O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), tenente-coronel Mauro Cid, prestará um novo depoimento à Polícia Federal (PF), nesta terça-feira (19), em Brasília.
A oitiva ocorre no dia em que militares do grupo conhecido como “Kid Pretos” foram presos pela PF, a partir das investigações sobre um plano denominado “Punhal Verde Amarelo”, que tinha o objetivo de executar o ministro do Supremo Alexandre de Moraes, o presidente Lula (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSDB).
De acordo com o relatório da PF sobre o caso, ao qual o GGN teve acesso, o plano chegou a ser executado mas foi abortado pelos Kids Pretos, apelido dado aos militares que se formam no curso de Operações Especiais do Exército Brasileiro, como parte dos preparativos para tentativa de golpe de Estado, após Bolsonaro perder as eleições presidenciais em 2022.
Detalhes dessa ação foram obtidos pela PF em computadores e celulares apreendidos durante e após a Operação Tempus Veritatis. Mensagens também foram recuperadas no celular de Cid. As novas digitais da atuação do militar nos crimes – que tinham como finalidade o golpe de Estado – podem implicar os benefícios cedidos à ele por meio do acordo de delação.
No último domingo (17), antes mesmo dos novos desdobramentos do caso se tornarem público, o advogado de Cid, Cezar Bittencourt, disse que não havia qualquer preocupação da defesa de que o acordo seja reavaliado. Segundo Bittencourt, é comum que novas informações surjam durante o inquérito e a polícia procure novamente as pessoas que estão sendo investigadas, informou a Agência Brasil.
Reunião na casa de Braga Netto e custos de R$ 100 mil
Conforme relatório da PF, em 12 de novembro de 2022, Cid junto do major Rafael de Oliveira e o tenente-coronel Ferreira Lima se reuniram na residência do General Walter Braga Netto, então ministro da Defesa de Bolsonaro, para discutirem os detalhes do plano.
Dois dias após esse encontro, no dia 14 de novembro de 2022, Oliveira e Cid falaram sobre o assunto tratado na fatídica reunião. O então ajudante de ordens ainda pressionou o major para obter a estimativa de gastos com a ação dos Kids Pretos, que custaria em torno de R$ 100 mil, contanto somente os gastos relacionados a estadia e alimentação dos envolvidos, além de alguns material.
“Além disso, os interlocutores indicam que estariam arregimentando mais pessoas do Rio de Janeiro para apoiar a execução dos atos. Mauro Cid diz: ‘Para trazer um pessoal do rio’. Rafael de Oliveira responde: ‘Pode ser preciso também’. Mauro Cid de forma mais enfática afirma: ‘Vai precisar’”, diz o relatório da PF.
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MARTHA MASSAKO TANIZAKI
19 de novembro de 2024 10:27 pmEm qualquer outro país tentativa de golpe de estado termina em prisão de todos os envolvidos,e a popula6saindo nas ruas para proteger um governo democrático!!! No Brasil infelizmente as coisas estão lentas. Tão lentas que golpistas se encorajam a pedir anistia!!! Parece piada!!! Outra piada foi a nomeação de um ministro da defesa que ao invés de representar o presidente cuida dos interesses das forças armadas que são os principais golpistas!!! Frente as últimas descobertas desse golpe que se mude a conduta
Yvan
20 de novembro de 2024 12:12 pmMenos nos USA onde o golpista de 2020 foi reeleito !