Durante a transmissão do programa TV GGN 20 Horas na noite de terça (18), o jornalista Luís Nassif criticou duramente a cobertura da grande imprensa brasileira, classificando-a como “subjornalismo”. Em um artigo publicado no portal GGN, Nassif analisou o tratamento dado pelos veículos de comunicação ao caso de Fábio Luís, filho do ex-presidente Lula, em relação ao caso de Flávio Bolsonaro. Segundo o jornalista, há uma clara disparidade na cobertura, apontando a existência de delegados federais que atuam como “traficantes de informação” para direcionar vazamentos com o intuito de atingir Lula.
Nassif explicou que, dos três inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal envolvendo Fábio Luís por suposto tráfico de influência, os vazamentos ocorrem exclusivamente nos processos conduzidos pelo ministro André Mendonça, indicado por Jair Bolsonaro para o Supremo Tribunal Federal. Ele citou como exemplo a recente repercussão de uma conversa amigável entre a lobista Roberta Luchsinger e Fábio Luís, que são amigos de décadas, na qual se mencionava que o “grande negócio” estava na Suíça.
O jornalista argumentou que a imprensa distorceu o diálogo ao sugerir lavagem internacional de dinheiro, ignorando que a Suíça, ao lado de Portugal, é um dos mercados mais relevantes de cannabis na Europa, contando com uso recreativo liberado e uma forte indústria farmacêutica. Um dos inquéritos contra Fábio Luís investiga sua atuação junto a um empresário brasileiro para conhecer uma fábrica de cannabis medicinal em Portugal. O projeto não vingou por falta de regulamentação no Brasil. Nassif ressaltou que Luchsinger já atuava como lobista no setor de cannabis antes do escândalo do INSS, o que justifica o teor estritamente comercial da conversa.
Para evidenciar o duplo padrão dos veículos, Nassif relatou ter feito uma busca no sistema do jornal O Globo, constatando que, em um intervalo de apenas 24 horas, foram publicadas dez matérias depreciativas mencionando Fábio Luís. Em contrapartida, a última menção associando Flávio Bolsonaro ao escândalo do Banco Master e seu dono, Daniel Vorcaro, no mesmo jornal, havia sido publicada em 10 de julho, ou seja, há mais de 30 dias.
Nassif avaliou que veículos como O Globo, Folha de S.Paulo e Estadão realizam uma campanha velada em favor de Flávio Bolsonaro, numa tentativa de atingir Lula, mas evitando perder credibilidade junto ao público mais informado e crítico.
Assista à análise completa abaixo:
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