5 de junho de 2026

Advogados pedem liberdade de João Santana ao juiz Sérgio Moro

Da Agência Brasil

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Os advogados do publicitário João Santana e de sua mulher, Mônica Moura, enviaram hoje (2) um novo pedido pela liberdade do casal ao juiz federal Sérgio Moro. Ambos tiveram a prisão preventiva decretada pelo juiz na semana passada, durante a 23ª fase da Operação Lava Jato.

Após a detenção, o casal prestou depoimento em Curitiba, na sede da Superintendência da Polícia Federal (PF) no Paraná. A defesa já havia pedido a revogação das prisões logo após os depoimentos prestados na semana passada.

Na sexta-feira (26), o juiz Moro prorrogou a prisão de Santana e de Mônica por cinco dias, atendendo a pedido da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Segundo a PF, há indícios de que o publicitário João Santana recebeu R$ 4 milhões da empreiteira Odebrecht no Brasil e os documentos apreendidos contradizem a versão apresentada pelo casal nos depoimentos. A suspeita é que o dinheiro tenha origem no esquema de desvios na Petrobras.

Na decisão, Moro disse que João Santana e Mônica Moura não explicaram, nos depoimentos na Polícia Federal, os motivos pelos quais a Odebrecht teria feito pagamentos a eles pela participação em campanhas eleitorais na Venezuela e em Angola.

Argumentos da defesa

No pedido enviado hoje, os advogados Fábio Tofic e Débora Gonçalves argumentam que os dois publicitários estavam colaborando com as autoridades e se apresentaram, mesmo estando no exterior, tão logo souberam da ordem de prisão. “Se esta prisão se presta mesmo ao fim que se admite, então ela não tem mais razão de ser, pois tudo indica que terão muito mais condições de colaborar em liberdade do que se mantidos no cárcere, sem a possibilidade de acesso a documentos, informações, extratos bancários e dados contábeis”, destaca o documento enviado ao magistrado.

Os defensores alegam ainda que não existem provas de que o publicitário e a esposa tenham praticado os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Santana diz que recebeu dinheiro no exterior como pagamento de campanhas eleitorais feitas na Venezuela e Angola. No pedido, os advogados acrescentam, no entanto, que ainda que seja confirmada a acusação de que o dinheiro recebido foi para quitar dívidas relacionadas às eleições brasileiras de 2014, é preciso provar que ambos sabiam que os recursos tinham origem ilícita.

Em defesa do casal, os advogados argumentam ainda que Santana e Mônica “são empresários de renome do marketing político brasileiro e internacional e que, se cometeram algum pecado, foi o de receber recursos lícitos, fruto de trabalho honesto, em conta não declarada no exterior, crime que, nem mesmo neste egrégio Juízo, costuma sujeitar o réu ao cumprimento de prisão antecipada”.

 

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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9 Comentários
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  1. Maria Luisa

    2 de março de 2016 8:21 pm

    Guantânamo à Moro

    De João Santana, de José Dirceu, de tanta gente presa INULTILMENTE!

    1. Cafezá

      2 de março de 2016 9:38 pm

      Eu não diria “inultilmente”

      Eu não diria “inultilmente” porque, para moro em conluio com a globo e a oposição golpista, as prisões tem um conteúdo político, o de criminalizar Lula, Dilma e o PT perante a sociedade, mesmo que não surja nenhuma prova para tanto. No caso de João Santana e Mônica já ficou evidenciado que são inocentes. Se não forem soltos, mais uma grave injustiça, no rol de tantas, estará sendo cometida.

  2. CB

    2 de março de 2016 8:57 pm

    Ainda falta muito para o mês

    Ainda falta muito para o mês de outubro…

  3. Jose mestre Carpina

    2 de março de 2016 9:47 pm

    Cadê o Juiz Garantista, nesta hora?

    o tal do Gilmau Dantas !!

  4. Andre Araujo

    2 de março de 2016 10:23 pm

    Soltar esse filão de

    Soltar esse filão de diamante?  Não acredito.

  5. Schell

    2 de março de 2016 10:36 pm

    É isso aí: não há a menor

    É isso aí: não há a menor razão para a manutenção dessas prisões espúrias perante a lei, mas, esses que se dizem árbitros públicos, estão eivados de arbitrariedades, pior, o que o (des)moro(nado) faz, seu “agente” no tribunal da 4a., sem ao menos ler o que quer que seja, ratifica. Fica difícil, depois do “golpe” ilegal dado pelo inapropriado stf (em minúsculas) que, sem pejo – ou, como disse o passarinhos: às favas os escrúpulos; aliás, há alguma diferença entre os procedimentos de curitiba e os atos institucionais? Só mudou o endereço: dos quarteis para os foruns e tribunais (de exceção). Outro exemplo, qual a razão para manterem presos o Zé Dirceu e o Marcelo? Nadica de nada, a não ser o medo ou a prepotência dos algozes. Haja saco.

  6. V. Lara

    2 de março de 2016 10:57 pm

    Solicitar trivialidades
    Solicitar trivialidades jurídicas torna-se um esforço hercúleo quando o juiz Moro está envolvido. Podem ser os melhores advogados do Brasil, mas contra o Moro é como dar murro em ponta de faca

  7. Gilson AS

    2 de março de 2016 11:33 pm

    O Moro vai bater o pé, fazer

    O Moro vai bater o pé, fazer beicinho e dizer: não libero ! não libero ! não libero !

  8. Mauricio Salles

    3 de março de 2016 1:49 am

    Honorarios

    O Moro está interferindo nas tabelas de preços de serviços advocatícios. Com o implacável juiz curitibano tanto faz advogado caro como barateiro.

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