4 de junho de 2026

Empreiteiras abandonam consórcio para a construção de Angra 3

 
Jornal GGN – As construtoras Odebrecht, Queiroz Galvão e Camargo Correia responsabilizaram a inadiplência da Eletronuclear e abandonaram o consórcio de construção da usina nuclear de Angra 3. As empresas são investigadas na Operação Lava Jato.
 
O consórcio referido é o Angramon, que inclui também a Andrade Gutierrez, UTC Engenharia, EBE e Techint, contratado para a montagem da usina. O consórcio informou, por meio de assessoria de imprensa, que não se manifestará em nome das consorciadas ou sobre os atrasos de pagamentos da Eletronuclear. 
 
O contrato de Angra 3 foi estimado em quase R$ 3 bilhões, valores de fevereiro de 2013, para a estrutura eletromecânica de sistemas da usina nuclear, com execução prevista em um prazo de 58 meses. 
 
Em julho deste ano, a Camargo Corrêa fechou acordo de leniência para confessar “acordos de fixação de preços, condições e divisão de mercado para frustrar o caráter competitivo do edital” das obras de Angra 3.
 
O contrato e da Eletronuclear no esquema de corrupção com empreiteiras foi o foco da 16ª fase da Operação Lava Jato, denominada Radioatividade.
 
Entenda mais sobre os indícios do MPF contra o almirante Othon Luiz, ex-presidente da Eletronuclear, e sua filha Ana Cristina Toniolo, em reportagem do Jornal GGN.
 

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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20 Comentários
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  1. Athos

    13 de agosto de 2015 1:56 pm


    Trabalhar de graça é que não dá.

  2. CB

    13 de agosto de 2015 1:59 pm

    Lava Jato e quebra tudo! As

    Lava Jato e quebra tudo! As empreiteiras estrangeiras agradecem. Cada vez mais difícil levar a sério que o objetivo fosse combater a corrupção.

  3. João de Paiva

    13 de agosto de 2015 2:17 pm

    Pronto! Objetivo

    Pronto! Objetivo estadunidense alcaçado! O programa Nuclear Brasileiro será paralisado e sofrerá mais alguns anos de atraso, caso sobreviva. Esse juizeco do Paraná, esse MP e essa PF lambe-botas dos estadunidenses não enganam mais ninguém. Os moralistas usam o argumento de que eu e os que criticam a PF, o MP e o PJ (que não agem em nome da Justiça, mas politicamente e contra os interesses nacionais) defendemos a corrupção sabem muito bem que problemas como o de cartel e propina são fàcilmente resolvidos, sem paralisar obras, quebrar empresas, provocar demissões e causar bilionários prejuízos ao País. Investiga-se. Constatadas irregularidades (como cartelização, combinação de preços, sobrepreço, propina ou outro tipo de corrupção), vai-se descontando das parcelas recebíveis pelas empresas contratadas (seja isoladamente ou em consórcio) os valores que forem comprovados a maior e que causaram prejuízo à empresa estatal contratante; ao mesmo, tempo, investiguem-se os funcionários das estatais suspeitos de corrupção. Mas as obras NUNCA poderiam ser paralisadas. O prejuído causado pela paralisação das obras de infra-estrutura e estratégicas para o País é dezenas de vezes maior que o valor supostamente desviado por corrupção.

    1. Marcelo33

      13 de agosto de 2015 8:28 pm

      Pena que nossos militares

      Pena que nossos militares estão mais preocuupados em tira o PT do que com o programa nuclear e a defesa nacional.

  4. atenir

    13 de agosto de 2015 2:29 pm

    O saldo dessa operação lava

    O saldo dessa operação lava jato vai ser triste para o país. Vão aplicar uma terapia que acabará matando o paciente.

    Mas como é para limpar o país (dos petistas, somente), tudo vale a pena. Não é mesmo procuradores…

     

  5. Webster Franklin

    13 de agosto de 2015 2:39 pm

    Imaginem os custos para

    Imaginem os custos para desmobilização da obra com consequências para todos os fornecedores. Paralisações de obras oneram em muito o custo total do empreendimento. Num país que necessita de energia elétrica, vem paralisando diversas obras de infraestrutura com graves consequências para seu desenvolvimento. Até quando persistirão os efeitos da lava jato destruindo a economia do país?

