21 de maio de 2026

Fux tem relação próxima com o bolsonarismo desde 2019

Ministro já defendeu a agenda econômica do então governo Bolsonaro de forma enfática e filho advogou para financiadores da campanha de Flávio ao Senado
Crédito: Rosinei Coutinho/ STF

Apesar de ser surpreendente e até mesmo controverso, tendo em vista que já foram condenados mais de mil golpistas envolvidos com o 8 de janeiro, o voto do ministro Luiz Fux a favor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados compactua com a proximidade com o bolsonarismo apresentado pelo magistrado do Supremo Tribunal Federal (STF) há anos.

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Em 2019, durante palestra ao mercado financeiro, o ministro defendeu a agenda econômica do então governo Bolsonaro de forma enfática.

Naquela época, Fux não considerou que suas declarações poderiam gerar conflito tendo em vista que ele poderia ter de julgar ações judiciais relacionadas àquela agenda. Justamente um ato que ele condenou na tarde desta quarta-feira (10), durante leitura do voto para suspender o julgamento do ex-presidente.

Acontece que muitos dos presentes na palestra compunham um setor patronal que financiou a eleição de Flávio Bolsonaro (então no PSL) e eram representados pelo advogado Rodrigo Fux, um dos filhos do ministro.

A Fux Advogados tinha na cartela de clientes o Conselho Nacional de Praticagem (Conapra), que defende os práticos (profissionais que atuam nos portos para auxiliar os navios no processo de atracamento). O presidente na época, Gustavo Martins, doou R$ 10 mil à campanha de Flávio, assim como Evandro Simas Abi Saab, da Praticagem da Barra, e Dhyogo Henryque Scholz dos Santos, da Baía do Marajó Serviços de Praticagem.

Já Moacyr Antônio Moreira Bezerra, da Federação dos Práticos, deu um pouco mais: R$ 55 mil para contribuir com a eleição do primogênito de Jair Bolsonaro.

Flávio foi eleito em 2018 e segue no Senado.

*Com informações da Carta Capital.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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3 Comentários
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  1. Carlos Eduardo Spadin

    10 de setembro de 2025 5:02 pm

    Não seria plausível considerar que Fux votou de acordo com seu entendimento legal e jurídico?
    Tivesse ele votado pela condenação do ex-presidente, o fato de ter sido indicado pela então presidente Dilma, poderia ser usado como argumento?

  2. Fábio de Oliveira Ribeiro

    10 de setembro de 2025 5:11 pm

    Se Donald Trump gostou tanto do voto ridículo de Luiz Fux em favor do terrorista Jair Bolsonaro ele deve levar Fux para a Suprema Corte dos EUA. Na Suprema Corte brasileira o voto de Fux só terá realmente valor de decisão irrecorrivel e inafastavel se for acompanhado pela maioria dos Ministros. Se isso não acontecer, o voto vencido dele tem o mesmo valor que papel de bunda usado. E Trump pode ficar com isso também.

  3. GalileoGalilei

    10 de setembro de 2025 6:34 pm

    Fux hoje teve seus 15 minutos de fama. Parece que ainda está falando. Parecia o pinto no lixo. Só que em todo o tempo em que se manifestava, mais como advogado de defesa (diga-se que se esforçando com denodo) do que como juiz do STF, esteve de cabeça baixa, como se estivesse com vergonha daquilo que estava pronunciando.

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