As delações premiadas, por GGN e DCM

Esta reportagem é a primeira da série financiada através de um crowdfunding feito em parceria entre o Jornal GGN e o DCM. Outras virão. Obrigado pelo apoio. Fique ligado.

Exclusivo: Livro de Tacla Duran revela os subterrâneos da delação premiada na Lava Jato

O instituto da delação premiada é recente na história do direito penal brasileiro. E passou a ser utilizado exaustivamente na Operação Lava Jato.

Como deuses ex-machina, procuradores e juiz passaram a ter poder total sobre o futuro dos réus. O poder de fixar penas, de abrandá-las, de impor multas pesadíssimas ou irrisórias, de confiscar dinheiro ou de liberá-los, segundo critérios pessoais, indevassáveis. E contando com o apoio maciço da mídia tradicional.

Em torno do tema corrupção, criou-se uma indústria riquíssima para a advocacia, seja nos trabalhos mais sofisticados de compliance nas empresas ou no trabalho mais tosco de orientar uma delação. Especialmente em uma operação em que um mero diretor da Petrobras tinha acumulado contas de mais de uma centena de milhões de dólares no exterior.

Nesse universo pouco transparente, o vazamento do livro que está sendo escrito por Rodrigo Tacla Duran foi uma bomba. Nele, Duran denunciava uma proposta que lhe teria sido feita por advogado estreitamente ligado ao juiz Sergio Moro.

No primeiro capítulo da série, traremos um resumo do livro de Tacla Duran, com a ressalva de que se trata de uma visão parcial dele, em sua própria defesa.

A formação do mercado de doleiros

Independentemente das revelações sobre a Lava Jato,  livro de Tacla Duran é um ponto de partida para a história da internacionalização do capital brasileiro, o momento em que o mercado paralelo ganha musculatura, sofisticação e passa a gerir parte relevante da poupança dos bilionários brasileiros.

A primeira investida foi nos anos 80, através da Corretora Tieppo, que quebrou por não entender adequadamente sobre os novos mercados especulativos que surgiram na esteira da liberalização cambial global.

No final dos anos 80 já havia um volume considerável de recursos estrangeiros no exterior. Depois do Plano Collor, que acabou com as contas ao portador, a migração foi maior. E se acelerou definitivamente no pós-Real com a disseminação das contas CC5, que permitiam a residentes estrangeiros abrir no país.

A CC5 foi criada no final dos anos 60, durante a ditadura, mas seu propósito inicial era, em tese, nobre. Era para facilitar a vida de estudantes, pesquisadores e funcionários de multinacionais que vinham ao Brasil para morar durante um certo tempo e, em razão disso, não tinha CPF nem outros documentos necessários para abrir conta bancária. A Carta Circular número 5 do Banco Central resolveu esse problema.

Com o tempo, no entanto, laranjas estrangeiros, que nunca moraram efetivamente no país, e offshores passaram a ser usados para movimentar conta bancária. Não eram alcançáveis pelos órgãos de fiscalização no Brasil e, em consequência disso, eram o canal perfeito para escoar dinheiro sujo.

Como se aproxima da Odebrecht

O pai de Tacla Duran tinha uma firma de serviços, que fornecia refeições para os tribunais em São Paulo, especialmente para o Tribunal de Justiça de São Paulo. Depois, entrou para a política sindical do setor, disputando a direção do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares. 

O presidente do sindicato, Nélson de Abreu Pinto, procurado para falar sobre Tacla Duran, disse que o pai dele chegou a fazer parte da diretoria no passado. Ele conheceu os dois, pai e filho, mas não que falar sobre eles. “Como são nomes envolvidos na Lava Jato, melhor não falar nada por enquanto”, disse um dos seus assessores.

Formado em direito, o primeiro emprego de Tacla foi na Federação do Comércio de São Paulo, com Ubirajara Rocha. Depois, trabalhou no Sindicato, com o notório Nelson de Abreu Pinto, um dos mais antigos líderes sindicais patronais do país.

Em 1999 entrou como sócio do escritório Nelson Rui Gonçalves Xavier, irmão do desembargador José Carlos Xavier de Aquino, que tinha muitos clientes do setor de telecomunicações. Aquino é um desembargador roqueiro, popular entre os colegas que, no seu perfil oficial no Facebook, se define como “o desembargador José Carlos Gonçalves Xavier de Aquino que no fim do expediente, quando pendura a toga, se transforma no irreverente Zeca Aquino”.

Tacla montou uma empresa de telemarketing que acabou prestando serviços para a Rock Star Marketing, de Adir Assad, um dos grandes doleiros de São Paulo. E o conheceu pessoalmente em uma corrida de carros em Interlagos, organizado pela Rock Star.

Aí conheceu Luiz Eduardo Rocha Soares, que o aproximou do grupo Odebrecht, pelo que diz, para ajudar o amigo Adir Assad a resolver uma pendência de US$ 10 milhões com a empresa. 

Segundo Tacla, durante algum tempo não se deu conta de que Adir não era simplesmente um homem de negócios: era um dos maiores doleiros da praça. E, àquela altura, fornecedor de dólares para o Departamento de Operações Estruturadas (DOE) da Odebrecht, a fonte central das propinas políticas.

Havia uma pendência entre o DOE, Adir e o corretor carioca Alvaro Novis, da Hoya Corretora, que Tacla foi incumbido de resolver. Logo depois, foi convidado a trabalhar para o DOE. Alvaro Novis é sobrinho de Pedro Novis, presidente da Odebrecht entre 2002 e 2009. Álvaro, da geração seguinte, se notabilizou pelas operações no mercado e por criar cavalos de raça no Jockey Club do Rio de Janeiro. Já Pedro Novis foi do movimento Tropicália na Juventude, e chegou a compor música com Caetano Veloso, Relance.

O DOE era dirigido por Hilberto Mascarenhas Silva, de família tradicional da Bahia, filho de um ex-presidente do Banco do Nordeste. Tinha pouco conhecimento da operação, que ficava sob a responsabilidade de dois executivos, Luis Eduardo Soares e Fernando Migliaccio.

Os doleiros do grupo eram os irmãos Assad, Adir e Samir. E a corretagem era feita por Alvaro Novis, da Hoya Corretora. Cada operação recebia um nome. Havia a Operação Esfiha, com os irmãos Adir e Samir Assad. E havia a Operação Kibe, que era apenas com Samir, que a escondia do irmão. Por sua vez, Samir era sócio de Hilberto em negócios ocultos.

 Nos contatos visando equacionar as dívidas de Adir com a Odebrecht, deu-se conta dos vazamentos que saíam por todos os poros do DOE.

Segundo Tacla, Álvaro escondia US$ 7 milhões em uma cocheira no Jockey Club do Rio de Janeiro, dinheiro que havia recebido da Odebrecht para fazer pagamentos e havia sido desviado.

Hilberto não dominava bem as operações e, segundo Tacla, era constantemente enganado por Soares e Migliaccio. 

Como os problemas de prestação de contas continuaram se avolumando, segundo Tacla, em abril de 2011 ele foi convidado por Fernando Migliaccio a trabalhar com o grupo. 

Depois de conversar com Luiz Eduardo Soares, Migliaccio vinha com o convite para que Tacla fosse trabalhar com a Odebrecht na recuperação de ativos e no monitoramento das relações com os Assad.

A partir daí, Tacla decidiu vender as empresas de telemarketing e se concentrar no escritório de advocacia, que provavelmente já orientava investidores brasileiros pelas sendas dos paraísos fiscais. No livro, Tacla Duran diz que ganhou muito dinheiro com a intermediação de comunicações telefônicas. Ele diz que conhecia muito a Lei das Telecomunicações aprovada durante o governo de Fernando Henrique Cardoso e desenvolveu soluções inteligentes para buscar conexões a baixo custo. Diz que foi bem sucedido nesse mercado, mas deixou uma dívida relativamente alta com a Tele Norte e Leste (a Telemar). Uma pesquisa no Tribunal de Justiça de São Paulo mostra que uma das empresas dele, Econocel, perdeu a ação em que a Telemar cobrava R$ 2 milhões reais por serviços que teriam sido prestados e não foram pagos.

Segundo Tacla, no auge dos trabalhos, em seu escritório em Alphaville trabalhavam 18 pessoas, das quais 7 advogados. Além disso, era sócio de uma firma de advogados em Londres, situada em Woodberry Grove.

Os desvios e a Operação Dragão

Naquele tempo, o dinheiro era transportado em conteiners pela Transportadora Transnacional. Definidos valores e prazos de entrega, era remetido um e-mail para Alvaro Novis, da Hoaya, com cópia para Fernando Migliaccio, com todas as informações.

Seis meses depois da contratação de Tacla, foi montada a Operação Dragão, com o chinês Wu Yu Sheng, na prática visando reduzir as comissões, que eram de 5,5% com os Assad. O china cobrava 4%. A operação foi sugerida por Olívio Rodrigues, do grupo Petrópolis, irmão de Marcelo Rodrigues, especialistas em TI com passagem pelas maiores empresas do país.

Wu utilizava o Meinl Bank Antigua, cuja agência ficava na rua Helena, na Vila Olímpia, na mesma rua do consulado de Antigua e Barbuda, paraíso fiscal do Caribe.  O banco era controlado por Vinicius Borin, Marco Bilinski e Luiz França, raposas velhas do mercado financeiro paulista.

