24 de junho de 2026

TCE-RJ rejeita contas de 2025 do ex-governador Cláudio Castro e cita perdas com Banco Master

Um conselheiro colocou sob suspeita operações que, somadas, chegam a R$ 5,01 bilhões, distribuídas entre Banco Master, Mirae Asset e Banco Genial
Antonio Cruz - Agência Brasil

TCE-RJ rejeita contas de Cláudio Castro de 2025 por irregularidades em R$ 5,01 bi em investimentos financeiros do estado.
Investimentos suspeitos envolvem Banco Master, Mirae Asset e Banco Genial, com ligações a investigações da Polícia Federal.
Relatório vai à Alerj; rejeição pode gerar nova inelegibilidade para Castro, já condenado por abuso de poder em 2022.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Editado em 02/06/2026, às 18h35, para inclusão de nota da Mirae Asset Brasil

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Editado em 02/06/2026, às 8h33, para inclusão de nota do Banco Genial

O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) rejeitou, por três votos a um, as contas do ex-governador Cláudio Castro (PL) referentes ao exercício de 2025. O parecer segue agora para a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), que tem a palavra final sobre a aprovação ou rejeição, e que, até o momento, ainda não votou sequer as contas de 2024.

A sessão foi retomada nesta segunda-feira (1º), quatro dias após ser suspensa por pedido de vista do conselheiro Christiano Lacerda. Na sessão anterior, o relator Rodrigo Melo Nascimento havia votado pela aprovação com ressalvas. O conselheiro José Gomes Graciosa divergiu e apresentou voto pela rejeição, apontando irregularidades em investimentos financeiros realizados pelo estado, posição que acabou prevalecendo, acompanhada também pelos conselheiros Marcelo Verdini Maia e Christiano Lacerda.

O conselheiro Thiago Pampolha participou da sessão, mas ficou impedido de votar por ter exercido o cargo de vice-governador na gestão Castro.

Graciosa colocou sob suspeita operações que, somadas, chegam a R$ 5,01 bilhões, distribuídas entre três instituições financeiras:

  • R$ 903 milhões no Banco Master;
  • R$ 2,06 bilhões na Mirae Asset;
  • R$ 1,7 bilhão no Banco Genial.

No caso do Master, a Polícia Federal aponta que os investimentos do governo do Rio, via Rioprevidência, chegaram a R$ 3,7 bilhões. A instituição foi liquidada no fim de 2025 e seu controlador, Daniel Vorcaro, está preso.

Segundo o conselheiro, a auditoria identificou uma superavaliação de R$ 1,13 bilhão no ativo circulante do Rioprevidência, decorrente da ausência de provisão para perdas relacionadas a esses investimentos.

A Mirae Asset, conglomerado sul-coreano, aparece em investigações da Polícia Federal sobre supostos irregularidades em investimentos da Amazonprev, fundo previdenciário do Amazonas. Já o Banco Genial foi alvo de bloqueio de R$ 176 milhões determinado pela Secretaria da Fazenda de São Paulo em ação envolvendo empresas investigadas por suposta ligação com o PCC.

Graciosa pediu ainda a realização de auditorias para apurar possíveis irregularidades na Refit (antiga Refinaria de Manguinhos) e nos benefícios fiscais concedidos pelo governo estadual.

Possível nova inelegibilidade

O TCE tem até quarta-feira (3) para encaminhar o relatório à Alerj, que ainda não tem prazo definido para apreciá-lo. Se os deputados rejeitarem as contas, Castro pode acumular mais um impedimento eleitoral.

Em março, o ex-governador já havia sido condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, ficando inelegível por oito anos.

O que dizem os envolvidos

Em nota, Castro afirmou lamentar o parecer e destacou que a decisão contraria manifestações anteriores do corpo técnico do tribunal e do Ministério Público de Contas, que haviam se pronunciado favoravelmente. O ex-governador defendeu que todas as operações do Rioprevidência seguiram normas técnicas e de governança, e que, diante dos questionamentos, o próprio governo tomou medidas de controle, incluindo o afastamento da presidência da autarquia.

O governo do Estado informou que realiza auditoria ampla na gestão das secretarias e entidades da administração anterior, com o objetivo de garantir o uso adequado dos recursos públicos.

A Mirae Asset esclareceu que prestou apenas serviços de custódia ao Rioprevidência, sem intermediação na compra e venda de ativos, e que cumpre todas as normas dos reguladores brasileiros. O Banco Genial, por sua vez, afirmou que suas operações com o fundo seguiram integralmente as normas técnicas e de compliance, descrevendo as transações como serviços regulares de custódia e aplicações com rentabilidade positiva e liquidez total.

NOTA DO BANCO GENIAL

As operações do Banco Genial com a Rioprevidência seguem todas as normas técnicas e de compliance, dentro da mais absoluta legalidade, sendo que o Banco Genial é uma instituição financeira devidamente credenciada junto ao fundo. 

Em relação à menção à instituição durante o julgamento das contas do Governo do Estado do Rio de Janeiro pelo TCE-RJ, o Banco Genial esclarece que os valores citados referem-se a operações realizadas pelo Rioprevidência no âmbito de serviços financeiros regularmente prestados pela instituição. Entre essas operações estão serviços de custódia de ativos financeiros e operações de aplicação e resgate de investimentos. 

O Banco Genial possui mais de 15 anos de atuação no mercado financeiro, com trajetória de crescimento consistente, tendo alcançado mais de 3 milhões de clientes e mais de R$ 280 bilhões em ativos sob custódia, pautando sua atuação pelos mais elevados padrões de governança, controles internos e estrita observância das exigências regulatórias aplicáveis às instituições financeiras.

O Banco Genial reafirma seu compromisso com a transparência, integridade e cumprimento das obrigações regulatórias.

NOTA DA MIRAE ASSET

A Mirae Asset Brasil informa que é uma das corretoras de valores habilitadas, conforme Credenciamento realizado pelo Rio Previdência, para prestar serviços de custódia de valores mobiliários, e que não participou da intermediação –compra e venda— desses ativos. 

Esclarece ainda que cumpriu a solicitação, feita pela Gerência de Operações e Investimentos do Rio Previdência, para que ativos que estavam custodiados em outra corretora fossem transferidos para a custódia da Mirae Asset.

Importante destacar que, assim como dos demais clientes para os quais são prestados esse serviço, não houve a cobrança de taxa de custódia do Rioprevidência.

Aproveitamos para reiterar que a corretora segue todas as normas dos reguladores brasileiros, CVM e Bacen, e rígidos controles internos de compliance. 

*Com informações do g1.

Matéria atualizada em 2 de junho, para inclusão do posicionamento da Mirae Asset.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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