4 de junho de 2026

Trump volta atrás no tarifaço, mas mantém guerra comercial com a China

Presidente dos EUA reduziu tarifas de importação para 10%, exceto para o tigre asiático, pelos próximos 90 dias
@WhiteHouse/Fotos Públicas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu voltar atrás e anunciou que reduzirá as tarifas de importação contra todos os países pelos próximos 90 dias, exceto para a China.

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De acordo com o presidente norte-americano, as tarifas contra o tigre asiático aumentarão para 125%, tendo em vista as retaliações (interpretadas por Trump como “falta de respeito aos mercados mundiais”) anunciadas por Pequim. 

“Com base na falta de respeito que a China tem demonstrado aos mercados mundiais, estou aumentando a tarifa cobrada à China pelos Estados Unidos da América para 125%, com efeito imediato. Em algum momento, espero que em um futuro próximo, a China perceberá que os dias de explorar os EUA e outros países não são mais sustentáveis ou aceitáveis. Por outro lado, e com base no fato de que mais de 75 países convocaram representantes dos Estados Unidos, incluindo os Departamentos de Comércio, Tesouro e o USTR, para negociar uma solução para os assuntos discutidos relativos ao Comércio, Barreiras Comerciais, Tarifas, Manipulação de Moeda e Tarifas Não Monetárias, e que esses países não retaliaram de nenhuma forma contra os Estados Unidos, conforme minha forte sugestão, eu autorizei uma PAUSA de 90 dias, e uma tarifa recíproca substancialmente reduzida durante este período, de 10%, também com efeito imediato. Obrigado pela atenção a este assunto!”, publicou o presidente nas redes sociais.

Mas foi Trump, no entanto, que deu início à ofensiva contra 180 países quando, em 2 de abril, anunciou novas taxas sobre produtos importados. No caso da China, a nova alíquota foi de 34%, até então a mais alta imposta a parceiros comerciais.

A China, obviamente, não aceitou a medida e foi recíproca. Mas Trump não gostou de receber a retaliação e elevou, novamente, as tarifas sobre produtos chineses para 54%. 

Mas uma vez diante da resposta do governo chinês, que elevou o patamar tarifário, os EUA elevaram a tarifa novamente. O último embate foi na última terça-feira, quando os EUA determinaram taxa de 104% aos produtos chineses, medida que já entrou em vigor. O país, então, aumentou a tarifação para 84% sobre produtos de origem americana nesta quarta-feira (9), pois já havia anunciado que revidaria até o fim.

Grande Depressão

Mais uma vez, a China recorreu à história para confrontar a política econômica de Trump. Nesta quarta-feira, a Embaixada da China nos Estados Unidos compartilhou uma postagem em suas redes sociais comparando o tarifaço de Trump à Lei Tarifária de 1930, também conhecida como Lei Smoot-Hawley, aplicada pelos Estados Unidos naquele ano para proteger a economia do país.

“A Lei de Tarifas Smoot-Hawley de 1930 alimentou a Grande Depressão. Hoje, as Tarifas Recíprocas correm o risco de abrir novamente a Caixa de Pandora”, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, que fez a postagem.

Durante um jantar na última terça-feira (8), Trump afirmou que a China passou a perna nos cidadãos norte-americanos e, por isso, agora fará o mesmo. 

Em resposta, o governo chinês afirmou que os EUA estão abusando das tarifas sobre a China e que o país “jamais aceitará tais atos hegemônicos e de bullying”. “Se os EUA realmente desejam abordar as questões por meio do diálogo e da negociação, devem demonstrar uma atitude de igualdade, respeito e benefício mútuo. Se os EUA estiverem determinados a travar uma guerra tarifária e comercial, a China continuará a responder até o fim”, disse o ministro das Relações Exteriores chinês.

*Com informações do g1.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

8 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    9 de abril de 2025 7:36 pm

    Donald Trump aumentou as tarifas para todo mundo, depois suspendeu o decreto por 90 dias. Ele manteve as tarifas contra a China, como se todo mundo fosse deixar de negociar com os chineses e correr para beijar a mão do grande imperador arrogante do White Ass Apes Empire. Grande erro. As pessoas observam Trump fazendo avanços e recuos, retornos em U, e lembram apenas que Benito Mussolini fazia justamente isso e acabou metralhado e pendurado de cabeça para baixo numa praça pública italiana.

  2. Rui Ribeiro

    10 de abril de 2025 4:30 am

    Por ‘liberdade’ no banho, Trump muda regras sobre chuveiros nos EUA: ‘Gosto de lavar meu lindo cabelo’.

    O centro do mundo. Será que ele gosta de limpar a bunda após a defecção? Do contrário, sempre irá apoiar o racionamento de papel higiênico

  3. Rui Ribeiro

    10 de abril de 2025 7:27 am

    Obra do maligno?

    “Quando disserem ‘sim’, seja de fato sim. Quando disserem ‘não’, seja de fato não. Qualquer coisa além disso vem do maligno”. – Jesus Cristo

  4. Rui Ribeiro

    10 de abril de 2025 7:42 am

    Então, Baco, porque tu fica com essa tua imensa riqueza ociosa em vez de investir pelo menos um centésimo dela na cloaca do Tio $am? Olha a promessa do Laranjão:

    “Para os muitos investidores que estão chegando aos EUA e investindo grandes quantidades de dinheiro, MINHAS POLÍTICAS NUNCA MUDARÃO. Este é um ótimo momento para ficar rico, mais rico do que nunca!!!”.

    Depois que o Trump promete matar um jumento, o dono pode tirar a cangalha do pobre animal. Mas o Elon Musk levou sua montadora Tesla da China para os EUA? Tá perdendo oportunidade de ficar mais rico do que nunca? Hum…

  5. evandro condé

    10 de abril de 2025 8:16 am

    Eu, leigo e inocente, me perguntando quem ganhou nessa merda toda, visionários, sortudos ou amigos?

  6. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    10 de abril de 2025 8:35 am

    Desde a independência dos EUA, o seu business core, rem sido a guerra, ou seja,todos os esforços do seu desenvolvimento são utilizados para criação de uma força militar que os transformaram na maior potência militar que o mundo conheceu até os dias atuais. As medidas adotadas pelo seu atual presidente, só faz sentido se a sua meta for provocar um confronte bélico com a China,pois face a supeioridade econômica da China, a única área que os EUA ainda tem alguma superioridade é na militar, e não levará muito para que os chineses os superem. Talvez na sua mente deturpada, a única alternativa é partir para o confronto imediato, antes que se torne impossível. O LEÃO RUGE E TEMPO URGE!

    Obs. Não podemos esquecer que grande parte do território dos EUA, foram tomados do México.

  7. Rui Ribeiro

    10 de abril de 2025 1:50 pm

    “Economia dos EUA surpreende com deflação em março
    Inflação ao consumidor (CPI) recua 0,1%, contrariando previsões de alta; dado reforça aposta de corte de juros pelo Fed”.

    As famílias e as empresas estão reduzindo suas compras, fazendo os preços caírem

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