20 de junho de 2026

Alexandre de Moraes e sua família são agredidos por brasileiros em aeroporto de Roma

Ministro do STF foi chamado de "bandido, comunista e comprado" e seu filho foi agredido fisicamente
O ministro Alexandre de Moraes
Foto: Agência Brasil

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes (STF), e sua família foram atacados por um grupo de brasileiros no aeroporto internacional de Roma, nesta sexta-feira (14). A informação é de Malu Gaspar, no O Globo.

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Além de serem hostilizados, há relatos que o filho do decano foi agredido fisicamente. Segundo a reportagem, a Polícia Federal (PF) já identificou os três agressores.

O ministro da Justiça, Flávio Dino, se manifestou sobre a violência. “Até quando essa gente extremista vai agredir agentes públicos, em locais públicos, mesmo quando acompanhados de suas famílias ? Comportamento criminoso de quem acha que pode fazer qualquer coisa por ter dinheiro no bolso. Querem ser “elite” mas não tem a educação mais elementar“, escreveu em publicação no Twitter.

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O caso

Morae estava com a sua família no aeroporto da capital italiana, quando voltava de uma palestra que ministrou na Universidade de Siena. 

Na ocasião, ele foi xingado de “bandido, comunista e comprado” por uma mulher identificada como Andreia. 

Posteriormente, um homem identificado como Roberto Mantovani Filho teria agredido fisicamente o filho do magistrado. 

Outro homem, Alex Zanatta, prosseguiu com os xingamentos ao lado de Roberto e Andreia.

Justiça 

A PF identificou todos os agressores, que desembarcaram na manhã deste sábado no aeroporto internacional de Guarulhos. 

Eles responderão em liberdade por crimes contra honra e ameaça. Vale ressaltar que, apesar do caso ter ocorrido no exterior, os criminosos podem ser responsabilizados no Brasil. 

De acordo com a reportagem, o ministro da Justiça, Flávio Dino, conversou com Moraes após o episódio e colocou a PF à disposição para investigar o caso.

A Suprema Corte, por sua vez, ainda não se manifestou.

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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5 Comentários
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  1. José de Almeida Bispo

    15 de julho de 2023 8:10 pm

    Cadeia dura neles! E tira também um dinheirinho. Por pouco que dê pra tirar, vai deixá-los mansinhos, mansinhos, pro resto da vida. E se forem endinheirados… aí é que é bom.

  2. AMBAR

    15 de julho de 2023 8:57 pm

    Tem bolsonarento que não consegue passar um dia sem dar vexame. Depois reclama que foi “injustiçado”.

  3. Paulo Dantas

    16 de julho de 2023 10:20 am

    A lei permite reponsabilisar por ato cometido fora do país ?

  4. ed.

    16 de julho de 2023 10:24 am

    “Responderão em liberdade”… E houve (pesada) fiança? Desde pelo menos a infame e histórica “pela memória do Coronel C.A.B. Ulstra, o terror …” que esse pessoal confunde liberdade de expressão com agressão, incitação e celebração de crimes e que tais. Enquanto não entenderem que não há liberdade absoluta, como para cultivar a violência, pedofilia, roubo, furto, injúria, calúnia, difamação, sequestro, estupro, assassinato, tortura, enfim, não é “livre”, eles terão que sofrer consequências cada vez mais duras, quanto mais esta estúpida crença e atitude retro-civilizatória se dissemina entre este grupo que nos levou ao pior e mais inacreditável governo eleito da nossa história, assim como em outros países como na “America First” do dissimuladamente tarado pela própria filha… Que guardem suas incivilizadas crenças e sentimentos aprisionadas dentro de suas obscuras almas!

  5. Milton

    17 de julho de 2023 9:01 am

    Se colhe o que se planta. Moises Mendes lembra do episódio “tios do zap”: pegos com a boca no golpe nada aconteceu. Hoje ofensas aos ministros se tornou corriqueira. De outro lado Lenio Streck corretamente lembra que tratamos de uma tentativa de golpe de estado e não num roubo de supermercado ( aqui uma discordância: se fosse roubo de supermercado o pobre, possivelmente um negro, seria espancado e preso “aos costumes” e, se azarado, seu processo passaria por várias instâncias, com ou sem festeiros de cuecas, até o STF ).
    Os golpistas e baderneiros de 8.janeiro estão por aí livres, leves e soltos, a maioria, os tios, padrinhos, pais e financiadores aguardam tranquilamente o tempo passar.
    Se fossem moradores de um morro qualquer o mau uso das forças policiais já teria “resolvido” o problema com balas perdidas e achadas.

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