7 de junho de 2026

Executivo chileno é preso no Brasil por racismo e homofobia em voo da Latam

Nas imagens, Germán Maldini diz que ser gay "é um problema", chama um comissário de "macaco", afirma que "macacos ficam nas árvores" e faz sons imitando o animal
Crédito: Reprodução

Germán Naranjo Maldini foi preso em Guarulhos por injúria racial e homofóbica contra tripulantes do voo Latam LA8070.
Durante o voo São Paulo-Frankfurt, Maldini tentou abrir a porta e ofendeu comissários com xingamentos racistas e homofóbicos.
Latam e Landes repudiaram o caso; Maldini foi afastado e aguarda decisão judicial no Centro de Detenção Provisória de Guarulhos.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O chileno Germán Naranjo Maldini, gerente da empresa de alimentos e biotecnologia marinha Landes, foi preso no dia 15 de maio no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, após ser investigado por injúria racial e homofóbica contra tripulantes de um voo internacional da Latam. Ele foi monitorado pela Polícia Federal e interceptado quando retornava da Europa ao Chile com escala no Brasil.

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O incidente ocorreu em 10 de maio, a bordo do voo LA8070 da Latam, na rota São Paulo–Frankfurt, com escala em Santiago. Segundo a Polícia Federal, Maldini tentou abrir a porta da aeronave em pleno voo e, ao ser contido pelos comissários, passou a proferir uma sequência de ofensas racistas e homofóbicas contra os profissionais.

Um vídeo gravado por outro passageiro e que viralizou nas redes sociais registra parte das agressões. Nas imagens, Maldini diz que ser gay “é um problema”, chama um comissário de “macaco”, afirma que “macacos ficam nas árvores” e faz sons imitando o animal. Também usa expressões como “pele negra”, “cheiro de negro brasileiro” e “cheiro de brasileiro”. Quando uma das comissárias pediu que ele se acalmasse, ele respondeu com deboche: “Uh, que medo.”

Como a prisão aconteceu

Após o pouso, as vítimas registraram denúncia na Delegacia da Polícia Federal em Guarulhos. Com base nas evidências coletadas, a PF solicitou à Justiça Federal a prisão preventiva do executivo. A corporação então passou a monitorar ativamente Maldini por meio de seus sistemas de inteligência e o interceptou no momento em que retornava de Frankfurt para o Chile com escala no Brasil.

Ainda no dia 15, Maldini compareceu a uma audiência de custódia e foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos, onde permanece à disposição da Justiça.

Reações das empresas

A Latam afirmou condenar “energicamente qualquer prática discriminatória e violenta, incluindo crimes de racismo, xenofobia e homofobia” e informou estar oferecendo apoio psicológico e assistência jurídica ao funcionário vítima das agressões.

A Landes também repudiou a conduta do executivo em comunicado oficial, classificando-a como “absolutamente incompatível” com seus valores e sua Política de Não Discriminação. A empresa disse ter tomado conhecimento do caso pela imprensa e que não havia sido notificada da prisão antes de ela se tornar pública. Na manhã do sábado seguinte, informou aos funcionários que decidiu “afastar formal e preventivamente” Maldini de suas funções enquanto apura os fatos.

A lei brasileira

Desde 2023, o Brasil equiparou a injúria racial ao crime de racismo, tornando-o imprescritível e inafiançável na esfera policial. A legislação prevê penas de dois a cinco anos de prisão, além de multa. No mesmo ano, o Supremo Tribunal Federal decidiu que insultos homofóbicos também são puníveis com prisão.

O caso ocorre poucos meses após o episódio envolvendo a advogada argentina Agostina Páez, processada por fazer gestos imitando um macaco em direção a funcionários de um bar no Rio de Janeiro. Ela passou três meses em prisão domiciliar no Brasil antes de ter autorização para deixar o país mediante pagamento de fiança de cerca de US$ 20 mil.