Os três eram egressos do Tradebank, de Adolfo Melo, muito atuante na Bolsa de Valores de São Paulo nos anos 80, operando articulado com Naji Nahas, Mathias Machline e outros. No dia em que decidiu enfrentar Naji, Adolfo acabou se estrepando. Depois, com o Tradebank transformou-se em um dos pioneiros dos esquemas de remessa de capital da praça paulista.

Borin, Blinski e França saíram do Tradebank e foram trabalhar no AOB (Antigua Overseas Bank) estimulados por Migliaccio e Soares. Nesse período começaram os negócios entre a AOB e a Cervejaria Petrópolis. Em pouco tempo o grupo ganhou US$ 75 milhões. Em 2010, a AOB quebrou deixando a Odebrecht com um prejuízo de US$ 15 milhões.

Com a queda da AOB, o grupo se incorporou ao Meinl Bank. Sediada em Antigua, a instituição era uma filial do Meinl Bank, de Viena (Áustria) e estava inativa. 

O Meinl é uma instituição austríaca centenária. Surgiu como uma loja de café em Viena, em 1862. Orgulhava-se de ter entre seus clientes famosos Sigmund Freud.

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No início do século 20 já era uma rede de 1.200 lojas e 63 fábricas. E em 1923 abriu uma cooperativa de crédito. Em 1983, através de uma série de fusões, assumiu o controle do Meinl Bank, com escritórios em sete países.

 É dirigida por Julius Meinl V. Quando Soares e Migliaccio viram a oportunidade de participar da Operação Dragão, Borin, Belinski e França entraram em contato com o Meinl para assumir as operações em Antigua.

Além desse grupo de brasileiros, permaneceram acionistas os austríacos Julius Meinl e Alexander Waldstein.

A estratégia de Wu consistia em ter contas no Meinl Bank e em bancos de Hong Kong. Fazendo as transferências entre os mesmos titulares, burlava-se o controle da OFAC (Oficina de Controle de Ativos Estrangeiros), agência de inteligência financeira do Departamento do Tesouro dos EUA.

Tacla acabou descobrindo que os 4% de Wu eram repartidos entre os diretores do Meinl e Soares e Migliaccio do DOE, sem o conhecimento de Hilberto, o diretor geral. E também por dois britânicos, Timothy Lynn e Nicholas James Barter, através das offshore Host Telecomuniccations, Metex, que também haviam trabalhado com o Tradebank, de Adolfo Melo.

Nos anos 90, por conta das isenções fiscais, Londres tornou-se um paraíso de bilionários brasileiros,

Com a parceria com o DOE, a operação se expandiu. Foram abertas contas de brasileiros, peruanos, dominicanos, venezuelanos e panamenhos.

Mas, antes que a Lava Jato saísse em seu encalço, o esquema já enfrentava dificuldades.

Segundo Tacla, em setembro de 2015 Luiz França viajou para Nuanu para encontrar-se com o embaixador Casroy James. Com ele acertou um pagamento de 3 milhões de euros para o primeiro ministro de Antigua e Barbuda, Gaston Browner, para controlar as informações que seriam remetidas para a Lava Jato, no acordo de cooperação.

No dia seguinte rumou para Madri, encontrando-se com Migliaccio, Luiz Eduardo Soares, Olívio Rodrigues, Borin e Bilinski, todos alojados no Hotel Intercontinental na Avenida Castelana. O grupo decidiu cobrar 12 milhões de euros da Odebrecht, ressarcindo-se dos 3 milhões pagos a Browner e ficando com os 9 milhões restantes.

A operação acabou vazando, levando o primeiro ministro a demitir James e a se comprometer publicamente a devolver os 3 milhões de euros. Mas o sistema bancário de Antigua já tinha sido contaminado levando, em fevereiro de 2017, à intervenção no Meinl Bank.

A rede de bancos

Soares montou a rede de bancos com os quais a Odebrecht operava. E Fernando Migliaccio garantia mimos adicionais, como modelos e e comprimidos para disfunção erétil para os clientes VIP.

Um dos braços de Soares era Vinicius Claret, o Juca Bala, principal doleiro do Uruguaio, patrocinador do clube Peñarol e amigo de Andre Sanguinetti, o Betingo, irmão do ex-presidente Júlio Maria Snagiunetti.

Andre abriu contas para a Odebrecht no BPA (Banca Privada de Andorra), através do qual a Odebrecht pagou por fora para Frank Geyer Abubakir, por ocasião da aquisição da Quattor, do grupo Geyer. Por lá passaram também contas para políticas e autoridades de Angola, Equador, Panamá e Peru.

Por essas contas transitaram pagamentos ao angolano Edson N’Dalo Leite, parente do general Antônio Francia N’Dalo, considerado o general dos generais de Angola; Edwin Martin Luyo Barriento, membro da Comissão de Licitação do Sistema de Transportes de Lima, Peru; Jorhe Villacorta Camanaza, assessor do presidente do Peru Pedro Paulo Kuczynski; o Ministro de Energia do Equador, Alecksey Mosquera, entre outros.

A carta-bomba

Em 14 de março de 2014, houve uma reunião entre Soares e o advogado suíço da Odebrecht, André Amadeo Prospero. O Banco PKB queria uma carta da Odebrecht assumindo ser a beneficiária final da conta 1.1.53’532 da offshore Smith & Nash, cujo controlador era o norte-americano Berry William Herman.

Qualquer americano titular de conta teria a obrigação de informar as autoridades fiscais do Internal Revenue Service (IRS). Se não for cumprida, implica em multa e sanções contra o banco através do FTCA (Foreign Account Tax Compliance Act).

A PKB deu duas opções à Odebrecht: a carta assumindo que a conta era sua ou a retenção de um milhão de dólares para pagar a multa exigida pelo governo.

No dia 17 de março houve reunião do Diretor da PKB Hector Duarte com Luiz Eduardo Soares. Julgou-se que o simples pagamento da multa poderia alertar as autoridades norte-americanas.

O problema é que no formulário A havia sido incluído, sem autorização, o nome da Odebrecht como beneficiária final. Não havia explicações convincentes para tanto. Aparentemente, a PKB praticava evasão fiscal contra os EUA também.

No final do dia, leram no Estadão online reportagem informando sobre a detenção de Paulo Roberto Costa pela Lava Jato. Tacla Duran narra, em detalhes, como os diretores, em princípio, ficaram desesperados. Alguns tomavam calmantes para não pensar no que seria descoberto.

Dez dias depois, Tacla, Luiz Eduardo e Migliaccio encontraram-se para almoçar no restaurante Senzala em São Paulo. Lá, Tacla foi informado que Hilberto Silva havia decidido enviar a carta. Alegou que não pagaria um milhão de dólares de multa. Nem houve tempo para argumentar.

A decisão de Hilberto Silva custou a detenção de Marcelo Odebrecht, 6,5 bilhões de dólares em multa e o colapso da empresa. Talvez a Odebrecht fosse pega de outra forma — já que há um clima na Lava Jato para buscar determinados alvos —, mas a decisão equivocada complicaria a situação da empresa em um prazo  muito curto.

Com os extratos da Odebrecht, apareceram fragmentos de mais de 100 milhões de dólares distribuídos pela Odebrecht para suas filiais, e pelo menos quatro pagamentos a Paulo Roberto Costa na offshore Sagar Holding e no Banco Julius Baer da Suiça.

Havia três offshores e uma conta individual que recebera 28 milhões de dólares, através dos seguintes pagamentos.

  1. Lula da Silva, en Brasil, en 2006.

  2. Mauricio Furies, en El Salvador.

  3. Hugo Chavez y NicoIas Maduro, Venezuela, 2012.

  4. Danilo Medina, Republica Dominicana, em 2012.

  5. José Domingos Arias, Panamá, en 2014.

Consultando os arquivos, Tacla constatou que João Santana e Monica Moura eram, na verdade, os beneficiários finais dessas contas. Mas, para comprovar, teria que quebrar o sigilo bancário, o que lhe foi negado por Hilberto Silva. Silva pediu para levantar dados sobre a campanha de 2010, porque Marcelo Odebrecht pretendia pressionar Dilma Rousseff.

Rapidamente, Tacla entendeu o modelo de negócios do DOE. O casal João Santana e Mônica Moura eram pessoas da Odebrecht, e de nenhum governo em particular.

A Odebrecht procurava governos latino-americanos e oferecia o seguinte pacote: o know how do marketing político, os marqueteiros, o financiamento da campanha e a identificação de obras que tivessem bom impacto eleitoral. Vencidas as eleições, ganhavam em retribuição os contratos para as obras citadas e buscavam o financiamento em bancos de desenvolvimento, como o BNDES e o BIRD.

O fato de já trabalharem com o PT no Brasil facilitava o trabalho com os governos com afinidades ideológicas.

Estoura a Lava Jato

 No dia 12 de março de 2016, Ivan Carratu – dono de uma empresa de consultoria que prestava serviços à Odebrecht e à UTC – chamou Tacla em seu escritório. Lá informou que havia um procurador, Roberson Pozzobon ameaçando Ricardo Pessoa, da UTC, de prendê-lo novamente se não abrisse informações sobre os trabalhos de Tacla. Queria saber o caminho do dinheiro.

