23 de junho de 2026

Polícia Federal indicia Silvinei Vasques e Anderson Torres

Ex-ministro do governo Bolsonaro e ex-diretor da PRF são acusados de impedir deslocamento de eleitores da região Nordeste em 2022
O ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques. Foto:Isaac Amorim/MJSP

A Polícia Federal indiciou o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, ambos atuantes no governo Jair Bolsonaro, por interferência no deslocamento de eleitores na região Nordeste nas eleições 2022.

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Além de Vasques e de Torres, outros quatro policiais federais cedidos ao Ministério da Justiça também foram indiciados:  Alfredo de Souza Lima Coelho Carrijo, Fernando de Sousa Oliveira, Leo Garrido de Salles Meira e Marília Ferreira de Alencar.

Segundo a PF, existem indicativos de que os indiciados trabalharam para impedir o deslocamento dos eleitores. As autoridades também pediram mais tempo para o Supremo Tribunal Federal (STF) para fazer interrogatórios e apresentar o relatório final.

Em reunião sigilosa, Vasques teria dito que havia chegado a hora da PRF tomar lado na disputa, uma vez que um segundo mandato de Bolsonaro traria benefícios à corporação. Ele, então, pediu o engajamento dos presentes nas operações de 30 de outubro, especialmente no Nordeste. 

Segundo três policiais que estiveram no tal encontro, o plano que tinha o objetivo de dificultar o trânsito de eleitores nos redutos favoráveis ao então candidato Lula (PT). As ordens foram repassadas pelo então diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, a todos os superintendentes presentes na reunião. 

No dia 30 de novembro de 2022, a Polícia Rodoviária Federal levantou diversas barricadas pelas estradas da região Nordeste para impedir que os eleitores chegassem às urnas para a votação no segundo turno das eleições presidenciais.

Como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Alexandre de Moraes proibiu a atuação da PRF e da Polícia Federal em favor da candidatura de Bolsonaro, e as ações só foram interrompidas por conta da ameaça de prisão feita por Moraes.

Vale lembrar que Vasques chegou a ser detido em agosto de 2023 pela acusação de interferência nas eleições 2022.

Com informações do G1

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    19 de agosto de 2024 7:24 am

    Se fosse na Venezuela, a nossa imprensa livre de isenção, faria uma campanha alardeando a perseguição de Maduro contra seus adversários políticos. Por enquanto, estão poupando Lula se tais acusações, por quanto tempo não sabemos.

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