A defesa do ex-deputado Roberto Jefferson recorreu da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), de mantê-lo em prisão preventiva, sugerindo medidas alternativas como a prisão domiciliar ou uso da tornozeleira eletrônica.
Jefferson está internado desde julho, após um traumatismo craniano provocado por uma queda. Os representantes do ex-deputado, então, alegam que a manutenção da prisão preventiva, mesmo que o réu não esteja lá, oferece um risco de morte, pois o detento se alimenta mal e não quer tomar remédios.
O ministro do STF manteve a prisão preventiva na última segunda (2), sob a justificativa de que não se sabe se o ex-deputado ainda tem um “comportamento beligerante e avesso ao cumprimento de determinações judiciais”.
Roberto Jefferson foi preso em outubro de 2022, depois de disparar 50 tiros de fuzil e três granadas contra policiais federais que cumpriam mandados de busca e apreensão na casa dele. O réu será levado a júri popular por quatro tentativas de homicídio.
Desde então, a defesa vem tentando seguidamente tirá-lo da prisão. Em abril, os advogados do ex-deputado alegaram que o STF não tem competência para determinar a prisão, mas sim a Justiça do Rio de Janeiro, e que o réu tem a saúde frágil, além de não apresentar risco à ordem pública, que ele iria cumprir as medidas restritivas e doaria as armas que tem. O pedido também foi negado.
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