Ivan tinha perto dos 60 anos, fora diretor do Banco Nacional na fase final que antecedeu a quebra. Saindo do Nacional, com José Anchieta Carvalho, vice-presidente do Banco BIC, criou a Factoring Francfort Fomento Mercantil e várias empresas de consultoria. Passou a oferecer assessoria financeira e de reestruturação de dívida a várias empresas, entre as quais a UTC e o Grupo Triunfo. 

Na conversa, Ivan sugeriu que contratasse algum advogado de Curitiba para fechar um acordo de colaboração. 

– Eles são do clube de Curitiba, que eles vão trabalhar para você de forma discreta, que isso não termina em nada. Afinal, todos aqui são adultos e você não precisa foder ninguém.

Ivan Carratu forneceu a Tacla uma lista de advogados do Paraná, especialistas em delação premiada e, especialmente, em Lava Jato.  Carla Domenico e Tracy Renaldet, advogados de Ricardo Pessoa e  de Walmir Pinheiro, diretor financeiro da UTC; Rodrigo Castor de Matos, irmão do procurador Diogo Castor; e Antônio Figueiredo Basto. 

Tacla entendeu que a intenção de Ivan era incluí-lo em um acordo para omitir os desvios da UTC praticados por ele e Walmir Pinheiro. E decidiu conversar com seu correspondente em Curitiba, o advogado Carlos Zucolotto Júnior.

No dia 15 de março, por Wick (um aplicativo que destrói as mensagens depois de lidas) Ivan disse que havia estado com Walmir Pinheiro e confirmou a oferta do “grupo de Curitiba” querendo coordenar a delação de Tacla

Ivan era homem de confiança de Ricardo Pessoa, a ponto de ter sido encarregado de administrar a vida financeira de sua amante Monica Santos.

Orientado por Walmir Pinheiro, Pessoa redigiu uma carta a Pozzebon e com acusações contra Tacla.  Afirmara ter entregue dinheiro a Tacla na garagem da UTC.  Mas não apresentara provas, não havia contatos de telefone, correios eletrônicos ou mensagem programando reuniões ou qualquer combinação. As garagens são monitoradas por câmeras. Mesmo assim, não havia nenhum registro.

A intenção dos procuradores era cercar Tacla para conseguir sua delação. Tinham fortes convicções de que Tacla fora o principal organizador das seis camadas de offshores por onde transitava o caixa 2 do DOE.

No dia 22 de março de 2016, Luiz Eduardo Soares, Hilberto e Olívio Rodrigues foram levados a Curitiba pela Polícia Federal, dentro da Operação Xepa.

Análises de e-mails e planilhas pelo MPF revelaram que que 14 executivos de diversos setores da Odebrecht solicitavam o “pagamento paralelo”, que era efetivado pelo DOE.

Com as informações avançando, Tacla decidiu contratar um advogado, Leonardo Pantaleão, para os contatos iniciais com os procuradores. Pretendia uma delação espontânea.

A primeira reunião foi no dia 28 de março de 2016 na sede da Procuradoria, em Curitiba. Participaram da reunião Roberson Pozzobon e Júlio Noronha. Passaram por lá Carlos Fernando dos Santos Lima, Diogo Castor e Deltan Dallagnol.

Enquanto dava declarações, Tacla reparou que os procuradores, durante todo o tempo, buscam informações em sites e trocavam impressões entre si. Tacla percebeu, então, que eles pretendiam incriminá-lo e não obter informações.

– Veio contra história ou confessar crime, indagou Diogo Castor

Até então não sabiam que ele trabalhara no DOE da Odebrecht. Quando informados, passaram a dar mais atenção. A reunião durou duas horas e terminou abruptamente quando Pozzobom interrompeu a conversa o acusando de mentir.

Tacla encerrou a reunião e saiu da sala. Foi direto para o aeroporto.

No avião encontrou Maurício Ferro, vice-presidente da Odebrecht, que o informou do acordo coletivo que estava sendo assinado com a Lava Jato.

Tacla recusou a entrar no bolo. Segundo ele, a Odebrecht teria informado a vários políticos que Tacla havia se convertido em delator. Em função disso, passou a receber ameaças anônimas que foram comunicadas ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos e à Polícia Nacional da Espanha.

Uma semana depois, recebeu um telefonema de Pantaleão informando que os procuradores de Curitiba queriam uma nova reunião. Participaram dela Roberson Pozzobon, Julio Noronha, Sergio Bruno Cabral Fernandes e Marcelo Miller, os dois últimos de Brasília. Queriam saber da Odebrecht e de informações sobre políticos com imunidade parlamentar.

Segundo Tacla, em determinado momento Miller o convidou a participar de uma “ação controlada”. Quando escreveu essa parte, Tacla já sabia das suspeitas que pairavam sobre Miller, de ter atuado na operação controlada que grampeou Michel Temer.

Tacla teria se negado. Foi lhe solicitado então que participasse da reunião com Maurício Ferro e, depois, informasse os procuradores da conversa ocorrida.

Na conversa, Ferro insistiu na proposta de entrar no acordo com a Odebrecht, porque haveria validade global e a Odebrecht pagaria seus honorários por 15 anos.

Tacla teria recusado, segundo ele para não admitir crimes que não cometeu.

Uma semana depois, houve a terceira reunião com os procuradores, agora na Procuradoria do Rio de Janeiro.

Estavam presentes os procuradores Sérgio Bruno e Atayde Ribeiro Costa. Assinaram um acordo de confidencialidade. A reunião durou 10 minutos e o acordo consumiu metade de uma folha A4.

No dia 12 de maio de 2016 Tacla estava na Florida quando recebeu, por e-mail, o modelo de acordo proposto pelos procuradores. Segundo Tacla, era uma proposta indecorosa. Primeiro, deveria criminalizar sua atuação como advogado, deixando de lado as prerrogativas constitucionais. Usaram as declarações da UTC para pressioná-lo a delatar a Odebrecht.

Há um fio tênue separando as atuações do advogado.

Ajudar o cliente a regularizar seus investimentos externos é trabalho de advogado. Montar a rede de lavagem de dinheiro é trabalho de doleiro.

Tacla insistia que seu trabalho foi de consultor, como advogado. Os procuradores tinham certeza de que era trabalho de montagem das seis camadas de offshores por onde transitava o dinheiro do DOE.

A pena seria pequena, de 6 meses de prisão. Mas exigia-se que Tacla devolvesse US$ 15 milhões que recebera da Odebrecht. Todo o jogo se dava em torno desses valores.

Tacla pretendia mostrar que as informações de que dispunha valiam esse preço. Os procuradores insistiam na devolução do dinheiro.

Em conversa com Dallagnol, Tacla explicou que tinha filhos pequenos. Dallagnol ofereceu então prisão domiciliar. Tacla refugou. Dallagnol ameaçava ora com prisão em segunda instancia e com a divisão das ações para impedir a caracterização de crime continuado – que, teoricamente, reduz a pena.

Foi um jogo de blefes e apostas de ambos os lados. A esta altura, segundo Tacla, a fiscalização  da Receita não haviam levantado nada de efetivo contra ele.

A ida para os Estados Unidos

 Tacla desistiu e rumou para os Estados Unidos. Lá, contratou o advogado Victor Cerda para que o assessorasse em uma ida do DHS (Departamento of Homeland Security), ligado ao Departamento de Justiça, criado logo após os atentados às Torres Gêmeas para coordenar todas as ações internacionais contra o terrorismo e as organizações criminosas. Desde o caso Banestado, o DHS havia se tornado o principal interlocutor da Procuradoria Geral da República nos acordos de cooperação e, especialmente, dos procuradores de Curitiba

.Em junho de 2016, Tacla reuniu-se com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Houve sete reuniões, a primeira das quais às 13 horas do dia 20 de junho de 2016.

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A reunião foi coordenada pelo procurador da FCPA (Foreign Corruption Practice Act) David Last, da Divisão Criminal. Participaram agentes do FBI e do Homeland Security, o DHS.

Antes de iniciar a reunião, foram lidos todos seus direitos, garantindo que nada seria gravado nem poderia ser utilizado como evidência contra ele. Entenderam que estava ali, espontaneamente, como colaborador.

Cerda iniciou a reunião dizendo-se surpreso pelo fato do encontro já ter sido noticiado pelo jornal O Estado de S. Paulo, citando nominalmente Tacla Duran. Para surpresa da dupla, Last já tinha uma cópia traduzida da história e do acordo de Borin em Curitiba.

Quando Tacla informou que trabalhara como advogado da Odebrecht, as conversas foram interrompidas, porque poderia contaminar a investigação. Duas pessoas foram incumbidas de avaliar se as revelações poderiam ou não contaminar as investigações.

Na terceira reunião, foi orientado para não dar nenhuma informação do trabalho como advogado que pudesse comprometer a investigação.

Havia preocupação de David Last de não criar atritos com a Lava Jato. Tentou-se avançar, então, em um acordo conjunto com Curitiba. Mas Curitiba dizia não ter nenhum interesse. E não aceitou o convite para enviar procuradores aos Estados Unidos para tratar desse assunto.

