O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), defendeu nesta segunda-feira (23) a criação de uma rede nacional de magistrados com dedicação especializada ao enfrentamento do crime organizado.
A proposta, que poderia ser implementada por meio de ato normativo, foi apresentada na abertura do Encontro Nacional sobre os Desafios do Poder Judiciário ante o Crime Organizado, realizado na sede do CNJ.
Em seu discurso, Fachin destacou a complexidade crescente dos processos que envolvem organizações criminosas, marcados pelo grande número de réus, estruturas hierárquicas sofisticadas, uso de tecnologias digitais e criptoativos para lavagem de dinheiro, além de intimidação de testemunhas e corrupção de agentes públicos.
Diante desse cenário, o ministro argumentou que uma rede integrada de juízes especializados, conectados entre si em todo o país, seria um passo essencial para dar respostas mais eficazes à criminalidade organizada.
Para Fachin, o tema não pode ser tratado como uma pauta conjuntural. “O Estado precisa agir, o Estado precisa reagir, e o Poder Judiciário deve ser um dos protagonistas dessa ação”, afirmou.
Segundo ele, o enfrentamento às organizações criminosas deve ser elevado à condição de questão de Estado no Brasil, com o Judiciário assumindo papel central nessa agenda.
O ministro também reforçou que a segurança pública é um direito fundamental dos cidadãos e que o Judiciário carrega parcela relevante da responsabilidade de garanti-lo.
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Fábio de Oliveira Ribeiro
23 de março de 2026 6:22 pmOk. Quem vai combater a organização criminosa dos juízes que tungaram bilhões de reais dos cofres públicos usando artimanhas para furar o teto constitucional? Os penduricalhos foram suspensos, mas eles não devolveram o que foi recebido indevidamente. Crime é crime, seja ele cometido por um vagabundo do PCC seja ele um vagabundo togado.