*Com informações de O Globo e Bio Bio Chile.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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2 Comentários
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  1. marcio gaúcho

    18 de maio de 2026 3:51 pm

    Os chilenos ainda pensam que são brancos e racistas europeus. Coitadinhos…

  2. Rui Ribeiro

    19 de maio de 2026 11:24 am

    Homem: Vc acha que a convocação do Neymar foi uma boa opção, considerando o custo de oportunidade de convocar outro jogador mais novo e com mais disposição e arranque?

    IA: A convocação do Neymar por Carlo Ancelotti divide opiniões. A decisão prioriza a genialidade, a experiência em momentos de pressão e o peso psicológico do craque para desequilibrar jogos fechados, mesmo que o custo-oportunidade seja abrir mão da velocidade e do vigor físico de um atleta mais jovem para o setor.
    Argumentos a favor da convocação: Poder de Decisão: Neymar ainda é considerado o jogador mais técnico do Brasil. Sua capacidade de criar passes precisos e atrair marcadores abre espaços que jogadores mais jovens talvez não consigam ler com a mesma rapidez.Fator Anímico e Experiência: Em Copas do Mundo, a tensão é um fator real. A presença de um líder experiente no vestiário e no banco de reservas, que já disputou múltiplos mundiais, traz respeito tático e psicológico.Ausências no Elenco: As lesões de peças importantes (como Rodrygo e Estêvão) diminuíram as alternativas ofensivas do Brasil, forçando a comissão técnica a contar com um atleta de referência na lista final.

    O Custo-Oportunidade (O Contraponto)Perda de Arrancada e Dinamismo: A exigência tática do futebol moderno e o estilo de jogo em torneios curtos pedem atacantes capazes de pressionar a saída de bola, atacar os espaços em velocidade e recompor a marcação rapidamente.Histórico Recente de Lesões: O desgaste físico ao longo da carreira e o longo tempo afastado dos gramados devido a lesões no joelho geram incerteza sobre a capacidade de manter o nível de alta intensidade durante todo o torneio.Espaço para Novos Talentos: O custo de oportunidade se reflete em deixar de dar minutagem de Copa do Mundo a jovens pontas e meias, que poderiam adquirir experiência valiosa para o futuro e oferecer mais disposição e arranque durante as partidas

    Outra IA: “Olha, essa é a treta eterna do futebol: *experiência vs. renovação*. E com o Neymar, o custo de oportunidade pesa mais ainda.

    *Argumentos a favor de convocar o Neymar:*

    1. *Peso da camisa*: Em jogo grande, mata-mata, final, ele resolve. Tem 79 gols pela seleção. Nenhum garoto de 19 anos te dá isso de graça.
    2. *QG técnico*: Ele atrai marcação dupla/tripla e abre espaço pros outros. Vini Jr e Rodrygo rendem mais com ele em campo.
    3. *Vestiário*: Querendo ou não, é referência. Passa malandragem de Copa pra molecada que nunca jogou eliminatória na altitude.

    *Custo de oportunidade de não levar um novo:*

    1. *Físico*: 33 anos, histórico de lesão, Série A saudita. Arranque e recomposição defensiva não são mais os mesmos de 2014.
    2. *Ritmo de jogo*: Se não estiver jogando 90 min toda semana em alta intensidade, vira peso morto depois dos 60 min. Copa cobra isso.
    3. *Travar minutagem*: Cada minuto dele é um minuto que o Endrick, Savinho ou Estevão deixa de ganhar casca com a amarelinha. E 2026 tá logo ali, mas 2030 precisa ser plantado agora.

    *Então, foi boa opção? Depende do objetivo:*

    – *Se o plano é Copa do Mundo 2026 pra ganhar*: Leva, mas como 12º jogador. Entra 30 min pra decidir jogo travado. Aí o custo de oportunidade é baixo.
    – *Se o plano é renovar pra 2030*: Aí convocar ele em amistoso/Data FIFA tira vaga de teste importante. Custo alto.

    O ponto-chave é *papel vs. tempo de jogo*. Neymar como líder técnico que joga 45-60 min em jogo chave pode valer. Neymar titular absoluto de 90 min todo jogo já não fecha a conta do risco físico.

    Você trocaria ele por quem hoje pra ganhar arranque?”

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