10 de junho de 2026

Polícia Federal apura campanha contra o Banco Central no caso Master

Apuração mira campanha coordenada para deslegitimar liquidação do Banco Master após fraude bilionária
Reprodução Portal Gov

▸ Polícia Federal investiga se influenciadores foram contratados para atacar o Banco Central após liquidação do Banco Master.

▸ Vereador Rony Gabriel e influenciadora Juliana Moreira relataram propostas para criar narrativa contra o BC.

▸ Febraban e outras entidades do sistema financeiro monitoram possível campanha coordenada contra o Banco Central.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A Polícia Federal abriu uma apuração preliminar para identificar se influenciadores digitais foram contratados para conduzir uma ofensiva coordenada contra o Banco Central (BC) e seus diretores. O objetivo seria questionar a legitimidade da liquidação extrajudicial do Banco Master, determinada pela autoridade monetária em 18 de novembro de 2025, após a descoberta de um esquema de fraude estimado em R$ 12 bilhões.

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O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, confirmou ao Metrópoles que a corporação trabalha na elaboração de uma Informação de Polícia Judiciária (IPJ), etapa técnica que pode fundamentar a abertura de inquérito formal.

Estratégia de influência

A suspeita ganhou força após dois influenciadores de direita, com grande alcance nas redes sociais, relatarem abordagens semelhantes por agências de marketing digital.

O vereador Rony Gabriel (PL-RS), que soma mais de 1,4 milhão de seguidores, afirmou ter sido procurado em dezembro para executar um suposto trabalho de “gerenciamento de reputação e gestão de crise para um grande executivo“.

Segundo ele, o contato partiu da agência UNLTD Brasil e incluía menção explícita a uma “disputa política contra o sistema“. Rony afirmou que a proposta, embora milionária, tinha como finalidade distorcer os fatos.

Para mim, a proposta era para criar uma narrativa de que o Master é uma vítima do Banco Central e dizer que a liquidação foi feita de forma muito rápida. Se ninguém abrisse a boca, a investigação não iria avançar”, disse à CNN.

A jornalista e influenciadora Juliana Moreira Leite relatou ter recebido proposta semelhante da agência Portal Group BR. O objetivo seria disseminar conteúdos que sugerissem uma suposta “precipitação” do BC.

Operação estruturada

Os relatos indicam uma ação organizada e profissionalizada. Um dos documentos apresentados à investigação, denominado “Projeto DV”, iniciais que fariam referência ao proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, contém cláusula de confidencialidade prevendo multa de R$ 800 mil em caso de vazamento de informações sobre o contrato.

As agências citadas negam irregularidades. A UNLTD Brasil afirma não possuir contrato com o Banco Master. Já a Portal Group BR declara atuar apenas na indicação de influenciadores para outras agências e assegura que nenhum de seus agenciados mantém vínculo com o escopo mencionado na denúncia.

Alerta no sistema financeiro

O movimento também acendeu alertas no setor bancário. No fim de dezembro, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) detectou um “volume atípico” de menções negativas nas redes sociais após divulgar nota em defesa da autonomia técnica do Banco Central.

A Febraban está analisando se as postagens identificadas naquele período caracterizariam ou não eventual ataque coordenado à entidade, sendo que já se observou nos últimos dias uma redução significativa daquele volume atípico“, informou a federação.

O monitoramento foi corroborado por outras entidades do sistema financeiro, como a ABBC e a Zetta, que assinaram manifesto público de apoio ao BC.

Até o momento, nem o Banco Master nem o Banco Central se manifestaram oficialmente sobre a apuração da Polícia Federal.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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