Na semana de 10 de novembro, a equipe do procurador David Last esteve no Brasil e ouviu um pedido de Pozzobon e Dallagnol para que o prendessem nos EUA. A resposta teria sido que não fariam isso, depois do que haviam acertado com Tacla.

No mesmo período, Roberson Pozzobon e Júlio Noronha deram entrevista para a imprensa brasileira anunciando pedido de busca e apreensão em documentos no escritório de Tacla em Alphaville e que ele estaria foragido. Também anunciaram o pedido de prisão preventiva e o alerta vermelho para a Interpol.

Na entrevista, esconderam que havia um acordo em andamento com o Departamento de Justiça. 

Nas semanas seguintes, os procuradores apresentaram duas denúncias contra Duran. Segundo Tacla, sem nenhuma evidência de cometimento de crimes, além das declarações de Ricardo Pessoa, da UTC.

Enquanto Pozzobon e Noronha anunciavam à imprensa sua condição de fugitivo, Tacla viajava livremente dos Estados Unidos para a Espanha, com seu passaporte espanhol para atender a uma citação da Receita espanhola. Embarcou em um voo da American Airlines e desceu em Madri sem ser incomodado.

Dois dias depois, o alerta vermelho da Interpol surtiu efeito e Tacla foi detido pela polícia espanhola no lobby do hotel Intercontinental, de Madri.

No dia seguinte, foi conduzido a uma audiência com o juiz Santiago Pedraz. Lá, o procurador espanhol informou que, segundo o tratado de extradição entre Brasil e Espanha, Tacla deveria ficar detido por 80 dias, até que fossem completados todos os trâmites da extradição.

Três semanas depois, foi convocado para uma vídeo conferência com os procuradores espanhóis. Queriam saber se Tacla queria fazer alguma declaração. Informaram que nada estava sendo gravado. Tacla concordou e foi acertada uma conversa pessoal na semana seguinte no centro penitenciário.

Assim como os diretores do presídio, os procuradores espanhóis advertiram que a lei espanhola não prevê acordos de delação como os Estados Unidos ou Brasil. Um dos procuradores esclareceu que “vivemos esse tipo de situação no passado (na ditadura franquista, de 1938-1975) e aqui as delações não são aceitas como meio de prova”.

Após a reunião, seu advogado Emilio Naranjo comentou o caso do juiz Baltasar Garzón, famoso nos anos 1990, que a pretexto de investigar a corrupção começou a grampear advogados e terminou aposentado.

Os excessos do passado levaram a Justiça espanhola a favorecer as investigações, a produção de evidências físicas e o controle de seus membros.

Tacla saiu da prisão e permaneceu na Espanha, enquanto a Lava Jato tenta completar o processo de extradição. Ele responde a processos na Espanha, Estados Unidos, Reino Unido, Singapura e Brasil.

O caso do primeiro amigo

Quando Ivan Carruta indicou uma lista de advogados curitibanos para ajudá-lo na delação, Tacla achou melhor recorrer ao escritório que o representava em Curitiba, o de Carlos Zucolotto Junior. 

Em março e abril de 2016 tratou com Zucolotto. Entre os advogados sócios do escritório, havia Rosângela Maria Wolff de Quadros Moro. Segundo o que escreveu no livro, Tacla não sabia até então quem era Rosângela, nem que estava casada com Moro. 

Ao contatar Zucolotto, em maio de 2016, Tacla estava nos Estados Unidos. E as conversas se davam através do aplicativo Wick, que encripta a conversa e pode ser programado para destruir as mensagens.  

Na conversa, Tacla informou-se do que considerava tentativa de incriminação forçada sua, por parte de Walmir. Ao mesmo tempo, pediu para seu advogado, Leonardo Pantaleão, que levantasse informações a respeito para alimentar Zucolotto.

Segundo Tacla, Zucolotto teria começado uma negociação paralela sem seu conhecimento.

Nas mensagens que preservou das conversas com Zucolotto, ele teria revelado a intenção de receber os honorários por fora e utilizar parte do dinheiro para “pagar as pessoas que nos ajudarão com isso”.

Como Rosângela trabalhava no escritório, Tacla ponderou que seria considerado impedimento para o caso de ser julgado pelo juiz Moro.

Zucolotto teria explicado que a condição era não aparecer na linha de frente. Revelou ter bons contatos com a operação e que poderia tratar do assunto nos bastidores.

Tacla disse-lhe que, em uma das reuniões, os procuradores exigiram o pagamento de multa de 15 milhões de dólares por pagamentos ilegalmente recebidos da Odebrecht. Relatou a conversa que havia tido com Pozzobom. Na conversa, Tacla teria dito que os pagamentos da Odebrecht eram de 12,5 milhões de dólares. A diferença se devia a aplicações financeiras.

– Não vejo nenhuma razão para pagar qualquer multa, muito menos neste valor. Este é o resultado de anos de trabalho.

– Não importa, teria respondido Pozzobon. Recebestes da Odebrecht e este é um dinheiro que você tem e pode resolver seu problema aqui.

Depois de algumas prospecções, Zucolotto teria levado o seguinte diálogo com Tacla:

Carlos Zucollot – Amigo, tem como melhorar esta primeira… Não muito, mais um pouco.

Duran – Não entendi.

Zucolotto – Há uma forma de melhorar esta primeira proposta. Não muito. Está interessado?

Duran – Como seria?

Zucolotto – Meu contato conseguiria que DD entre na negociação.

Duran – Certo. E o que ele pode melhorar?

Zucolotto – Vou insistir para que troque a prisão por prisão domiciliar e reduzir a multa, ok?

Duran – Para quanto?

Zucolotto – A ideia é reduzir a um terço do solicitado. E você pagaria um terço de honorários para resolver.

Duran – Ok. Pago a você os honorários?

Zucolotto – Sim, mas por fora, porque tenho que cuidar das pessoas que ajudaram com isto. Faremos como sempre. A maior parte, você me paga por fora. 

Duran – Ok.

Zucolotto – Lhe enviaremos um modelo com um valor alternativo, caso o valor no exterior esteja bloqueado. E você paga um terço em R$, quando você ver, você vai entender.

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Segundo Tacla, os procuradores Pozzobon e Júlio Noronha enviaram por e-mail um modelo de acordo com as condições alteradas, como informara Zucolotto em suas mensagens. 

Tacla recebeu a proposta no dia 27 de maio de 2016. Deveria estar no Brasil no dia 30 de maio (no livro, ele escreve março, mas deve ser erro de digitação) para assinar o acordo. Sozinho, em sua casa na Flórida, Tacla diz ter desistido, porque não poderia admitir os crimes que não havia cometido. Decidiu não assinar nem voltar para o Brasil.

Pediu ao advogado Pantaleão para representá-lo na reunião de segunda-feira. A partir daí os procuradores encerraram as negociações.

Assim que vazaram as denúncias contra Zucolotto, antes mesmo que ele se pronunciasse, o amigo Sérgio Moro saiu em sua defesa.

Conclusão

Permanece o mistério. As afirmações de Tacla não podem ser levadas ao pé da letra sem a apresentação de provas. No livro, ele afirma ter os registros das conversas travadas com Zucolotto, por Wick.

Zucolotto é um advogado trabalhista e Tacla não tinha atuação destacada nessa área. Ele diz que já tinha contratado Zucolotto no passado para ser correspondente, mas em razão da qualificação técnica dele. Tacla Duran não diz em que situações Zucolotto trabalho, mas parece inverossímil imaginar que Zucolotto tinha apenas o trabalho de extrair cópias de processo, como o juiz Sergio Moro, na defesa do amigo, chegou a declarar.

No fundo, havia um jogo de pôquer entre Tacla e os procuradores, e esse jogo parece se estender agora para o amigo do juiz.

De seu lado, Tacla pretendia que seu trabalho fosse considerado como de advogado. Com isso, preservaria o dinheiro pago pela Odebrecht. Já a Lava Jato tem convicção que ele foi peça central na montagem dos esquemas do DOE.

Há uma ampla discricionariedade na aplicação das penas. O que está em jogo é a relevância das informações do candidato a delator e, na outra ponta, a solidez (ou não) das provas levantadas contra ele.

Tacla supõe que suas informações são valiosas e que as provas contra ele são precárias. Os procuradores acreditam na relevância das informações, têm certeza sobre o papel de Tacla no DOE, mas não teriam evidências maiores, segundo Tacla. Teriam alguma carta debaixo da manga?

É essa discricionariedade que levanta discussões sobre a transparência dos acordos de leniência. E permite incluir um novo componente no jogo: o da possibilidade da venda de facilidades. Especialmente devido aos superpoderes da Lava Jato, depois que a mídia transformou a operação em uma luta do bem contra o mal. Não é uma certeza, mas é uma possibilidade.

Afinal, como lembrou Montesquieu , um dos pais das modernas democracias e do princípio de separação de poderes, os homens não são virtuosos, as instituições é que tem que ser virtuosas. 

Ele definiu bem três formas de governo.

O Republicano é aquele em que o povo, ou parte dele, governa. Por isso, é governador pelo princípio da Virtude. A Monarquia, quando um homem governa segundo suas leis fixas e estabelecidas. O Despotismo, quando há um governo sem leis e sem regras, decidindo tudo com base em seu desejo.

