Delator da Lava Jato não confirma doações ilegais à campanha de Dilma em 2014

Jornal GGN – O ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, preso desde o ano passado pela Operação Lava Jato, disse em depoimento à Justiça Eleitoral, na terça-feira (2), que não tem conhecimento de que o caixa de campanha da presidente Dilma Rousseff (PT) tenha sido contaminado com verba desviada da estatal em 2014.

Segundo informações do Estadão, membros da Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral disseram que com este depoimento, Costa – que deixou o primeiro escalão da Petrobras em 2012 – não trouxe “fatos que possam fazer a investigação avançar”. 

Em dezembro passado, no dia da posse de Dilma como presidente reeleita, o PSDB do candidato derrotado Aécio Neves entrou com uma ação solicitando um inquérito a respeito das contas da campanha petista, apontando “abuso de poder econômico e político” e “obtenção de recursos de forma ilícita”.

Em abril passado, o ministro João Otávio Noronha, corregedor-geral da Justiça Eleitoral, havia negado a colheita de provas e inquirição de testemunhas na ação, mas acabou voltando atrás. Além de Costa, o doleiro Alberto Youssef, também réu delator da Lava Jato, deve prestar depoimento na próxima terça-feira. Na semana passada, o ex-servidor do Ipea, Herton Araújo, disse que a entidade “segurou dados negativos sobre o quadro socioeconômico do País durante o ano eleitoral”.

A ação do PSDB não investiga as contas de campanha de Dilma na disputa eleitoral de 2010. Paulo Roberto Costa havia dito à CPI da Petrobras no Congresso e à força-tarefa da Lava Jato que cerca de R$ 2 milhões fruto do esquema de corrupção na estatal de petróleo teriam sido depositados no caixa do PT a pedido de Youssef. O doleiro, contudo negou a informação.

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome