Após a conclusão do júri popular que condenou os responsáveis pela morte de Marielle Franco nesta quinta, a Organização das Nações Unidas reforçou a necessidade de se identificar e punir os mandantes do crime e de indenizar os familiares.
“Precisamos garantir que todos os envolvidos nesse crime sejam responsabilizados, e que as famílias das vítimas recebam uma indenização”, afirmou o Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos, conforme noticiado pelo jornalista Jamil Chade no UOL.
Marielle tornou-se símbolo internacional de ativismo por direitos humanos, com a ONU e governos estrangeiros cobrando respostas do Brasil desde o governo Jair Bolsonaro.
Vale lembrar que em 2019, a então ministra dos Direitos Humanos, Damares Alves, manteve silêncio sobre as pressões internacionais durante visita à ONU.
Já em 2022, após a derrota de Bolsonaro, o relator da ONU Clément Nyaletsossi Voule reiterou que o governo Lula deveria assegurar que a impunidade não prevalecesse no caso do assassinato de Marielle.
Início da justiça por Marielle e Anderson
Nesta quinta-feira, após dois dias de julgamento, os ex-policiais Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz foram finalmente condenados. Lessa cumprirá 78 anos e nove meses de prisão, enquanto Élcio terá uma pena de 59 anos e oito meses.
Ambos foram condenados por duplo homicídio triplamente qualificado e tentativa de homicídio contra Fernanda Chaves, assessora de Marielle que sobreviveu ao atentado. A Justiça também determinou o pagamento de indenização aos familiares das vítimas.
“A justiça chega mesmo para aqueles que como os acusados acham que jamais vão ser atingidos pela justiça”, reconheceu a juíza Lucia Glioche ao ler a sentença.
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