A Lava Jato precisa decidir em que regime se enquadra. Superpoderes já transformaram santos em pecadores. Mas não se sabe de nenhum caso em que pecadores tenham conquistado a santidade.

2017-10-15 13:34:48 -0200

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42 comentários

  1. Moro não resiste a uma

    Moro não resiste a uma simples entrevista com um jornalista de verdade. Ou a juristocracia avança ou ele terá que sair correndo para os braços do Tio Sam. 

  2. Isso é o que se pode chamar
    Isso é o que se pode chamar de jornalismo de fôlego.

    Um Triller. É só estamos no início da Rede de Intrigas e…Moro/Dallagnol, vocês não são os mocinhos.

    Estão mais para vilões.

    • Lembra a extensa rede de delações premiadas defendidas pela advo

      Lembra a extensa rede de delações premiadas defendidas pela advogada Catta Preta no início da Lava Jato. Foram mais de nove delações que advogada participou gerando sérios conflitos entre seus clientes, resultando na desistência das causas  e indo residir nos EUA.

  3. comitê?

    Então mais uma vez se firma como exato o que Marx afirmou: o Estado, no mundo capitalista, não passa de um comitê de negócios da burguesia.

  4. Parabéns ao GGN e ao DCM pelo

    Parabéns ao GGN e ao DCM pelo trabalho. Essa história nem é o que se pode chamar de rocambolesca. É um baita bolo de rolo mesmo. A nós, pobres contribuintes honestos, esses doleiros, empreiteiros e metidos a sabichões lavajatenses dedicam só o nome do restaurante chique: a senzala.

  5. Castelo de cartas no vento
    A história é convincente, mas Tacla precisa apresentar provas, como fez Amaury Ribeiro Junior.

    Os fatos: (1) a cooperação da Lava Jato com os americanos é um crime contra a Segurança Nacional; (2) o primeiro amigo precisa ser investigado; (3) o instituto da delação premiada deve ser revogado no Brasil e todos acordos firmados desde o Banestado anulados, tão logo se encerre o atual Estado de Exceção.

  6. Boa reportagem, comprovando que a munição é grande

    Prezados,

    Não sou jornalista nem profissional das ciências jurídicas. Mas a indignação que sinto ao ver o sistema judiciário agir usando os mesmos expedientes que dizem investigar, ou seja, o das máfias, das organizações criminosas, passei a acompanhar com atenção o  poder de destruição e desmonte de um Projeto de País que a nefasta parceria entre uma mídia criminosa, manipuladora e golpista e um sistema judiciário viciado, eivado de ORCRIMs institucionais, representante e defensor das oligarquias plutocratas, escravocratas, cleptocratas, privatistas e entreguistas é capaz de levar a termo. 

    Com o prececende daquele farsesco, midiático e criminoso  processo e julgamento da AP-470 identifiquie a Fraude a Jato como oque de fato ela é, e sempre foi, desde que foi deflagrada: uma ORCRIM institucional enquistada e encastelada no sistema judiciário brasileiro, a serviço do alto comando internacionla do golpe, que fica nos EUA. O sistema judiciário brasileiro sempre representou e defendeu as oligarquias plutocratas, escravocratas, cleptocratas, privatistas e entreguistas e estas sempre se mostraram submissas aos verdadeiros donos do dinheiro  e do poder, primeiramente situados na Inglaterra, depois nos EUA. A cooptação desse sistema judiciário pelo alto comando golpistas estadunidenses é corolário dessa secular relação de dependêcia, em que as oligarquias locais agiam como feitoras e capatazes dos verdadeiros donos do poder e do dinheiro, antes do outro lado do Atlântico, depois noa norte do continente americano.

    Nunca tive dúvida de que a Fraude a Jato é uma ORCRIM institucional e que a PGR era o alto omando local do golpe. Jamais me iludi com quaquer dos quatro principais núcleos lavajateiros (curitibano-paranaense, fluminense, paulista ou brasiliense). A missão dessa ORCRIM institucional (antes dela a que atuou no processo e julgamento do midiático, farsesco e criminoso processo e julgamenyo da AP-470) sempre foi a de aniquilar a Esquerda Política Brasileira, proscrevendo omaior partido que representa, o PT, usando do sistema judiciário cooptado peloa alto comando internacional do golpe, para criminalizar, encarcerar ou inviabilizar polìticamente qualquer líder político do PT ou da Esquerda que pudese formular um Projeto de Governo País que desse início ao Desenvolvimento Soberano, Inclusivo e não alinhado e submisso aos interesses econômicos e geoploíticos dos EUA.

    Para que toda a trama golpista tivesse sucesso o alto comando se valeu dos mais desqualificados e venais que prestaram concurso público para a PF, para o MPF e para o PJ. Embora a esmagadora maioria dos integrantes da PF, do MPF e do Judicário seja conservadora, reacionária, oriunda e representadnte das oligarquias plutocratas, escravocratas, privatistas e entreguistas, era necessário desfechar o golpe num tempo em que o mais se têm a mais desqualificada composição do STF em toda a história. Era necessário também que um tribunal medieval como o atual TRF4 pudesse decretar a prisão e a inelegibilidade das lideranças políticas que o golpe quer proscrever. além disso era preciso encontrar juíizes fundamentailstas e desqualificados, que não se pejassem em torcer e retorcer alei, comentendo abusos e crimes em série,  em nome da “missão maior” a que se comprometeram; é por isso que sérgio moro, marcelo bretas e quejandos são as estrelas da Fraudea jato e do golpe; no MPF são fundamentalistas, protofascistas vaidosos e desqualificados como deltan dallagnol e carlos lima as estrelas lavajateiras. E na PF são os delagados aecistas, os que instalam escutas ilegais ou os que cometem abusos e levam pessoas ao suicídio os que ocupam as primeiras páginas da imprensa golpista e são convidados pelas banca financeira, para palestrr, em troca de propina (ou algum leitor atento e observador confunde palestras como a que deltan dallagnol proferiu para uma corretora financeira com atividades de magistério???).

    Em reportagens anteriores sobre as revelações de Rodrigo Tacla Durán, eu disse que é preciso cautela ao analisar o que ele diz e escreve, pois ele está envolvido em atividades no mínimo suspeitas, podendo ter cometido alguns dos crimes de que é acusado. Entretanto a verossiminlhança do que ele tem relatado e as provas iniciais que ele apresentou – mostrando que a esposa de sérgio moro era sócia de carlos zucollotto jr. num escritório de advocacia e que ela recebeu honorários de um  escritório em que atua uma irmã de Rodrigo Durán, desmentindo sérgio moro e o boquirroto carlos lima, os quais afirmaram anteriormente que zucollotto atuava apenas na área trablahista, não na criminal/penal e que rosângela moro trablhava sem receber honorários – criaram grandes expectaivas quanto à veracidade da mais grave acusação que el fez contra os lavajateiros curitibanos: a de que pedem propina aos que se propõem a aceitar acordo delação premiada nos termos que os procuradores lavajateiros quere, corroborando a tese apriorística construída pelos integrantes do parquet, seguindo as diretrizes do alto comando interncional do golpe.

    Nesta reportagem fica ainda mais claro que os lavajateiros est~]ao agindo sob o comando do DoJ. Tacla Durán se mostrou mais inteligente que os lavajateiros e antecipou etapas, dispondo-se a agir como colaborador tanto do DoJ como das autoridades judiciárias espanholas. Essa estratégia frustou o desejo dos lavajateiros de vê-lo incriminado ou preso nos EUA. E nas Espnaha a cois fica ainda mais difícil, como mostrado na reportagem. 

    Dado o golpe, desmontado o Projeto de País e pilhadas as riquezas e setores estratégicos em que estavam interessados, é possível que os EUA deixem de proteger ou diminuam a proteção e blindagem que até agora deram aos lavajateiros que a serviço deles sempre estiveram.  E se o Tio Sam abandonar seus pupilos, aí a porca pode torcer o rabo e os lavajateiros podem começar a experimentar do próprio veneno. A ver.

  7. mais um detalhe

    Para complementar o meu comentário anterior, vi agora que o site (Bloomberg) já fornece uma versão em português do artigo citado. 

  8. everything is money
    A excelente reportagem produzida pelo GGN e o DCM nos dão várias leituras sobre como funciona de modo abrangente o esquema da lavagem e distribuição do dinheiro da corrupção. E também sobre o instituto da delação premiada no Brasil.

    Mas UMA leitura se torna tão evidente que praticamente só ela já DESMORALIZA quase que na totalidade essa prática, no seu “modus operandi” aqui no Brasil: a teia multi-bilionária que une escritórios de advocacia estrangeiros e nacionais para o que BEIRA A EXTORSÃO dos investigados nessas mega operações “contra a corrupção”. Nesse aspecto, podemos defender como verdadeiro o ponto de vista de que a Lava Jato foi muito mais destrutiva do que construtiva, fez mais mal do que bem, ela praticamente se tornou ao longo do processo, uma “FOMENTADORA DE NEGÓCIOS”, vários negócios, ao mesmo tempo que se dedicava ao alvo principal: atingir de modo avassalador as imagens de Lula, Dilma e o PT criando um ambiente de histeria e fanatismo que ATERRORIZASSE todas as outras autoridades não alinhadas aos métodos e objetivos dos operadores da Lava Jato. Assim, criou-se um discurso monocórdico sem vozes dissonantes, onde até o inimaginável ocorreu sem sustos: um juiz de primeira instância vazar uma gravação da presidente da República para uma rede de televisão sem qualquer punição a um crime dessa magnitude.

