22 de junho de 2026

BRB aciona STF para garantir ressarcimento em possíveis delações do caso Master

Até o momento, não há acordos de colaboração premiada firmados no caso, mas banco já reconhece a incerteza sobre possíveis valores que pudessem ser recuperados
Fachada do prédio do banco de Brasília (BRB) | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

BRB recorre ao STF para garantir que valores de delações no caso Master sejam usados para reparar prejuízos ao banco.
Banco não cumpriu prazo legal para divulgar balanço de 2025, devido à auditoria forense da operação “Compliance Zero”.
Presidente Nelson de Souza comunicou atraso ao Banco Central e convocará assembleia geral para 22 de abril.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O Banco de Brasília (BRB) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para assegurar que eventuais valores recuperados em acordos de delação premiada no âmbito do caso Master sejam prioritariamente destinados à reparação de prejuízos sofridos pelo banco. A investigação envolve operações relacionadas à instituição financeira ligada ao empresário Daniel Vorcaro.

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A iniciativa tem caráter preventivo. Até o momento, não há acordos de colaboração premiada firmados no caso. Em comunicado ao mercado, o BRB reconheceu a incerteza sobre a existência e o montante de valores que possam vir a ser recuperados, mas afirmou ter adotado a medida para resguardar seus direitos.

Na ação, o banco pede que o STF determine a reserva e vinculação de bens, ativos e fluxos financeiros que venham a ser identificados ao longo das investigações, incluindo recursos eventualmente obtidos por meio de delações. O argumento se baseia na legislação sobre colaboração premiada e no Código Penal, destacando que valores recuperados devem priorizar a indenização das vítimas.

Atraso na divulgação do balanço

O movimento no STF ocorre em meio a dificuldades internas enfrentadas pelo BRB. Na noite de terça-feira (31), o banco informou que não cumpriria o prazo legal para divulgação do balanço consolidado de 2025. Pela legislação brasileira, instituições financeiras devem publicar suas demonstrações até o fim de março, o que não ocorreu.

Em nota aos acionistas, o banco atribuiu o atraso à necessidade de concluir uma auditoria forense relacionada à operação “Compliance Zero” e de avaliar seus impactos em conjunto com o auditor independente.

O presidente da instituição, Nelson de Souza, afirmou que a divulgação antecipada dos resultados poderia comprometer a precisão dos dados e a identificação de eventuais responsáveis pelos prejuízos. Segundo ele, a situação já foi comunicada ao Banco Central do Brasil.

Ainda de acordo com o executivo, o Conselho de Administração do banco deve convocar uma assembleia geral para o dia 22 de abril, com edital previsto para ser publicado na sexta-feira (3).

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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