Falsificação não impediu filha de Bolsonaro de frequentar colégio militar

Tatiane Correia
Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.
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Filha de ex-presidente estava matriculada em instituição de Brasília durante período de falsificação de dados sobre vacinação contra covid-19

Colégio Militar de Brasília. Foto: Cine Fotos via CMB

A jovem L.F.B, filha do ex-presidente Jair Bolsonaro e de Michelle Bolsonaro, era estudante do Colégio Militar de Brasília no período em que ocorreram as inserções de dados falsos no sistema do Ministério da Saúde.

A adolescente, inclusive, ingressou na instituição sem prestar o exame de admissão graças a uma intervenção do pai e posterior decisão do comandante do Exército, que tomou a decisão favorável ao então presidente “em caráter excepcional”, conforme ofício que chegou a ser divulgado no site Poder360 na ocasião.

Vale lembrar que o Colégio Militar de Brasília integra o Sistema Colégio Militar do Brasil (SCMB) junto com outras 14 instituições, sob o controle da Diretoria de Educação Preparatória e Assistencial (DEPA), por sua vez subordinada ao Departamento de Educação e Cultura do Exército (DECEX), anteriormente Departamento de Ensino e Pesquisa (DEP).

As provas para ingresso no Colégio Militar são realizadas anualmente para o 6º ano do ensino fundamental à 1ª série do ensino médio. A cada ano, concorrem, em média, 22 mil candidatos, entre dependentes de militares e civis, segundo dados do Exército.

Em março de 2021, o SINASEFE (Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica) conseguiu suspender as aulas presenciais e garantir a retomada dos trabalhos e das aulas remotas durante a pandemia de covid-19.

De acordo com a instituição, o Colégio Militar de Brasília que estava com atividades híbridas (ensino presencial e remoto de modo alternado entre os estudantes) na época e, ao receber a decisão, emitiiu nota anunciando a suspensão das atividades híbridas e a migração para a modalidade de educação à distância a partir de 10 de março.

A jovem saiu do colégio militar em 2022 alegando bullying, e foi transferida para um colégio particular, segundo o jornal O Globo.

A carteirinha de vacinação de L.F.B. seria um dos documentos envolvidos na adulteração de informações sobre a vacinação contra a covid-19 ocorridas entre novembro de 2021 e dezembro de 2022, revelado em investigação conduzida pela Polícia Federal.

Tatiane Correia

Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.

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