm norteado os debates sobre os Estados Unidos (e o mercado global) em torno do que se esperar do próximo mandato de Donald Trump à frente da presidência do país, principalmente por conta das promessas feitas durante a campanha.

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“Ninguém sabe o quanto da agenda declarada de Trump é “de verdade” e o quanto dela é uma postura política para sua base, uma demonstração de poder para seus inimigos ou parte de uma estratégia de negociação com o Congresso e vários amigos e adversários estrangeiros”, afirma o economista Joseph Stiglitz, em artigo publicado no site Project Syndicate.

“Se apenas um punhado de legisladores republicanos mantiverem sua promessa de não aumentar o déficit orçamentário dos EUA, não há como o novo governo promulgar sua agenda econômica e manter o governo funcionando”, ressalta o articulista.

Além disso, Stiglitz diz que Trump “não poderá negar as leis da aritmética” nas próximas semanas, quando o governo norte-americano atingir o limite da dívida federal – enquanto os déficits do governo são a diferença entre receitas e despesas anuais, a dívida nacional é a soma dos déficits passados.

Nos Estados Unidos, o teto da dívida federal é estatutário: por lei, existe um limite para quanto pode ser emprestado. Em 28 de dezembro, a secretária do Tesouro Janet Yellen forneceu um aviso oficial de que o teto seria atingido “entre 14 e 23 de janeiro”.

Stiglitz lembra que, diante de um déficit fiscal mensal de US$ 367 bilhões em novembro e um déficit fiscal médio de US$ 150 bilhões por mês em 2024, não demorará muito para que o teto da dívida atual seja violado – e os cerca de US$ 110 bilhões adicionados no acordo de Natal para gastos com desastres e emergências não tornarão a tarefa mais fácil.

Enquanto isso, republicanos mais radicais afirmam que o teto não seja elevado, o que exigiria a eliminação do déficit por completo. Caso Trump não consiga convencer todos os republicanos, ele deverá convencer alguns democratas para fechar um novo acordo sobre o teto da dívida e déficits futuros.

“Mas por que os democratas concordariam em aumentar o teto da dívida se isso apenas permite que Trump recompense Musk e outros oligarcas por seu apoio, dando-lhes um corte de impostos massivo e injusto?”, questiona Stiglitz.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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1 Comentário
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    6 de janeiro de 2025 8:34 pm

    Primeiro, o White Ass Apes Empire ajudou os Brexiterscom suas promessas de riqueza a separar a Inglaterra da Europa. Então os velhacos da CIA plantaram uma guerra na Ucrânia para prejudicar economicamente a Alemanha e fizeram a Inglaterra gastar dinheiro nessa guerra.

    Finalmente, o White Ass Apes Empire chuta a bunda dos ingleses dizendo que não há relação especial com uma colônia. Nenhuma reclamação do Parlamento Inglês. Os governantes ingleses eram mais espertos e raivosos no passado.

    Uma guerra total entre os MAGAs ligados a Steve Bannon e os fanáticos bajuladores de Elon Musk é inevitável. Trump não será capaz de agradar alguns sem frustrar profundamente outros. Democratas e veteranos furiosos usarão esse clima para manter um nível de tensão que prejudicará ainda mais a democracia quando um aumento previsível na repressão política ocorrer no Trumpistão. Vocês não conseguem ver a adorável ironia de um “momento Ceaușescu” chegando para Donald Trump? Talvez o MI-5 possa dar um empurrão nisso.

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