29 de outubro de 2026

Fachin arquiva mais cinco investigações do Inquérito das Fake News

Em todos os casos, Fachin seguiu manifestações da PGR, que defendeu o arquivamento por falta de provas dos supostos crimes ou por prescrição

STF arquiva cinco investigações do Inquérito das Fake News, incluindo casos contra Gilson Machado e Rui Costa Pimenta.
PGR recomendou arquivamento por falta de provas ou prescrição em todas as apurações encerradas.
Inquérito, aberto em 2019, enfrenta críticas por duração longa e falta de clareza, com Fachin comandando arquivamentos.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou o arquivamento de mais cinco investigações que faziam parte do chamado Inquérito das Fake News. Os alvos eram o presidente do PCO, Rui Costa Pimenta; o ex-ministro do Turismo Gilson Machado; o deputado estadual catarinense Alex Brasil; e Flávia Cordeiro Magalhães, brasileira que vive nos Estados Unidos. Uma quinta apuração, sobre publicações em um grupo do Telegram, também foi encerrada.

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Em todos os casos, Fachin seguiu manifestações da Procuradoria-Geral da República (PGR), que defendeu o arquivamento por falta de provas dos supostos crimes ou por prescrição.

Um inquérito sob críticas

O inquérito foi aberto de ofício em 2019 pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, para apurar ataques virtuais e ameaças à integridade física de ministros da Corte e de seus familiares. Com o tempo, desdobrou-se em centenas de linhas de investigação, muitas delas sigilosas. A comunidade jurídica critica sua duração indefinida e a falta de delimitação clara do objeto, e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), por exemplo, aponta pouca transparência.

Em meio a uma crise institucional sem precedentes no Supremo, com ataques públicos entre ministros, Fachin determinou em setembro que o inquérito saísse do gabinete do relator, Alexandre de Moraes, e fosse para a presidência da Corte. Em outubro, declarou que pretende arquivar todo o inquérito, analisando cada linha de investigação individualmente. Na terça-feira (27), já havia arquivado outras três apurações.

Os casos arquivados

Gilson Machado: a investigação apurava suposta tentativa de ajudar o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, a deixar o país por meio de um passaporte português emitido pelo consulado em Recife. Cid foi delator da trama golpista pela qual Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão. Depois de diversas diligências, incluindo a apreensão do celular de Machado, a PGR concluiu que não havia elementos mínimos para uma ação penal.

Rui Pimenta: investigado por incitação após publicações hostis ao STF nas redes sociais, teve o caso arquivado porque a PGR apontou a prescrição do crime.

Flávia Cordeiro Magalhães: Fachin revogou as restrições migratórias e a prisão preventiva que pesavam contra ela, depois que a PGR indicou a fragilidade das provas e a ausência de vínculo com grupos organizados ou esquemas de financiamento de desinformação.

Alex Brasil: era investigado por compartilhar conteúdo sobre o sigilo do voto nas eleições de 2022, mas a PGR informou que os mesmos fatos já haviam sido apurados e arquivados em outro processo. Além de encerrar a investigação, Fachin determinou o desbloqueio dos perfis do deputado nas redes sociais.

Grupo no Telegram: a apuração envolvia apologia a crimes contra judeus e ameaças à vida de ministros do STF. A PGR destacou que, segundo a área técnica do aplicativo, era tecnicamente impossível identificar os criadores ou administradores do canal, o que esgotou as possibilidades de esclarecer o caso.

*Com informações da Agência Brasil.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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