21 de maio de 2026

Arquivos indicam que bancos ajudaram a ocultar a fraude na Americanas

Em e-mails, informações sobre a verdadeira saúde financeira da varejista eram “sistematicamente ocultadas” por instituições financeiras
Unidade das Lojas Americanas em Paratinga, em janeiro de 2023. | Foto: Wikimedia Commons

As fraudes contábeis nas Lojas Americanas, que causaram rombo estimado em R$ 25 bilhões na companhia, eram omitidas em relatórios e trocas de e-mails entre bancos, de acordo com documentos obtidos pelo portal Uol, divulgados nesta quinta-feira (1) pela reportagem dos jornalistas Mariana Desidério e Felipe Mendes. 

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Segundo o material, parte da apuração conduzida pela Comissão de Valores Imobiliários (CVM), mensagens trocadas desde 2017 entre as instituições financeiras Itaú, Santander, ABC Brasil, com a empresa de auditorias KPMG  e a própria varejista, apontam que as informações sobre a verdadeira saúde financeira da companhia vinham sendo “sistematicamente ocultadas, indicando fraude”. 

Na prática, os arquivos que citavam “por engano” empréstimos tomados pela Americanas, eram “corrigidos” em e-mails seguintes, nos quais os valores desses financiamentos sumiam. Assim, não era possível estimar o valor que a companhia realmente devia.

O ação ocorria sobre um tipo específico de empréstimo, o de risco sacado. Nessa modalidade de crédito, o banco assume os débitos do varejista com seus fornecedores e a companhia passa a dever a instituição financeira. 

Essas operações, que foram muito usadas pelas Americanas nos últimos anos, não eram registradas devidamente nos balanços. Com isso, os prejuízos reais acumulados pela empresa eram ocultos.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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