  6. joao

    13 de agosto de 2015 2:50 pm

    Eh isto que eles querem!
    Um pauta bomba no congresso.
    Outra pauta bomba no judiciario.
    Nao importa! Custo, empregos, fornecedores, economia, nada!
    O aumento salarial para o judiciario e o congresso estah garantido.
    A casa grande nao larga a senzala!

  7. lucio flavio santos neves

    13 de agosto de 2015 3:14 pm

    empreiteiras abandonam….

    Vergonha, tristeza, decepção, não tenho mais o que dizer sobre o que ocorre em nosso país. O nosso projeto de desenvolvimento sendo atropelado por irresponsáveis que nunca pensaram no Brasil, não conhecem o Brasil, nada sabem sobre o seu povo, suas dificuldades, seus desejos. Triste Brasil!!!

  8. Ugo

    13 de agosto de 2015 3:17 pm

    moro, sem trabalho e com lona

    Um consorcio formado pelos beatos da república de Curitiba vai construir um templo, o trabalho será dos voluntários.

  9. atenir

    13 de agosto de 2015 4:28 pm

    Quem deve está sorrindo são

    Quem deve está sorrindo são os americanos…eles devem está dizendo: ainda bem que no Brasil tem procuradores que trabalham para nos ajudar, principalmente, nossas empresas….

    É triste viver num republica de bananas dessa…

  10. atenir

    13 de agosto de 2015 4:29 pm

    Viva o republicanismo

    Viva o republicanismo infantil do PT….

  11. RSF

    13 de agosto de 2015 4:29 pm

    Sem Roubar…NÃO DÁ….

    Os LADRÕES não conseguen trabalhar de forma honesta…rsrsrsrsrs…TIROU O ROUBO…

    Resultado de imagem para irmãos metralha

     

    DÁ-LHE MORO !!!!!!!!!!

    1. RSF

      13 de agosto de 2015 4:36 pm

      …Ele Mandou LADRILHAR…rsrsrsrs….

      Acredite. Esse Hamylton Padilha, lobista da Petrobras preso na Lava-Jato que vai devolver R$ 70 milhões, tem uma casa de praia no Condomínio Porto Real, em Angra (RJ), cuja piscina tem piso de ladrilhos… folheados a ouro!

      O bacana mandou trazer os tais ladrilhos do México.

      E ele é só o INTERMEDIÁRIO….rsrsrsrsrs…

       

      Resultado de imagem para irmãos metralha

  12. Cidadão de Bem e de Bons Costumes

    13 de agosto de 2015 4:47 pm

    Furnas é o caminho!

    As taes construgtoras devem concentrar seus negócios na ugsina de Furnas, que é empreendimento muitíssimo mais lucarativo. Nada destes negócios com petraglias corruptos!

    O nobilíssimo senagdor Aércio Nerves, homem comprometidíssimo com a honradez, a conhece muito bem e é prova viva de que a integridade e a transparência nas negociacções, como a construção do Aeroporto na cidade de Caláudio, forjam o indivíduo de bem.

    1. Jurgen2010

      13 de agosto de 2015 8:07 pm

      Doeu a barriga de rir aqui.

      Doeu a barriga de rir aqui. Muito bom! Só ironia mesmo.

  13. Andre Araujo

    13 de agosto de 2015 5:08 pm

    As empreiteiras há decadas

    As empreiteiras há decadas estão acostumadas a receber com grande atraso das estatais. Em 1975 participei de um grupo de empreaarios da ABINEE com faturas a receber da Eletrobras atrasadas a mais de um ano e era tempo de inflação para uma reunião com o Ministro Cesar Cals, que ao fim transformou a reunião em almoço na sua casa no Lago. O Ministro prometeu agilizar mas os atrasos continuaram, atrasos é coisa de décadas.

    Portanto é coisa antiga, não creio que as empreiteiras calejadas sairam do contrato por causa disso, é muito dificil empreiteiras de grande porte largarem contratos que disputaram tanto para ganhar.

    Os aborrecimentos, prisões, multas e campanha de midia contra as empreiteiras fazem muitas delas desistir de obras

    publicas. No caso de Angra 3 o lado estatal (Almirante Othon) está preso, do lado das empreiteiras estão todos presos, então Angra 3 vai parar, mais uma vitoria da Lava Jato, não tendo obra não tem corrupção e fica todo mundo feliz.

  14. peregrino

    13 de agosto de 2015 8:00 pm

    pobres futuros trabalhadores…

    não satisfeita em tornar o presente inacessível para muitos trabalhadores da ativa, lava jato resolveu complicar  também o futuro dos que ainda estão se preparando

    quanta perda em investimentos

  15. peregrino

    13 de agosto de 2015 8:09 pm

    nosso futuro ficou oculto…

    atrás da lava jato

    ou à espera de um governo tucano para nos jogar novamente naquele passado vergonhoso do FHC

  16. Jurgen2010

    13 de agosto de 2015 8:17 pm

    O que a guantânamo paranaense

    O que a guantânamo paranaense indica? Empresas financiem somente o partido amigo. Os outros serão investigados.

    É triste.

  17. joao

    13 de agosto de 2015 9:44 pm

    Ministro de Minas Energia nega inadimplência na Usina Angra 3
    Isabela Vieira – Repórter da Agência Brasil

    O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, e o presidente da Eletrobras, José da Costa Neto, negaram hoje (13) que o governo esteja inadimplente com o pagamento a empreiteiras responsáveis pela construção da Usina Nuclear Angra 3, no Rio de Janeiro. A obra é da Eletronuclear, empresa subsidiária da Eletrobras.

    O ministro, no entanto, reconheceu atraso no pagamento, que, nas contas do presidente da Eletrobras, passa de 100 dias. Segundo eles, foi preciso fazer um acerto no financiamento de R$ 3,5 bilhões, dado pela Caixa Econômica, para pagar as empresas. O ajuste de contas está previsto para os próximos 15 dias.

    Braga explicou o atraso alegando mudanças no comando no Ministério do Planejamento, que decidiu revisar o contrato de crédito. Porém, neste momento, segundo Braga, os pagamentos estão sendo colocados em dia.

    “O contrato está em vigor, o pagamento foi retomado, inicialmente, com os fornecedores internacionais. Um aditivo para pagamento de fornecedores nacionais está em fase de conclusão e deve acontecer nos próximos dias”, informou. “Portanto, o argumento da inadimplência me parece estranho”, completou.

    Ontem (12) as construtoras Odebrecht, Queiroz Galvão e Camargo Corrêa anunciaram em carta ter desistido de Angra 3, por falta de pagamento. As empresas estão envolvidas na Operação Lava Jato e investigadas por corrupção, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.

    Segundo o ministro, as empreiteiras não formalizaram a saída da obra, mas sinalizaram insatisfação com o atraso no pagamento. “Contrato não se rompe unilateralmente. A não ser que se pague com as consequências contratuais”, enfatizou, citando sanções penais e legais.

    No caso de eventual rompimento de contrato com as empreiteiras, o ministro quer que seja investigado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), por sobrepreço de 20%, o contrato da parte eletromecânica da Angra 3, feita por uma das empreiteiras da obra, a Camargo Corrêa.

    Em palestra na Escola de Guerra Naval, o ministro de Minas Energia destacou a inscrição de 39 empresas nacionais e estrangeiras na 13ª Rodada de Licitações de áreas para exploração de petróleo – número maior do que o de inscrições recebidas no leilão feito em 2013.

    “Até agora, a expectativa está dentro do esperado”, avaliou, apostando na valorização do preço do petróleo. “Tudo vai depender do preço do barril de petróleo. Estamos fazendo agora as rodadas para que as expectativas não se frustrem”, avaliou.

     

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