4 de junho de 2026

Ex-porteiro é condenado pela morte do casal Villela

Do Correio Braziliense
 
 
Além do ex-ministro do TSE, José Guilherme Villela, e da mulher dele, Maria Carvalho Villela, também foi assassinada a empregada do casal, Francisca Nascimento da Silva

Kelly Almeida,  Luisa Ikemoto,  Ana Letícia Leão

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Leonardo Campos Alves e Francisco Mairlon Barros Aguiar foram condenados pela morte de José Guilherme Villela, ex-ministro do TSE, da mulher dele, Maria Carvalho Villela, e da empregada do casal, Francisca Nascimento da Silva. O júri popular no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) terminou por volta das 4h desta sexta-feira (13/12). Em três dias, o julgamento durou mais de 42 horas.

O ex-porteiro Leonardo pegou uma pena de 60 anos em regime inicial fechado pelos três homicídios e por furto qualificado. Já a pena de Francisco Mairlon é de 55 anos pelos mesmos crimes. 

O terceiro e último dia foi marcado por fortes acusações, além de bate-boca entre Ministério Público e defesa dos réus. José Guilherme, Maria Carvalho e Francisca foram mortos com 73 facadas no apartamento da família, na quadra 113 Sul, em agosto de 2009. 
Além de Leonardo e Francisco, está preso Paulo Cardoso Santana, sobrinho de Leonardo. Adriana Villela, filha do casal, entrou com recurso na Justiça e aguarda a marcação da data do julgamento.

Depois que os réus foram ouvidos, na noite de quinta-feira (12/12), promotoria e defesa começaram a fase dos debates. Maurício Miranda, promotor, disse que Leonardo, ex-porteiro do apartamento em que morava o casal, estaria recebendo dinheiro de Adriana Villela para ficar calado.

Depois de Maurício, foi a vez de Marcelo Leite, também promotor. Segundo ele, Francisco Mairlon e Paulo Cardoso Santana, parente de Leonardo, eram unha e carne. Ele ainda disse que Leonardo levou os dois para a cena do crime. 

Depois de cair da cadeira e ser levantado por um policial, Pedro Calmon, assistente da acusação falou rapidamente sobre os atritos de Adriana Villela com os pais. Ao fazer uma comparação do Caso Villela com outros crimes bárbaros, Calmon confundiu o nome de Suzanne Von Richtofen (presa pela morte dos pais) e Suzana Werner, modelo.

Cada advogado teve cerca de uma hora e meia para fazer a defesa de seus clientes. Eles insistiram na tese de que há mais pessoas envolvidas no crime e afirmaram que houve falha na atuação da polícia.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

3 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. aliancaliberal

    13 de dezembro de 2013 12:48 pm

     Este e o resultado de uma

     Este e o resultado de uma sociedade capitalista opressora que não dá a oportunidade a todos e a desigualdade social leva os oprimidos ao crime.

    A ostentação das classes dominantes causa um trauma aos menos afurtunados levando os a buscar meios não convencionais de equacionar as diferenças econômicas.

     

     

    1. Jorge Nogueira Rebolla

      13 de dezembro de 2013 4:07 pm

      Isto e muito mais…

      O empoderamento transversal dos excluídos, principalmente às minorias que foram vitimadas pela sociedade patriarcal misógina, racista, homofóbica e capitalista, deve considerar que as ações contra os membros da elite opressora são atos de luta justificados.

      A tolerância libertadora deve se fazer presente em todas as instituições da sociedade. Em casos como este, políticas agressivas, como o suposto cumprimento da legislação penal burguesa, deve ser relativizada para o equilíbrio entre o algoz, o representante do estamento dos proprietários, e a vítima.

      Em situações concretas como esta é preciso que seja erradicado o credo liberal de equilíbrio entre as partes, a defesa e a acusação, haja visto que ele é apenas formal. O poder coercitivo do Estado dominado pelas classes privilegiadas traduz-se numa superestrutura destinada a manter a maioria à margem do exercício dos direitos reais inerentes à dignidade humana, restando a estes apenas o papel de sujeito aos deveres.

       

    2. Aliança Libertadora Nacional

      14 de dezembro de 2013 4:39 am

      Sejamos claros…

      O cara esfaqueou por ser pobre?

      Ou o cara tá calado por ser pobre?

Recomendados para você

Recomendados