    Foi o “TAMANHO” desse poder que permitiu um esquema simples que se retroalimentou permanentemente na Lava Jato: um, prendia e torturava, e jogava sobre os réus penas de décadas de cadeia, quase que uma sentença de “morte em vida” para os réus. Um outro vinha e dizia: “olha, tem uma solução para acabar com esse pesadelo…” – o instituto mais manjado de todos: cria-se o problema e VENDE-SE A SOLUÇÃO! – Impossível mais fácil, impossível mais farsesco, caricato, IMORAL.

    Para os que quiserem refrescar a memória, um artigo do Nassif aqui no GGN explora bem esse viés tortuoso da Lava Jato, que põe Moro no olho do furação: https://jornalggn.com.br/noticia/os-advogados-curitibanos-%E2%80%9Cespecialistas-em-moro%E2%80%9D – “Os advogados curitibanos especialistas em Sérgio Moro”, artigo de 29/11/16, onde o Nassif expõe a oferta dos bons serviços do advogado Marlus Arns de Oliveira e suas ligações com os familiares ligados à corrupção da APAE, e por estranha coincidência, também ligado à senhora Rosângela Moro, que trabalhava na ocasião no jurídico da federação das APAES do Paraná, como revelado pelo Nassif.
    .
    O emblemático testemunho de Tacla Duran e TODOS os episódios patéticos envolvendo mudanças radicais de depoimentos anteriores dos réus da Lava Jato visando EXCLUSIVAMENTE incriminar Lula, revelam sim, um esquema praticamente MAFIOSO dos procuradores e do próprio juiz, enquanto uma mídia ordinária legitima todas essas ações, com o álibi do “combate à corrupção”.

    A pergunta-convite de Zucolotto a Duran em seu diálogo, sintetiza o esquema:

    Zucolotto – “Há uma forma de melhorar esta primeira proposta. Não muito. Está interessado?”

    Quando então fala de “um terço para “X”, um terço para ele, Zucolloto, e um terço, como sobra final para o réu. Não tivesse meios de fuga e uma segunda cidadania, restaria a Tacla Duran outra opção?
    .
    A delação premiada da Lava Jato, ao que parece, virou portanto uma “INDÚSTRIA DE SERVIÇOS JURÍDICOS”. Fôssemos um país mais propenso ao descaramento, os advogados ligados a Moro e aos procuradores bem podiam ter posto anúncio nos jornais: “Tiramos você das masmorras de Curitiba em pouco tempo, e com uma boa sobra do seu dinheiro em suas mãos” – e não estariam mentindo.

    Quando tudo isso for passado a limpo um país redemocratizado e com liberdade para refletir sobre sua História, ensinará a seus cidadãos o quanto é insano e trágico dar tamanho poder a uns poucos homens, e a omissão do CNJ, do STF, será mostrada como um dos eventos mais vergonhosos em nosso país.

    Dará um belo filme sobre a destruição de empresas, da democracia, do Direito, e do quanto algumas pessoas “espertas” e bem relacionadas ficaram milionárias extorquindo gente presa e sob tortura psicológica intensa.,

  9. Olha, essa primeira parte

    Olha, essa primeira parte parece que mais corrobora o trabalho da LJ do q a denigre.

    Mostra que havia sim (como em outros governos) a instalacao da Odebrecht no centro do poder pagando a torto e a direito propina a todos, com um departamento, bancos e etc, somente para isso. Um escandalo em qq pais minimamente serio.

    O advogado alega que ganhou por volta de 18 milhoes com trabalhos advocaticios licitos nesses anos é outro escarnio.

    um advogado desconhecido que se gaba de ter conhecimento aprofundado sobre a Lei das Teles, mas q ngm ate esse momento o conhecia, ganhou um fortuna dessas com servicos e consultoria.

    Era um genio da raca oculto rs

    Mas q esta sendo processado por um cliente por má prestacao de servicos. Hummm

    A meu ver, parece correto que o MPF exija a devolucao do dinheiro – pq nao é fruto de um trabalho de uma vida, mas sim produto de crimes.

    Alem disso, me causa surpresa tdo isso. Olha, sejamos honestos, alguem acha mesmo q Odebrecht e demais nao contrataram a Kroll, detetives e arapongas das mais altas plumagens para revirar a vida do Moro, Deltan e etc?

    Dai o advogado que diz ter trocado mensagens com o advogado amigo do Moro, mas ate agora nao vi um so print dessas conversas.

    Entao, pensando em tdas as pessoas que poderiam pedir propinas vultosas, Moro e seus amigos, decidiram pedir para um advogado, figura obscura e paralela de todo o esquema e q como demonstrado esta se segurando de todas as formas aos seus milhoes obtidos ilegalmente.

    Acho q vao precisar de mais coisas para desestabilizar a operacao hein

     

     

  10. A nuvem

    Li o relato inteiro e constatei milhões de dólares para cá e para lá. Lucros e honorários gigantes por conta de atividades que não simbolizaram nenhum tipo de trabalho real, mas apenas de lobby, comissões, arquitetura de contatos e acertos. Nenhum desses caras levantou um tijolo ou descascou uma batata sequer.

    A maior parte do Brasil (e do mundo) vive numa camada real, abaixo, onde o seu trabalho tem um salário ou um valor de HH cada vez mais achatado e perseguido, onde o litro de leite tem um determinado valor para o produtor, onde cada alface é vendida, onde cada um paga determinados impostos, onde cada pessoa comum vive e morre pobre.

    Mas, devemos com tristeza observar que no mundo capitalista global existe uma camada superior, uma nuvem, onde o setor financeiro converte este mundo real – citado arriba, em ações, papéis, comissões, transferências e malandragem, que deixam no ridículo (em termos de quantidade de dinheiro) o mundo real que é jogado na parte de abaixo, entre nós, mortais.

    Tudo é assim, qualquer atividade que conhecemos no mundo real tem sido gradativamente sublimada para uma nuvem de ganhos gigantescos, sem suor algum. Até o futebol foi tirado dos estádios e das arquibancadas e hoje circula no pay-per-view, com cachê (já não se pode chamar de salário) milionário para os jogadores, com cartolas ganhando pelas transferências e, abaixo, na camada real, os clubes servem apenas como fachada para esses enormes ganhos do andar de cima, Clubes endividados e falidos, que sobrevivem graças ao engano ou ilusão que a camada de cima projeta aos torcedores para ainda “torcer” pelo seu Clube e pagar por esta ciranda.

    As marcas de grife e muitas outras coisas representam a nuvem onde o mundo real foi sublimado. É mais importante a publicidade que a qualidade. A publicidade é a tecla SAP que condiciona nossa cabeça para aceitar este jogo fraudulento, de comprar por 10 o que vale 1, sendo que 9 vão para a nuvem, para esta camada de grão finos.

    Político tupiniquim vira estadista graças à publicidade, você vota num “estadista” e recebe um ordinário qualquer no congresso. Assim, todas as atividades do mundo real, na camada de baixo, buscam a sua passagem para o andar de cima, para a nuvem, para o Elypsium (o filme). A cerveja (de milho) é vendida mediante propaganda de mulheres bonitas. O preço leite de vaca é multiplicado por várias vezes ao estar associada com alguma marca de grife. Um simples jeans fabricado pela Santista sobe 10 ou mais vezes de preço ao colocar uma etiqueta qualquer. Engenheiros de macacão e capacete cursam MBA para vestir terno e gravata e ser “Diretor”. Políticos comuns saem das suas comunidades e entram neste jogo da nuvem. Advogados de justiça comum entram neste charmoso mundo virtual da advocacia aqui citada neste post.

    Em resumo, este post descreve a história de um advogado comum e a sua passagem para a nuvem. Nessa passagem conhece outros figurões e, nós, leitores, ficamos sem entender como é que tantos milhões circulam entre gente que não parece ter tanto preparo assim.

    Do ponto de vista ético, real e produtivo, podemos afirmar que, na medida em que o tempo avança, aumenta a diferença entre a produção e o mercado virtual, entre o valor pago ao produtor pelo litro de leite e o valor pago pelas marcas de grife, entre o que ganha o trabalho diário com suor e o honorário nababesco de gente que intermédia esse suor dentro da camada de cima. O político que ganha 23 mil reais de salário percebe que este salário real apenas serve para pagar a ponte aérea e, a rigor, é o dinheiro da nuvem o mais interessante na sua atividade.

    A corrupção existe exatamente nessa interface entre o mundo real e a nuvem, de quem quer subir para o andar de cima, que paga pedágio aos antigos integrantes da nuvem e, em compensação, é protegido por estes, enquanto o andar de baixo é levado para prisão por furto de um pote de manteiga.

    Essa mesma diferença é observada na situação do Lula em relação aos outros políticos de “nuvem”. Corporativamente a nuvem protege os seus e cai com rigor acima do Lula, como naquele caso do pote de manteiga.

    O pessoal da nuvem, quando é questionado, tenta colocar o Lula, representante do Brasil real e do povo real, uma pecha de corrupto para poder então esconder a sua própria gigantesca corrupção dentro da nuvem e, pior ainda, manter escondida do povo a existência da própria nuvem.

