A Polícia Federal prendeu na manhã desta quinta-feira (17) 8 pessoas que participaram dos ataques golpistas ocorridos em 8 de janeiro. A intitulada “Festa da Selma”, foi organizada para convidar e organizar transporte para as invasões.
As prisões são parte da 14ª fase da operação “Lesa Pátria”. A PF solicitou os pedidos de prisão, busca e apreensão, que foram atendidos pelo Ministro Alexandre de Moraes.
As medidas são cumpridas na Bahia, Goiás, Paraíba, Paraná, Santa Catarina e no Distrito Federal.
Quem são os envolvidos
A cantora gospel Fernanda Ôliver, que ficou conhecida como ‘a musa das manifestações bolsonaristas’, gravou várias lives durante a invasão ao Congresso. Ela, que chegou a gravar o “hino das manifestações”, acabou se aproximando de vários pastores e alinhando a agenda ao longo do ano.

Outro alvo da operação, preso na manhã desta quinta, é o pastor evangélico Dirlei Paiz. Ele também usou suas redes sociais para incitar os ataques do 8/1. Em sua conta no Instagram, ele aparece em fotos ao lado de Jair Renan, filho mais novo do ex-presidente e com placas pedindo “intervenção federal”.

Outro preso é Rodrigo Lima, que se apresenta em redes sociais como “político, gestor público, cientista político, professor, palestrante e escritor”. Ele aparece em postagens ao lado de Jair Bolsonaro (PL) e criticando a CPI do 8 de janeiro. Ele foi preso na Paraíba.
Fases da operação
De acordo com a PF, a operação visa quatro frentes de operação depois do 8 de janeiro.
Primeiro, pretende identificar os mentores, autores intelectuais. A polícia acredita que dessa forma, podem chegar a Bolsonaro. Outra frente é identificar os financiadores e responsáveis pela logística do acampamento criminoso.
O terceiro foco da investigação são os vândalos, que invadiram e depredaram patrimônio público, e a quarta linha de investigação avança sobre autoridades que foram omissas durante da depredação.
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