10 de junho de 2026

Com pedidos de desculpas, chegam ao fim interrogatórios de investigados por tentativa de golpe

Paulo Nogueira afirmou que nunca quis confrontar o TSE; Braga Netto afirmou que dinheiro destinado a kids pretos seria usado em campanha eleitoral
Crédito: Antonio Augusto/ STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou, nesta terça-feira (10), a fase de interrogatórios dos acusados de tentativa de golpe de Estado do Núcleo 1, composto pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e generais.

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A fase teve início na segunda-feira (9), com o depoimento do ex-ajudante de ordens da presidência Mauro Cid, e do ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem.

Nesta terça, foi a vez do ex-comandante da Marinha, Almir Garnier; do ex-presidente Jair Bolsonaro; do ex-candidato a vice Braga Netto; do ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira; do ex-ministro da Justiça Anderson Torres; e do ex-ministro do GSI Augusto Heleno prestarem esclarecimentos à Suprema Corte.

Pedidos de desculpas

O ex-ministro da Defesa general Paulo Sérgio Nogueira pediu desculpas, nesta terça-feira (10), ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, por levantar suspeitas quando o ministro ocupava a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) 

“O senhor diz: ‘O TSE ele tem um sistema e o controle do processo eleitoral, então, como disse o presidente, eles decidem aquilo que possa interessar ou não. E não tem instância superior, e a gente fica meio que de mãos atadas esperando a boa vontade dele'”, lembrou Moraes.

O ministro relator então pediu que o réu esclarecesse a desconfiança e ressaltou que a acusação é um ataque à democracia. 

Nogueira, então, se desculpou pelas palavras mal colocadas. “Eu tinha assumido o Ministério da Defesa em abril de 22, eu não tinha nem três meses de MD. Vinha do Exército Brasileiro, com 47 anos de Exército, talvez, com aquela postura de militar, e vendo aos poucos que na Defesa as coisas seriam diferentes”, justificou.

General, o ex-ministro garantiu ainda que não teve nenhuma intenção de confrontar o TSE. 

Dinheiro em caixa de vinho

Preso, o general Walter Souza Braga Netto foi o único investigado que participou do interrogatório por videochamada. 

Último a ser ouvido, ele negou intimidações aos chefes das Forças Armadas para pressioná-los a aderir ao conluio golpista ou mesmo ataques aos comandantes militares que negaram participação no golpe. 

Em relação ao dinheiro destinado aos militares kids pretos, que seriam os responsáveis pela execução de autoridades no planejamento golpista, Braga Netto afirmou que pensou que os valores seriam destinados a candidatos do PL. 

“O que tem de real aí, presidente, há um equívoco nesse ponto. O Cid veio atrás de mim e perguntou se o PL podia arrumar algum dinheiro. Era muito comum, outros políticos, através ou do presidente Valdemar, ou do presidente Bolsonaro, pediram para pagar contas de campanhas atrasadas.”

Braga Netto também negou contato com empresários, a quem teria acionado para pedir dinheiro. Também alegou desconhecer as operações Punhal Verde Amarelo e Copa 2022.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

7 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    11 de junho de 2025 12:37 am

    “Não tinha clima, não tinha base minimamente sólida para fazer coisa.” – Bolsonaro

    E se tivesse clima, ou seja, se tivessem não apenas dois generais da ativa e 5 da reserva? E se não houvesse day after?

    Foram por circunstâncias alheias à vontade dos golpistas que o golpe não foi vitorioso.

  2. Rui Ribeiro

    11 de junho de 2025 2:43 am

    Musk saiu do governo e o rato parido pela montanha foi revelado. Musk não apitou nada no governo. Já o Trump derreteu boa parte da gordura do Musk num piscar de olhos, enquanto fezes eram atiradas no ventilador do inimigo

  3. João

    11 de junho de 2025 3:41 am

    Condomínio Reserva Jardim na Barra Olímpica no Rio de Janeiro
    É “obrigatório” “matar” o dono da sunset
    É “obrigatório” um gestor provisório
    A terceirização é muito mais caro
    A terceirização tornou o Brasil um país muito menos correto
    corrupção
    ASCIJA
    É “obrigatório” “matar”

  4. Carlos

    11 de junho de 2025 7:04 am

    Sem dúvida um bando covarde, sendo que o “mito” prova o que sempre se soube: não passa de um cagão.
    (Peço que me desculpem, mas não acho termo melhor)

  5. Vladimir

    11 de junho de 2025 9:29 am

    O pedido de desculpas desses milicos milicianos equivale àquele dos homicidas que,diante de um juiz,dizem não terem tido a intenção de matar. Invocam seu passado “limpo”,seu stress, o dia ruim,isso é aquilo mas,o resumo da coisa é que mataram. Talvez haja alguma atenuante neste caso.
    No caso dos milicos milicianos não há atenuante. O pedido de desculpas deles é um agravante. Sabem que fizeram o que não poderia ser feito. O Estado brasileiro gasta fortunas com essa gente para que seu treinamento, ou adestramento, como eles mesmo definem,impeça que eles cometam esses erros terríveis justamente por não poderem errar.
    Desculpa,milicos milicianos, mas a prisão é muito pouco para vcs. Traidores!

  6. Fábio de Oliveira Ribeiro

    11 de junho de 2025 12:08 pm

    Vazou um fragmento do Acórdão condenatório que está sendo proferido por Alexandre de Moraes:
    “Em audiência o réu Jair Messias Bolsonaro confessou os crimes lhe imputados tentando desconfesa-los. Entre 2021 e 2023 ele liderou a organização do golpe de estado que falhou, ao prestar depoimento aplicou inutilmente o golpe do seu Rolando Lero como se a Suprema Corte fosse a Escolinha do Professor Raimundo.”
    😂😂😂😂😂

  7. Rui Ribeiro

    12 de junho de 2025 10:37 am

    “Doria condena tentativa de golpe, mas defende que Bolsonaro não seja preso”.

    As justificativas do Doria para manter o Golpista Bolsonaro livre, leve e solto é que sua prisão aumentará a polarização e o tornará mártir.

    Ora, só se for mártir do golpe tentado. Fiat justitia pereat mundos. Se polarização e martírio implicarem na impunidade, viva a punição e morte à polarização e ao martírio.

    Sem impunidade, sem anistia!

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