    • Nenhum desses caras levantou um tijolo ou descascou uma batata

      As elites parasitas e sanguessugas e o elevador dos fundos que carrega o mundo sem sequer sentir.

      Uma beleza de comentário, alexis.

      Merece a primeira página do GGN.

       

       

    • Parabéns pela clareza

      Parabéns pela clareza expositiva de um assunto que sentimos não mais como algo abstrato, mas sim como algo concreto, que nos (mundo real) machuca diariamente e ainda não tínhamos conseguido expressá-lo, agora taí, expresso.

       

      Matosalém

    • Grato a todos abaixo

      Caros Matosalem, Serjão e JB, agradeço muito a sua gentileza.

      É difícil de expressar, mas, existe um andar de cima que negocia a produção de baixo, que ganha 90% do dinheiro que o mundo real sua para girar. 

      Nos tempos do Lula o dinheiro era colocado sim no mundo real, abaixo da nuvem, onde esse povo pagava o arroz e o feijão, fazendo circular dinheiro dentro do Brasil e criando riqueza com isso.

      Quando o dinheiro sobe para a nuvem não apenas paga honorários exagerados, mas, esse dinheiro sai do Brasil rumo ao sonho de aposentadoria de Green Card que a nossa elite possui há centenas de anos.

  11. Vocês têm material para um livro

    De tudo isso sobram duas certezas: o lobby e a lavagem de dinheiro é um problema mundial, que se os governos quisessem -se mandassem em alguma banca – deveriam atacar esses esquemas. Outro é que a delação premiada é um delito institucionalizado pelo atual judiciario brasileiro. Um dia Baltasar Garzón teve que explicar seus métodos… Moro e seus fundamentalistas vão ter ainda muitas contas a acertar com o Estado de Direito no Brasil.

    • Não me queira mal,mas seus
      Não me queira mal,mas seus comentários,todos eles,sem exceção,guardam verossimilhança com um caminhão de chineses.São todos absolutamente iguais.

  12. Há uma máxima relativa à

    Há uma máxima relativa à corrupção: “criar dificuldades, para vender facilidades”

    O histórico e narrativas do desenvolvimento da denominada Operação Levajato, de seus agentes executores – com superpoderes – e das delação arrancadas, bem se encaixa à máxima acima. É o que fortemente se “supõe” e se pode concluir “convictamente”. 

     

  13. Estrutura de uma rede

    Estrutura de uma rede (“cosca”) mafiosa e Sérgio Moro

     

    1. Máfia. Estrutura:

     

    – soldati (soldados) os criminosos comuns

    – uomini d’onore” (homens de honra) não são criminosos comuns, ao contrário, bem apresentados, são encarregados das relações institucionais e sociais da rede criminosa, revestindo-a de legalidade e insuspeitas, encarregam-se da proteção da “cosca” (rede mafiosa) e de seus agentes. Estão infiltrados nos Governos, nos Parlamentos, nas Magistraturas, nos Ministérios Públicos, nas Polícias, nas Igrejas, nas Mdias, nas Empresas Privadas e Pública, nas Organizações Sociais… Há notícia de que nem o Vaticano e a adminstração da Santa Sé se imunizaram a essa infiltração…

    – commissario regionale (comissários regionais) dirigentes regionais da cosca mafiosa e que escolhem (elegem) o chefe

    – capo (o chefe)

     

    2. Sérgio Moro e a forte convicção que gera 

     

    – Atuação processual – parcial, politica, direcionada, inércial e corrosiva – desconetada de princípios constitucionais,  princípios de direito material e de direito processual fartamenente noticiada, comentada e analisada.

    – Comportamento pessoal público, social e midiático notórios – impróprios a um Magistrado como o (seu) relacionamento com a imprensa comercial simpatizante e com instituições e corporações internacionais, o (seu) envolvimentos e suas ligações, tudo também – à saciedade noticiado e comentado.

    – Consequente desmonte da indústria de base e tecnológica de ponta nacional; desemprego; desnacionalização de empresas, produção e serviços; diminuição da força produtiva do pais e da consequente arrecadação fiscal federal, estadual e municipal; corrupção dos princípios de direito constitucional, material e processual entre outros males.

     

    3. De tudo me faz lembrar AL CAPONE:

     

    Mensagens aos pais

     

                Hoje em dia as pessoas já não respeitam nada. Antes, colocávamos num pedestal a virtude, a honra, a verdade e a lei… A corrupção campeia na vida americana de nossos dias. Onde não se obedece outra lei, a corrupção é a única lei. A corrupção está minando este país. A virtude, a honra e a lei se evaporaram de nossas vidas.

     

    (Declarações de Al Capone ao jornalista Cornelius Vanderbilt Jr. Entrevista publicada na revista Liberty em 17 de outubro de 1931, dias antes de Al Capone ir para a prisão).

     

    GALEANO, Eduardo. De Pernas pro ar. A escola do mundo ao avesso. Porto Alegre, RS: L&PM Editores, 2015, p.1

     

    A se ver.

     

  14. ”No primeiro capítulo da

    ”No primeiro capítulo da série, traremos um resumo do livro de Tacla Duran, com a ressalva de que se trata de uma visão parcial dele, em sua própria defesa.”

      Visão dele ?

    Na visão do Chico Picadinho ele era normal.

    Na visão de Stalin era o que deveria ser feito.

    Na visão de Hilter,idem.

    Na visão de Cesare Battisti em matar 4 e tornar uma criança paraplégica tbm.

    Na visão dele,Nassa ?   E na sua visão ?

  15. DD, Deltan Dallagnol?

    DD, Deltan Dallagnol? Possivelmente né? Tenho convicção.

    Tem muitas informações, nomes, datas, offshores e não sei mais o que. Aguardo um versão mais sintética e objetiva. Mas por enquanto a informação bomba é que o melhor amigo do Moro atua com protagonismo nessa indústria da delação que se instalou em Curitiba.

    Pelo visto, essa indústria tem dois objetivos que podem se misturar, ou não. Uma, como se sabe, é produzir culpas e futuras condenações, segundo a agenda política da lava a jato, fortemente controlada por Moro. A outra é produzir ganhos monetários para advogados (os tais especializados em delação), procuradores e quem sabe juízes. A minha percepção é que esta não pode atrapalhar a primeira. Mas sabe como é a ganância né?

    Aí a coisa fica mais cabeluda, porque a dona Moro é sócia do intermediário de delações premiadíssimas, com prêmios distribuídos para todos. Consta também, já se mostrou aqui, que houve pagamento do Duran diretamente para a senhora Moro. Na jurisprudência lava a jato é caso para prisão preventiva. E na jurisprudência da delegada Erika, direito a nudez, revista íntima e uniforme laranja para a dita cuja.

     

  16. Falando em advogados

    Falando em advogados “especializados” em delações premiadas, esse tópico não mereceria uma analise mais aprofundada, Nassif? É um ramo novo da advocacia altamente rentável, pelo visto. Novo é pouco, recentíssimo, dado que esse instituto, da delação é recem saido do forno.

    Agora eu, mesmo leigo, vejo que essa expertise não é lá essas coisas, em termos de competência jurídica. Me parece que o tal especialista chega para seu cliente e diz: “Meu filho, o negócio é o seguinte, voce está encarando uma pena de não sei quantos anos, e uma multa de zilhões. Mas se abrir o bico isso muda num passe de mágica. Agora o que vai sair do seu bico é que são elas. Diga o que eles querem ouvir. E quanto mais agradar aos ouvidos dos rapazes, menor será a pena e a multa. Entendeu?”

    Essa “expertise” eu também domino. Qualquer malandro alías. O que vale não seriam as conexões e relações? Sendo assim a ‘expertise” do melhor amigo do Moro e sócio de sua esposa, essa sim vale ouro. Bota “expertise” nisso

  17. A quarentena continua,mas
    A quarentena continua,mas nesse momento histórico do GGN X DCM,não posso deixar de registrar que tudo isso começou com um singelo e despretensioso pedido do acima assinado ao Editor do Blog que colocasse uma lupa no passado do Advogado espano-brasileiro Rodrigo Tacla Duran,baseando-me em fatos detectados pelo meu faro político.Isso por dever de justiça deveria me render o Troféu Bandolim de Ouro do Ano.Nada disso para mim interessa,apenas a lição e a constatação que Rede Social tem como dever primordial da busca da verdade factual,desprovida de parvoíces e do detestável efeito manada.Fiz o que era minha obrigação e me sinto extremamente feliz pelo dever comprimido.

  18. A quarentena continua,mas
    A quarentena continua,mas nesse momento histórico do GGN X DCM,não posso deixar de registrar que tudo isso começou com um singelo e despretensioso pedido do acima assinado ao Editor do Blog que colocasse uma lupa no passado do Advogado espano-brasileiro Rodrigo Tacla Duran,baseando-me em fatos detectados pelo meu faro político.Isso por dever de justiça deveria me render o Troféu Bandolim de Ouro do Ano.Nada disso para mim interessa,apenas a lição e a constatação que Rede Social tem como dever primordial da busca da verdade factual,desprovida de parvoíces e do detestável efeito manada.Fiz o que era minha obrigação e me sinto extremamente feliz pelo dever comprimido.

