21 de maio de 2026

Preso, hacker Delgatti afirma que Zambelli ordenou invasão a celular de Moraes

Em depoimento à Polícia Federal, Walter Delgatti Neto afirma ter recebido dinheiro da deputada por prestação de serviços
Dep. Carla Zambelli (PL). Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

A deputada federal Carla Zambelli (PL) pagou ao hacker Walter Delgatti Neto por prestação de serviços como a invasão do telefone celular e do e-mail do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Em depoimento à Polícia Federal, Delgatti afirma que a parlamentar pediu ainda uma invasão à urna eletrônica ou aos sistemas do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), no que ele disse não ter conseguido acesso.

Em setembro de 2022, Delgatti e Zambelli se encontraram em um posto de gasolina na Rodovia dos Bandeirantes, e ela teria dito “que, caso o declarante conseguisse invadir os sistemas, teria emprego garantido, pois estaria salvando a Democracia, o País, a liberdade”.

Além disso, Delgatti disse ter se encontrado com o ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília no ano passado, quando foi questionado sobre a possibilidade de invasão da urna eletrônica – contudo, isso não seguiu pois o acesso que foi dado pelo TSE foi apenas na sede do Tribunal.

Falsidade ideológica

A decisão que autorizou a prisão preventiva de Delgatti foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, onde cita reportagem da revista Veja que divulga áudios dos contatos de Delgatti com funcionários da operadora TIM para invadir o chip do ministro, mas eles não teriam concordado em continuar com a estratégia.

A Polícia Federal também investiga a inserção de 10 alvarás de soltura no sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a favor de diversos criminosos – o que os investigadores destacam como crime de falsidade ideológica a cada inserção.

Delgatti revelou ter invadido o Banco Nacional de Mandados de Prisão do CNJ para demonstrar suas habilidades, e que o falso mandado de prisão contra Moraes foi redigido por Zambelli, enquanto o acesso ao sistema teria sido possível por meio de uma credencial eletrônica roubada.

Com Agência Brasil

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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