21 de maio de 2026

Moro emprega em seu gabinete lobista citado por Tacla Duran

Lobista do setor hoteleiro tem uma relação estreita com Moro e hoje é lotado no escritório de Curitiba
Foto: Reprodução/Redes sociais

O advogado espanhol Rodrigo Tacla Duran trouxe à tona, em depoimento à Justiça Federal, mais um nome que pode comprometer – ainda mais – o ex-juiz e senador Sérgio Moro.

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Durante a oitiva, o réu da Lava Jato pelo suposto crime de lavagem de dinheiro para a empreiteira Odebrecht, pediu a abertura de investigação contra o já conhecido Carlos Zucolotto Junior, sócio de Rosângela Wolff Moro, e Fábio Bento Aguayo.

Fundador e presidente da Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrapar) e diretor do Sindicato das Empresas Promotoras de Eventos do Estado do Paraná (Sindiprom), Aguayo também é assessor parlamentar de Moro, lotado no escritório de Curitiba.

Segundo relato de Duran, Aguayo esteve com Zucolotto em uma reunião quando Duran era vice-presidente jurídico do Sindicato dos Hotéis em São Paulo. Nos últimos anos, o advogado denunciou supostos pedidos de cerca de cinco milhões de dólares em propina de Zucolotto para ajudá-lo em processos da Lava Jato.

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Aguayo também foi derrotado em uma tentativa de se tornar vereador em Curitiba, pelo PSL, em 2020 e foi suplente de candidatos em outras duas eleições. Ainda, embora conste como sócio de pelo três empresas – a Abrapar, o El Rancho Maria Bar e uma empresa de serviços de apoio administrativo – ele nunca declarou bens à justiça eleitoral, conforme apuração da Revista Fórum.

Além disso, conforme já apontado pelo jornalista Luis Nassif, na TV GGN, em julho de 2020, as relações de Moro e o lobista do setor hoteleiro – Aguayo – vão além e têm ligações, inclusive, com o lobby da indústria do cigarro.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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  1. Rui

    15 de abril de 2023 7:06 pm

    O $érgio Fedorento Moro afirmou que o “Lewandowski contraria precedentes do próprio STF relativos ao foro privilegiado”, afirmando, ainda, que abre mão do foro privilegiado e luta no Senado para o fim dessa excrescência jurídica, verdadeira causa de impunidade e que recorrerá tão logo tenha acesso aos autos”. Ora, em primeiro lugar, o Lewandowski não contrariou precedente do próprio STF relativo ao foro privilegiado, foi o STF que superou seu próprio precedente, cessando a limitação de um direito legalmente previsto no art. 102, inciso I, alínea ‘b’, precedente que já tinha sido superado anteriormente, quando o STF manteve o foro privilegiado do Flávio Bolsonaro por supostos crimes praticados antes do mandato de $enador. O Moro acha que os precedentes e a jurisprudência são insuperáveis?

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