    • Que as senhoras e os senhores
      Que as senhoras e os senhores cadastrados que aqui batem ponto,desçam do pedestal da inveja,e com toda humildade possível reconheçam que Rede Social vai muito além de se eternizarem as abobrinhas nossas de cada dia,e nos convocam a entender que a troca de figurinhas entre um e outro,de nada ajuda a elevar e a contribuir para enfrentarmos com coragem e valentia esses dias sombrios que abatem sobre nós.

  19. Mistura Fina

    Misturam-se os papéis : de tanto a lava-Jato fazer acordos com o submundo…ela está  no submundo. É  fatal que acabasse  assim ! 

    Moro é  um gigante ( aos olhos do consórcio golpista ) , mas tem os pés de barro ! Tem muito a explicar !

    Quando Uncle Sam resolver puxar o tapete dos rapazes de Curitiba,   o Faroeste Caboclo entrará em cena !

  20. Desvendando o processo kakfkiano da Lava Jato

    Além do processo de Delação Premiada, há também a MENTIRA PROGRAMADA PREMIADA. Conforme os passos a seguir:

    1 – O aparelho judiciário do Estado (PF, MPF e JF), conforme “as melhores práticas internacionais” define um alvo (o processo de desenvolvimento e seu principal instrumento e agente). Obs.: 1) As evidências apontam que o alvo não é uma pessoa ou partido somente, mas um modelo nacional de desenvolvimento socioeconômico. Pós 1945 esse instrumento era o PTB e seu agente Getúlio, por isso, Golbery não deixou Brizola assumir a legenda pós anistia. 2) Há contradições internas entre os interesses do capital nacional e internacional que levam adiante esse processo.

    2 – Investiga-se o agente principal e não são encontradas evidências de crime. Obs.: isso não impede que haja um forte “bombardeio midiático” contra ele para “preparar o terreno”. “Denúncias”, suspeitas, ilações, críticas, chacota, etc.

    3 – Diante da impossibilidade do agente principal (do alvo) ser diretamente incriminado, prende-se um provável criminoso e possível delator para atingi-lo. Obs.: não interessa o crime que essa pessoa possa ter cometido ou outros criminosos que ela poderá delatar (caso não contribuam para atingir o alvo).

    4 – Na audiência em que o depoente é obrigado a dizer a verdade, ele não apresenta denuncias e provas contra o alvo principal.

    5 – Mesmo sem elementos jurídicos, mantém-se o indivíduo preso cautelarmente para forçar uma delação.

    6 – Inicia-se a negociação de uma delação premiada (pena menor e multas menores) com o MPF. Obs.: A PF também queria participar para dividir o butim, mas não teve força política para impor seu interesse.

    7 – Caso o indivíduo não tenha provas para incriminar o alvo, forja-se uma audiência para ele prestar depoimento sem a obrigação de dizer a verdade. Isso dentro do “Acordo de Delação Premiada”.

    8 – Nesse depoimento, no qual o depoente não tem o dever de dizer a verdade, ele mente para incriminar o alvo.

    9 – Nas manchetes da mídia e através de comentaristas (reproduzido em rádios, jornais, revistas, sites e reproduzidos em mídias sociais), o depoimento transforma-se em “fatos comprovados” (verdade).

    10 – Ao transformar a mentira de um depoimento livre (sem obrigação de apresentar provas) em verdade, fica respaldada na sociedade (jurídica e na classe média em geral) a condenção judicial sem provas.

    11 – Emite-se uma sentença judicialmente frágil, porém, fortemente respaldada na sociedade através da “mídia política” – e, como todo criminoso* deve ser penalizado, a fragilidade jurídica é superada pela força do  consenso político e social.

    *Obs.: criminoso é aquele que se acredita que tenha cometido um crime, e o crime, no caso, foi “comprovado” pelo “depoimento” do “delator” (depoimento sem o dever de dizer a verdade e de um NÃO delator). E aqui está a essência do processo kafkiano.

    Assim, um processo arbitrário (prisão cautelar sem prazo e justificativa fundamentada) transforma um cidadão em um criminoso, condenado pela justiça.

     

    Para entender melhor esse processo veja o vídeo no link:

    https://www.conversaafiada.com.br/brasil/moro-da-premio-a-mentiroso

     

  21. Facilitar a Divulgação e o Entendimento é preciso

    Excelente inicio, mas bem melhor que apenas texto, seria apresenta-lo em vídeo, com narrador e imagens que expliquem melhor as personagens, as relações e os esquemas, faciltando o conhecimento para todo o público, não tão acostumado hoje com textos longos, complexos e nos quais permanentemente há conexões e ações linkadas de difícil retenção em todos os seus aspectos envolvidos. 

  22. Você é livre para fazer suas

    Você é livre para fazer suas escolhas, mas é refém de suas consequências – Pablo Neruda

     

    Todos escolheram, a justiça brasileira escolheu um partido para perseguir, esse partido já havia escolhido um modo de governar que, infalivelnente, nos levou a esse estado de coisas atual

    Não há santos nem demônios, mas deveria haver justiça que fosse para todos, mas todos os poderes atuais resolveram governar sem a anuência da maioria da população

    Quando você tem um governo que ninguém quer, uma justiça especializada em perseguir determinado partido e um congresso aonde a maioria deveria estar preso algo de ruim está acontecendo

    As consequências são, que hoje quem legisla é o STF, quem executa é o judiciário e quem rouba é o executivo, a olhos vistos do mundo todo e a nossa populacao, o povo, essa raça desgraçada, continua tendo as consequências dos atos de todos sem poder opinar em nada

    Ditadura nem sempre se faz com armas

     

  23. Olha o Bloco Na Sapucai!

    Nassf: se não fecharem antes o GGN e o DCM (mandando pro xilindró seus responsáveis), esta “série” vai dar samba. Tão aloprada quanto a do Criolo Doido. Som na caixa…

  24. Tenho medo que joguem o bebê com a água junto

    Ora,em nosso subdesenvolvido país e civilização (polêmico conceito) não seria tanta surpresa e indignação quanto a nosso sistema judiciário.Se não fossem as colaborações premiadas,muita coisa não teria vindo à tona,e muito receio por todos os lados…É bom lembrar o q a mídia não diz: q foi no Governo Lula q foi fortalecida a Polícia Federal e o Ministério Público em autonomia e em instrumentos de investigação.Arbítrios claro q houve e haverá,perseguições.Mas é muito positiva a Lava Jato e a atuação do MPF e PF.Não tem santo nessa história.E há receios e motivações diversas pra que ela páre.Claro q é sempre de se denunciar os bastidores,os porões. Saúdo a Lava-Jato, PF e MPF.

  25. Máfia maçônica tucana dos inférno! Tomaram os 3 poderes e tudo+

    No facebook tá rolando vários compartilhamentos “GGN e DCM investigam moro e vendas de vantagens nas delações premiadas seletivas”…

  26. Averigue um pouco antes de

    Averigue um pouco antes de publicar uma matéria, procure verificar a veracidade das fotos e das informações que está utilizando. Você está usando a foto de um amigo que nada tem com o assunto. Com essa sua matéria mal-informada vocês estão prejudicando pessoas inocentes.

    Sugiro que faça uma simples pesquisa no google pelo nome “Luiz Eduardo Soares” e verá que a foto não condiz com a pessoa. Sejam um pouco menos amadores.

    Obrigado.

  27. ai meu curriculum..

    .. no frigir dos ovos, e nos livros de história, o que ficará é que esse grupo de novos procuradores, juízes, policiais, enfim, uma boa parte do serviço público, que foi empoderada pelo povo brasileiro, que recebeu recursos, reconhecimento, recebeu novas leis, enfim, tudo para combater a corrupção, e no final se aliaram aos bandidos.. caçaram quem era honesto, e combatia a corrupção, em benefício de bandidos..

  28. desdenhamos desde o começo

    desdenhamos desde o começo essa série. são muitos corredores contaminados, são muitos ratos. causa-nos mal-estar saber que enquanto estamos trabalhando sempre dentro da lei, alguns criminosos agem contra qualquer indício da res publica. roubam, mentem, corrompem e saem bem na foto.

    de novo, a inépcia (ou coisa parecida) dos governos PT nos brindaram com certas leis que pareciam nos colocar em novo patamar civilizatório, mas com o tal jeitinho daqui, o que vemos é surgir uma indústria da tal “delação premiada”, no caso em tela. ou criminalização de encontros e/ou protestos políticos, como se terroristas fôssemos, resultado de outra lei.

    ficamos, não obstante, esperando resultados com as denúncias do tal advogado, agora espanhol.

    no mais, para não ficarmos assaz desanimados, recorremos a experiências no serviço público que nos dão uma verdadeira “noção de vida”. nossa vocação passa ao largo dos desejos desses que sujam-se para ter aquele vinho, aquele carro e aquela casa, mas que só terão convidados à altura, porque sujos como os anfitriões. faltam-lhes não só caráter, como se diz, mas antes sensibilidade. são sujos mas antes são despidos de valores que só podem ser compartidos com outros iguais, nossos amigos nas nossas noitadas – muito riso e muita alegria, com muito alcool e muita fumaça e muita música.

    e mais: nossa sede (de justiça) nunca terá fim! nossas ações valerão nossas vidas.

     

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