10 de outubro de 2026

Polícia Federal apura campanha contra o Banco Central no caso Master

Apuração mira campanha coordenada para deslegitimar liquidação do Banco Master após fraude bilionária
Reprodução Portal Gov

▸ Polícia Federal investiga se influenciadores foram contratados para atacar o Banco Central após liquidação do Banco Master.

▸ Vereador Rony Gabriel e influenciadora Juliana Moreira relataram propostas para criar narrativa contra o BC.

▸ Febraban e outras entidades do sistema financeiro monitoram possível campanha coordenada contra o Banco Central.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A Polícia Federal abriu uma apuração preliminar para identificar se influenciadores digitais foram contratados para conduzir uma ofensiva coordenada contra o Banco Central (BC) e seus diretores. O objetivo seria questionar a legitimidade da liquidação extrajudicial do Banco Master, determinada pela autoridade monetária em 18 de novembro de 2025, após a descoberta de um esquema de fraude estimado em R$ 12 bilhões.

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O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, confirmou ao Metrópoles que a corporação trabalha na elaboração de uma Informação de Polícia Judiciária (IPJ), etapa técnica que pode fundamentar a abertura de inquérito formal.

Estratégia de influência

A suspeita ganhou força após dois influenciadores de direita, com grande alcance nas redes sociais, relatarem abordagens semelhantes por agências de marketing digital.

O vereador Rony Gabriel (PL-RS), que soma mais de 1,4 milhão de seguidores, afirmou ter sido procurado em dezembro para executar um suposto trabalho de “gerenciamento de reputação e gestão de crise para um grande executivo“.

Segundo ele, o contato partiu da agência UNLTD Brasil e incluía menção explícita a uma “disputa política contra o sistema“. Rony afirmou que a proposta, embora milionária, tinha como finalidade distorcer os fatos.

“Para mim, a proposta era para criar uma narrativa de que o Master é uma vítima do Banco Central e dizer que a liquidação foi feita de forma muito rápida. Se ninguém abrisse a boca, a investigação não iria avançar”, disse à CNN.

A jornalista e influenciadora Juliana Moreira Leite relatou ter recebido proposta semelhante da agência Portal Group BR. O objetivo seria disseminar conteúdos que sugerissem uma suposta “precipitação” do BC.

Operação estruturada

Os relatos indicam uma ação organizada e profissionalizada. Um dos documentos apresentados à investigação, denominado “Projeto DV”, iniciais que fariam referência ao proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, contém cláusula de confidencialidade prevendo multa de R$ 800 mil em caso de vazamento de informações sobre o contrato.

As agências citadas negam irregularidades. A UNLTD Brasil afirma não possuir contrato com o Banco Master. Já a Portal Group BR declara atuar apenas na indicação de influenciadores para outras agências e assegura que nenhum de seus agenciados mantém vínculo com o escopo mencionado na denúncia.

Alerta no sistema financeiro

O movimento também acendeu alertas no setor bancário. No fim de dezembro, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) detectou um “volume atípico” de menções negativas nas redes sociais após divulgar nota em defesa da autonomia técnica do Banco Central.

“A Febraban está analisando se as postagens identificadas naquele período caracterizariam ou não eventual ataque coordenado à entidade, sendo que já se observou nos últimos dias uma redução significativa daquele volume atípico“, informou a federação.

O monitoramento foi corroborado por outras entidades do sistema financeiro, como a ABBC e a Zetta, que assinaram manifesto público de apoio ao BC.

Até o momento, nem o Banco Master nem o Banco Central se manifestaram oficialmente sobre a apuração da Polícia Federal.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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