A Advocacia-Geral da União (AGU) encaminhou, nesta segunda-feira (3), uma notícia-crime à Procuradoria-Geral da República (PGR) para que sejam investigadas as condutas do deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) e Rodrigo Barbosa Arantes, apresentador do podcast 3 Irmãos Podcast.
Em 23 de junho, durante sua participação no podcast, Gayer associou a capacidade cognitiva dos povos africanos à existência de ditaduras no continente.
“Aí você vai ver na África: quase todos os países lá são ditadores, quase tudo lá é ditadura. Democracia não prospera na África. Por quê? Para você ter democracia você tem de ter um mínimo de capacidade cognitiva para entender entre o bom e o ruim”, afirmou o parlamentar.
Ainda segundo o representante do povo, o Brasil segue a mesma tendência da África desde a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “O Brasil tá desse jeito. O Lula chegou na presidência e o povo burro tá ‘êh, picanha e cerveja’”, continuou o entrevistado.
Já o apresentador Rodrigo Tiorró, o QI na África é de 72 e, por isso, “não se pode esperar alguma coisa dessa população”.
Investigações
Após as declarações racistas, as ministras Anielle Franco, da Igualdade Racial, e Margareth Menezes, da Cultura, apresentaram a notícia-crime à AGU. Já a PGU está estudando as medidas jurídicas cabíveis neste caso.
As deputadas federais Célia Xakriabá (MG), Taliria Petrone (RJ), Erika Hilton (SP) e Luciene Cavalcante (SP), todas do PSol, também apresentaram uma notícia-crime na última sexta-feira (30) ao Supremo Tribunal Federal, além de pedir danos morais coletivos ao Ministério Público Federal.
Elas alegam que Gayer se aproveita da imunidade parlamentar para proferir declarações racistas.
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